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Esta iniciativa consite em ações que possibilitem momentos de reflexão e construção pedagogica, abrangendo ainda propostas significativas para a prática cotidiana do educadores. De acordo com o contexto escolar e vivências as ideias e sugestões podem ser adequadas as necessidades reais nas expectativas de educadores e educandos

28 de mar de 2013

Pensadores


Principais Pensadores


1- JEAN PIAGET - 1896-1980


Piaget trabalhava com o processo equilibração/ desequilibração no nível do aluno
Equilibração: Processo endógeno e dialético
Maturação: Equilibração da própria idade
Experiência: Interação sujeito-objeto
Assimilação: fato, nova incorporação às estruturas, pela interação, causa desequilíbrio
Acomodação: há mudança no sujeito
Organização: lado interno do sujeito
Mudanças: Esquemas e estruturas mentais mudam. O desequilíbrio causado na assimilação torna-se equilíbrio, e está pronto para um novo desequilíbrio. É eterno, dialético.

Piaget não separava o cognitivo do afetivo:  Desequilíbrio pode ser causado por carência, curiosidade, dúvida, etc.

Trabalhava com o desenvolvimento humano, em etapas, períodos ou estágios. 

1- PERÍODO SENSÓRIO-MOTOR - 0 A 2 anos, quando começa a falar;
2- PERÍODO PRÉ-OPERATÓRIO - Quando a criança está caminhando para operações concretas, mas ainda não desenvolveu essas habilidades. Acontece dos 2 aos 6 anos de idade;
3- PERÍODO DAS OPERAÇÕES CONCRETAS - 7 aos 11/12 anos, quando a criança trabalha com o real palpável, o concreto;
4- PERÍODO DAS OPERAÇÕES LÓGICAS- abstratas e formais – dos 12/13 anos. Passa a criar hipótese, raciocinar de maneira abstrata, etc.


Lembre-se: Piaget não considerava estanques esses períodos. Depende da cultura, do grau de desenvolvimento, das condições sócio-econômicas e políticas.

  • A teoria de Piaget também é conhecida como Epistemologia Genética ou Equilibração Majorante. 
  • Piaget divide o período Sensório-motor em seis estágios: 
1-O exercício dos reflexos: recém-nascido
2-Os primeiros hábitos: Chupar o polegar, coordenação de braços, afeto, etc ( até 4,5 meses ).
3-Os primeiros aprendizados: (4,5 ao 6/7 meses ). Sorrisos, mundo exterior.
4-A coordenação dos esquemas: Percepção maior, combinações, bater, agarrar, etc (7 a 11/12 meses ).
5- Estágio A descoberta de meios novos: (11 a 12 a 16 meses ). Começa desenvolver a inteligência prática, começa a adaptação, puxar cobertores, tapetes, mexem em tv, rádio, etc. Desperta a curiosidade.
6-A invenção de meios novos por combinação mental: 16 meses aos 2 anos:
Começa a experimentação, tateios, chega até a linguagem.

  • Lembre-se: Para Piaget, a linguagem é reflexo do pensamento.

Aos 3 ou 4 anos, período pré-operatório, a criança desenvolve o egocentrismo. Época dos monólogos, falar com a televisão, com plantas, com objetos.

  • Piaget considerava o construtivismo como uma ciência Nomotética (busca leis) e a Pedagogia como uma ciência Prescritiva (aplica os conhecimentos). 
ERRO NO CONSTRUTIVISMO

  • Deve ser trabalhado; 
  • Quando o aluno continua errando, acontece uma das três situações:
 Se o aluno possui estruturas. Neste caso o procedimento está errado para a solução. O professor fará intervenção para que o aluno tome consciência do erro.

Se o aluno não possui estruturas. Ele erra nos procedimentos. O professor deve criar ambiente, dialogar.

Se o aluno possui estruturas na formação. Neste caso o erro e construtivo. O professor faz a medição. 



2-VYGOTSKY

É considerado como um dos maiores construtivistas, viveu na primeira metade do século XX na Rússia (URSS),foi perseguido e proibido de divulgar as idéias.Nunca se encontrou com Piaget (seu contemporâneo).É chamado pelos estudiosos de Sócio-interacionista, por dar ênfase no social-histórico da mediação sujeito-objeto.

Vygotsky defendia a idéia de popularizar o conhecimento, dava bastante valor ao professor e a educação escolar, como solução. 

SÍNTESE DAS IDÉIAS
  • Área de Desenvolvimento Proximal ou Zona Proximal. É a amplitude entre o desenvolvimento real e o potencial. 
  • Conceitos-Espontâneos: senso comum 
  • Científicos: Sistematizado, organizado, formal. Transmitido pela escola e que deve ser incorporado aos conceitos espontâneos ou do cotidiano. 
  • Mente e o Conhecimento: São construídos. 
  • O pensamento: é reflexo da linguagem. 

O contexto: Determina o pensamento, os aspectos psicológicos.

Atividades intrapessoais: Aos 3 ou 4 anos o que Piaget chama de egocentrismo.

Formação de conceitos: O homem representa na mente os objetos e ações.

Transformação da sociedade: Só pelo conhecimento, ação, formação de recursos humanos e qualificação.

Interação: Sujeito-objeto do conhecimento causando a internalização.

Conhecimento: É processo.

Sujeito: Assimila e internaliza o mundo histórico.

Educação
: Dialética, dialógica, democrática, transformadora, contextualizada, como processo, relacionista, construtivista.

Professor: Muito importante, faz a mediação.

Aula: Trabalha com situações problemas.

Espontaneísmo: Não é aceito. 

Pedagogismo ingênuo: Não é aceito.

Pedagogia: Ideológica, política, inserida na filosofia adotada, contextualizada.



3- CESAR COLL

Espanhol, coordenou a reforma da educação na Espanha nos anos 1980, após a queda do Franquismo. Hoje é consultor do Ministério da Educação e Desportos no Brasil, no que se refere aos parâmetros curriculares nacionais.


- Livro mais importante: Psicologia e Currículo, Editora Ática.
IDÉIAS PRINCIPAIS

Educação: contínua, como processo, desenvolve, contextualizada, flexível.

Sociointeracionismo: cita Vygotsky, Luria e Leontiev.

Currículo: É um guia, concretiza a ideologia, princípios filosóficos, etc.

Faixa etária: aceita Piaget.

Zona Proximal: aceita.

Projeto Curricular: Deve ser:
· Construtivista
· Contextualizado
· Objetivos claros
· Viável e aberto
· Visa o crescimento pessoal
· Tem bases psicológicas, sociológicas e epistemológicas
· Níveis ou ciclos: progressivos
· Conteúdos significativos
· Visão holística
· Avaliação no processo, inserida.
· pouco burocrática
· com seqüência
· Professor deve ter competência técnica.


4- EMILIA FERREIRO



Médica argentina, fez doutoramento sob orientação de Piaget. Trabalha no México com Educação infantil.
PRINCIPAIS IDÉIAS


Alfabetização: É uma construção.

Segue etapas:
1. Escrita pré-silábica: Antes da escola.


Pode ser:
a) Unigráfica: Semelhante ao desenho: gato, mamãe.
b) Letras inventadas: Cria seu próprio sistema, não é possível ser entendido por outra pessoa.
c) Letras convencionais: Aleatórias.


2. Escrita silábica: letra representa sílaba. Uns usam só vogais, outro só consoantes, outros, mistas. Ex.: Borboleta (BBLT).


3. Escrita silábico-alfabética: É caótica, falta letras. Ex.: O dinossauro era grande- O dinoareagde.


4. Escrita alfabética: Conhece o valor sonoro das letras, começa errando. Ex. : O caxoro é um animau domético .


Só com leitura, estudos, vai resolvendo.
A evolução nem sempre é linear, envolve estrutura, qualidade, imagens, dialetos, etc.
O processo é dinâmico, não controlável.
Trabalha com hipótese
Aceita a zona proximal
Considera níveis e ciclos
Internalização: É aceita
Equilíbrio-desequilíbrio
Problematização: É trabalhado
Erro: É trabalhado.


Lembre-se: Emília Ferreiro trabalha com a educação infantil até a faixa etária dos 6 anos, aproximadamente. Para alfabetizar adultos ela considera que algumas etapas já foram vencidas. Quase sempre começa com escrita silábica. O adulto, mesmo analfabeto, na maioria, já conhece números, algumas letras, etc.

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