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Esta iniciativa consite em ações que possibilitem momentos de reflexão e construção pedagogica, abrangendo ainda propostas significativas para a prática cotidiana do educadores. De acordo com o contexto escolar e vivências as ideias e sugestões podem ser adequadas as necessidades reais nas expectativas de educadores e educandos

7 de abr de 2013

Quatro P’s: propósito, paixão, plano e persistência

Não é qualquer escola que serve: a escola que queremos


Teses


Erra quem afirma que “qualquer escola é melhor do que nenhuma escola”: a escola ruim, além de não fazer bem, causa muitos males
A escola de hoje (até mesmo a considerada boa) está numa encruzilhada: ou se reinventa ou se torna obsoleta
A escola que queremos está muito distante da escola que temos
Mas é possível chegar lá se tivermos os Quatro P’s: propósito, paixão, plano e persistência 


Os Males Causados por uma Escola Ruim


Desperdício de recursos de quem cria e mantém e perda de tempo de quem frequenta
Diminuição da curiosidade e da vontade natural de aprender por parte dos alunos, que passam a ver a aprendizagem, a educação e a escola como coisas chatas, não desafiadoras, que nada têm que ver com as coisas boas e interessantes da vida
Fracasso escolar de muitos alunos que poderiam aprender muito e com prazer em uma escola diferente mas que, em decorrência da experiência escolar, concluem que a causa do fracasso está em si mesmos e não na inadequação da escola.

O Desafio à Escola

A evolução histórica, movida principalmente pela tecnologia, criou e tornou disponíveis novas formas de aprender -- no lar, na comunidade, no local de trabalho, nos locais de lazer, principalmente através dos meios de comunicação, hoje centrados no computador interligado em rede, aos quais se pode aceder pela Internet
Ou a escola – mesmo a considerada boa – se reinventa nessa nova realidade ou se tornará obsoleta como instituição em que se educa e se aprende, sendo suplantada pelas novas formas, não-escolares, de aprender

A Reinvenção da Escola

Reinventar a escola implica:
Rever o conceito de educação com que opera, para que alcance clareza sobre essas duas questões: Por que educar? Para que educar?
Rever a missão da escola diante de outras instituições que assumem funções educacionais
Rever o seu curriculum, isto é, sua visão do que os alunos devem aprender na escola
Rever o seu método, isto é, sua visão da forma em que os alunos aprendem
Rever o papel de alunos, professores e corpo diretivo
Rever a forma de organizar o tempo e espaço 
Rever a relação com o mundo externo e com a tecnologia


A Escola que Queremos: 

Visão da Educação

Concebe a educação como a maneira pela qual o ser humano, que nasce inacabado e inconcluso, se desenvolve, como ser humano, realizando o seu potencial, dentro de um projeto de vida de sua livre escolha


Missão da Escola

Vê sua missão como sendo contribuir para que o ser humano se torne capaz de definir e elaborar o seu projeto de vida e de  construir as competências e habilidades necessárias para transformá-lo em realidade 
Ou, em outras palavras, sua missão é contribuir para que o ser humano se torne capaz de sonhar seus próprios sonhos e de transformá-los em realidade

Currículo


Organiza o currículo como um conjunto de experiências e ambientes de aprendizagem voltados para permitir que os alunos venham a dominar as competências e habilidades básicas de que precisam para poder definir e elaborar o seu projeto de vida e transformá-lo em realidade, no qual informações, valores e atitudes se encaixam na medida em que são necessários como meios para que os alunos alcancem os seus fins 
Afinal de contas, aprender é se tornar capaz de fazer aquilo que se deseja fazer – e que, antes, não se conseguia fazer  

Método

Adota como método uma pedagogia ativa, centrada no aluno, e voltada para a definição, o planejamento, a execução e a avaliação, pelos alunos, de projetos de aprendizagem relacionados aos seus interesses 

Papéis

Encara o aluno como o ator principal (ou protagonista) de sua própria aprendizagem e de sua educação e o responsável pela construção de sua vida, vendo o professor como aquele que o ajuda, orienta, apoia, incentiva, instiga, provoca (como a “parteira” socrática) e a equipe diretora como os educadores que procuram manter o foco da escola na aprendizagem dos alunos, garantindo que sua liberdade e autonomia são respeitadas e que eles possam se desenvolver como seres humanos, realizando o seu potencial, dentro do seu projeto de vida


Tempo e Espaço

Administra o tempo e organiza o espaço, dentro da escola, de modo a que eles venham servir às necessidades de aprendizagem dos alunos, criando ambientes diversificados e horários flexíveis que facilitem a aprendizagem dos alunos à medida em que desenvolvem seus projetos


Interação com Contexto

Interage criativamente com o mundo que a circunda, no plano mais próximo e mais distante, fazendo pleno uso das novas tecnologias de informação e comunicação que nada mais são do que formas eficientes de colocar pessoas em contato com pessoas e com a informação de que necessitam para viver suas vidas

A Escola que Queremos: é Possível Chegar Lá?

É possível chegar lá – se tivermos:
Propósito claro (Vontade)
Paixão pela causa (Emoção)
Plano realista (Inteligência) 
Persistência com paciência (Postura, Atitude)


A Escola que Queremos


É um local em que as pessoas aprendem, isto é, constróem suas competências e habilidades
É um local em que potenciais se realizam 
É um local em que o ser humano se desenvolve 
É um local em que as pessoas se educam em diálogo

“Ninguém educa ninguém, como tampouco ninguém se educa sozinho: os homens se educam em comunhão, mediatizados pelo mundo”.
Paulo Freire



Fonte: Eduardo O C Chaves

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