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Esta iniciativa consite em ações que possibilitem momentos de reflexão e construção pedagogica, abrangendo ainda propostas significativas para a prática cotidiana do educadores. De acordo com o contexto escolar e vivências as ideias e sugestões podem ser adequadas as necessidades reais nas expectativas de educadores e educandos

4 de mai de 2013

Filosofia para as Crianças

“Os valores na educação pré-escolar”



A Filosofia para Crianças é um programa pedagógico que visa desenvolver
as capacidades de raciocínio e do pensamento em geral. Esta aprendizagem
multifacetada da atividade do pensar é feita através da criação de um diálogo
e tem como fim promover o pensamento do grupo de investigação na sala de aula.
O objetivo pedagógico é de contribuir para o desenvolvimento e compreensão
da linguagem e das capacidades críticas e criativas das crianças, no sentido de
promover o seu pensamento autônomo.
Este programa pedagógico proporciona um conjunto de atividades designados
de sessões, que demostraremos a seguir:


Na terça-feira, 13 de novembro, demos inicio ao projeto
 “A Educação para os valores na educação pré-escolar”. Como tínhamos
acabado de comemorar o dia de S. Martinho, revimos um valor dado – A Partilha.
Dialogamos sobre a lenda e o que é a partilha e no fim fizemos o registo.



Na quinta-feira, 15 de novembro, trabalhamos os sentimentos, uma vez
que estamos no outono e é nesta estação do ano que se comemora o
namoro dos morcegos.

Dialogamos sobre a imagem que está a ser mostrada e o valor que nela
é representado.


Somos confrontados com a pergunta:


Podemos ter sentimentos por:





O que é para ti o sentimento?






Na sexta-feira, 16 de novembro, realizamos jogos sobre os sentimentos.


Aqui vai uma breve explicação sobre um deles.






Jogo dos Beijinhos

Inicia-se o jogo com um diálogo sobre as formas que as pessoas têm de
mostrar que gostam umas das outras. Lista: dar prendas, dar beijo no rosto,
cumprimentar com as mãos, dizer bom dia, abraçar, etc…
Pede-se às crianças que andem livremente e quando a educadora disser “parou”
cada criança imobiliza-se numa posição.
Quando se disser “andou as crianças voltam a passear.


Continuando com o comando “andou” “parou”, mas quando se disser
 “parou” acrescenta-se: “dar abraços”, “dar beijinho” (no rosto), etc.
assim, as crianças podem mostrar que gostam uma das outras de formas
diferentes.


Na terça-feira, 20 de novembro, ouvimos uma história sobre os sentimentos
 – “Gosto de ti”


Conversamos sobre o sentimento
 referido na história, o “Amor”,
este é demostrado da mãe para
o filho, assim como do filho
para a mãe.








No fim ouvimos a música
 – Adivinha o quanto eu gosto
ti de André Sardet.






No dia 27 de novembro, fizemos uma atividade sobre um sinal de pontuação.
Dentro do envelope, estava um cartão com um ponto de interrogação.














Tivemos uma conversa sobre o ponto de interrogação:

- Alguém sabe para que serve?

- Quando é usado e porquê?

Seguidamente, fizemos o jogo- “o que é uma pergunta?”. Este jogo foi realizado
da seguinte forma: um menino de cada vez dirigia-se à mesa e
escolhia uma tira de papel onde estava escrita uma frase.
A criança este tinha de dizer se essa frase era uma pergunta ou não e porquê.



No fim fizemos o registo do jogo numa cartolina.



No dia 28 de novembro, revimos as regras até aqui abordadas e
mencionamos, outras que as crianças gostariam de falar.
Mas antes são colocadas algumas questões.

As regras são valores?





O que são valores?









À medida que íamos dizendo
as regras que conhecíamos a
professora/estagiária ia virando
as folhas que continha o ponto
de interrogação.


Identificamos alguns
destes valores nas regras
da nossa sala de aula,
dialogando sobre cada
uma delas.









No dia 30 de novembro, ouvimos uma história sobre a mentira.
Ao contrário de que muitos meninos pensam, devemos dizer
sempre a verdade, como conta na história
“A Mentira Tem Perna Curta”.



















De seguida, fizemos uma ficha para ajudar a menina da história
a encontrar as mentiras.
No dia 03 de Dezembro, escutamos a história “Perdido e Achado”,
que falava do valor da amizade. Na abordagem deste valor
realizamos uma receita de biscoitos da amizade, com o formato
de um coração.




No fim fizemos um exercício sobre a amizade…


O que é ter um amigo?


- um amigo é ter um tesouro…


O que é um tesouro?



No dia 04 de dezembro, fizemos uma dramatização com fantoches da história
 “Meninos de Todas as Cores”. Cada um de nós escolheu um menino de
cor e depois dizia a quadra da história.











































No dia 05 de dezembro, fizemos o jogo “olha o balão”.


Nesta atividade utilizamos balões de várias cores (vermelho, azul, amarelo…).
Dividimos o grupo em dois: os caça-balões e os perguntadores.
Os balões são soltos pela sala e cada caça-balão deve tentar agarrar um.


As crianças caças-balões, já com o balão na mão, procuram
um perguntador que exige: “ Quero saber uma fruta ou uma regra com essa cor”.
Invertem-se depois os papéis, passando os perguntadores
a caça-frutas e vice-versa.




Em roda discute-se sobre as respostas de cada criança para as várias cores.


No dia 06 de dezembro, foi o momento final do projeto, que começou
com uma conversa sobre todos os valores aprendidos. Revimos todos
os valores, todas as histórias e todas as atividades desenvolvidas, através
do preenchimento de um cartaz.































Um menino de cada vez, dirigiu-se à caixa de filosofia
e tira um cartão
que tem de colocar no sítio certo, com a ajuda
dos outros meninos.







fonte: http://preescolarlagares.blogspot.com.br/2013/01/filosofia-para-criancas.html

2 comentários:

  1. Que legal seu projeto. Temos que tornar as crianças mais interessadas na escola, a maioria das escolas estão perdidas no tempo. Parabéns e sucesso nesta linda jornada.
    Tenha uma ótima semana.

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  2. Elenita Alvez09/07/2016 13:42

    Gostei das dinamicas e dos temos, bem propicios para o momento que estamos vivendo de desafeto, desrespeito e violencia. Começar pela base (as crianças ) é de sumo importância para amenizar e até mudar os preconceitos vigentes. Porém percebi que apesar da boa vontade e intenção apontada a bexiga de cor preta não aparece no momento de fixação dos valores. Esquecimento? Falta de atenção? Ou vencer o preconceito é só teoria, pois na pratica ainda não o superamos, consciente ou inconscientemente ainda não superamos?

    ResponderExcluir

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