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Esta iniciativa consite em ações que possibilitem momentos de reflexão e construção pedagogica, abrangendo ainda propostas significativas para a prática cotidiana do educadores. De acordo com o contexto escolar e vivências as ideias e sugestões podem ser adequadas as necessidades reais nas expectativas de educadores e educandos

18 de mai de 2013

Análise do livro: Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa




Para Paulo Freire, o ensino é muito mais que uma profissão, é uma missão que exige comprovados saberes no seu processo dinâmico de promoção da autonomia do ser de todos os educandos.

Através desse trabalho Paulo Freire, faz com que os educadores, assumam uma postura crítica e analisem as relações: alunoXprofessor; alunoXpesquisa/conhecimento - professor e alunoXcontexto sócio-político-cultural – professor; buscando que no seu cotidiano educacional, o próprio discurso teórico seja um aliado à sua aplicação prática.

O autor “anuncia a solidariedade enquanto compromisso histórico de homens e mulheres, como uma das formas de luta capazes de promover e instaurar a” “ética universal do ser humano””. (p.11).

A Pedagogia da Autonomia é sem dúvida um manual de procedimentos que servem como pontos orientadores, não só para educação, mas, para uma análise de nossa relação diária com outros seres humanos, já que nos faz refletir sobre a libertação do pensamento de tradições desumanizantes _ porque opressoras.

Capítulo 1 – Não há Docência sem discência


“Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender” (p.23)

. Ensinar Exige ...

. RIGOROSIDADE METÓDICA
: O educador democrático não pode negar-se o dever de, na sua prática docente, reforçar a capacidade crítica do educando, sua curiosidade, sua insubmissão. Uma de suas tarefas primordiais é trabalhar com os educandos a rigorosidade metódica com que devem se “aproximar” dos objetos cognoscíveis” (p.26).
O educador tem o papel de não apenas ensinar os conteúdos programáticos, “mas também ensinar a pensar certo” (p.27), para que com isso possa estabelecer-se a verdadeira aprendizagem, onde educador e educandos são sujeitos de um processo dinâmico da construção e reconstrução do saber.

. PESQUISA: “Pesquiso para constatar, constatando, intervenho, intervindo educo e me educo” (p.29).

A pesquisa é de suma importância para aquisição de novos conhecimentos, já que vivemos num momento histórico, em que as mudanças ocorrem de uma forma muito dinâmica, logo,

é muito importante que o professor se assuma e perceba que a pesquisa faz parte de sua formação permanente e que ele seja visto como pesquisador.

. RESPEITO AOS SABERES DOS EDUCANDOS: Por isso mesmo pensar certo coloca ao professor ou, mais amplamente, à escola, o dever de não só respeitar os saberes com que os educandos, sobretudo os da classe populares, chegam a ela saberes socialmente construídos na prática comunitária” (p.30).

O educador que respeita os saberes dos educandos, tem a possibilidade de buscar lado a lado com os educandos, soluções para problemas que fazem parte da realidade social onde os mesmos estão inseridos, como por exemplo: a violência que ocorre nos dias atuais.

. CRITICIDADE: “Na verdade, a curiosidade ingênua que,“desarmada”, está associada ao saber do senso comum, é a mesma curiosidade que, criticizando-se, aproximando-se de forma cada vez mais metodicamente rigorosa do objeto cognoscível, se torna curiosidade epistemológica” (p.31).

Para que se estabeleça essa criticidade, é necessário que a curiosidade nos impulsione em direção dos desafios, e através da criatividade possamos supera-los e acrecentarmos algo a que fazemos.

. ESTÉTICA E ÉTICA: “Mulheres e homens, seres histórico-sociais, nos tornamos capazes de intervir, de escolher, de decidir, de romper, por tudo isso, nos fizemos seres éticos” (p.33).

O educador tem um papel de formar o educando,logo, tendo um papel importante na sua formação moral.

. CORPO REIFICAÇÃO DAS PALAVRAS PELO EXEMPLO: O professor que realmente ensina, quer dizer, que trabalha os conteúdos no quadro da rigorosidade do pensar certo, nega, como falsa, a formula farisaica do “faça o que eu mando e não faça o que eu faço”. Quem pensa certo está cansado de saber que as palavras a que falta a corporeidade do exemplo pouco ou quase nada vale. Pensar certo é fazer certo” (p.34).

A prática tem que estar condizente com as atitudes do educador, possibilitando assim ao educando, questiona-la, sem que com isto, gere um clima desagradável entre educadorXeducando.

. RISCO, ACEITAÇÃO DO NOVO E REJEIÇÃO A QUALQUER FORMA DE DISCRIMINAÇÃO: “É próprio do pensar certo a disponibilidade ao risco, a aceitação do novo que não pode ser negado ou acolhido só por que é novo, assim com o critério de recusa do velho não é apenas o cronológico” (p.35).

O educador através de um processo dialógico, vai interagir junto com o educando na produção de novos conhecimentos e na clareza dos conceitos, para que seja evitado qualquer tipo de discriminação.

. REFLEXÃO CRÍTICA SOBRE A PRÁTICA: “A prática docente critica, implicante do pensar certo, envolve o movimento dinâmico, dialético, entre o fazer e o pensar sobre o fazer” (p.38).

O educador tem que estar sempre em constante reflexão crítica sobre sua prática, para que seu discurso teórico ande lado a lado com ela, para que ele possa perceber, quando são necessárias mudanças.

. RECONHECIMENTO E ASSUNÇÃO DA IDENTIDADE CULTURAL: “Assumir-se como ser social histórico, como ser pensante, comunicante, transformador, criador, realizador de sonhos, capaz de ter raiva por que capaz de amar. Assumir-se como sujeito por que capaz de reconhecer-se como objeto. A assunção de nós mesmos não significa a exclusão dos outros” (p.41).

Assumir-se como parte de um processo dinâmico vivo, onde temos o direito a termos emoções e com isto mudarmos a realidade.

“A questão da identidade cultural, de que fazem parte a dimensão individual e a classe dos educandos cujo respeito é absolutamente fundamental na prática educativa progressista, é problema que não pode ser desprezado” (p. 41-42).

O educador tem que participar da inserção do educando no processo da identidade cultural, deixando de se colocar como dono da verdade e do “saber articulado”, para que se possa colocar as instituições sob uma constante análise metódica e com isto, buscar alcançar uma prática educativa progressista autêntica.




Capítulo 2 –Ensinar não é transmitir conhecimento

“Saber que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção” (p.47).

. Ensinar Exige ...

. CONSCIÊNCIA DO INACABAMENTO:” O do inacabamento do ser humano. Na verdade, o inacabamento do ser ou sua inconclusão é próprio da experiência vital. Onde há vida, há inacabamento” (p.50).

Somente os seres humanos têm consciência que somos seres inacabados, entretanto, através dos instrumentos que dispomos: a linguagem, a cultura, a comunicação, etc, devemos buscar uma “espiritualização” do mundo, para que possamos ser considerados como seres éticos e tornarmos-nos capazes de intervirmos no mundo com responsabilidade, buscando no futuro sermos seres menos inacabados.

. RECONHECIMENTO DE SER CONDICIONADO:” Gosto de ser gente porque, como tal, percebo afinal que a construção de minha presença no mundo, que não se faz no isolamento, isenta da influencia das forças sociais, que mão se compreende fora da tensão entre o que herdo geneticamente e o que herdo social, cultural e historicamente, tem muito a ver comigo mesmo” (p.53).

A partir do momento que aceito ser condicionado pelas relações estabelecidas no contexto social, me possibilita estando inserido nesse contexto, através de um processo de conscientização, lutar para não ser mero objeto, mas, ser um sujeito participante de todo esse processo histórico, buscando com isto: “a não conclusão que se reconhece a si mesma implica necessariamente a inserção do sujeito inacabado num permanente processo social de busca” (p.55).
. RESPEITO À AUTONOMIA DO SER DO EDUCANDO:” O respeito a autonomia e a dignidade cada um e um imperativo ético e não um favor que podemos ou não conceder uns aos outros” (p.59).

O educador tem que respeitar a autonomia e a identidade do educando, para que ele não seja um “transgressor da natureza humana” (p.60).

. BOM SENSO:” A vigilância do meu bom senso tem uma importância enorme na avaliação que, a todo instante, devo fazer de minha prática” (p.61).

O bom senso me possibilita a estar sempre fazendo uma análise crítica da minha prática, do meu respeito pelo educando, da minha ética, etc.

. HUMILDADE, TOLERÂNCIA E LUTA EM DEFESA DOS DIREITOS DOS EDUCADORES:” A luta dos professores em defesa de seus direitos e de sua dignidade deve ser entendida como um momento importante de sua prática docente, enquanto prática ética. Não é algo que vem de fora da atividade docente, mas algo que dela faz parte” (p.66).

O educador mesmo diante do descaso em que se encontra a educação pública no país, deve estar ciente de ter desenvolvido perante aos educandos: a humildade, a tolerância, o amor, o respeito, etc. Fatores estes, que possibilitaram a aquisição do respeito por partes dos educandos, na sua luta por salários mais dignos, por melhores condições de trabalho, ou seja, por uma “luta política consciente, crítica e organizada contra os ofensores” (p.67).

. APREENSÃO DA REALIDADE:” A capacidade de aprender, não apenas para nos adaptar mas sobretudo para transformar a realidade, para nela investir, recriando-a, fala de nossa educabilidade a um nível distinto do nível do adestramento dos outros animais ou do cultivo das plantas.” (p.68-69).

O educador tem que aprender a realidade onde será feita sua práxis, para que ele possa participar como um agente transformador e possa possibilitar a construção e/ou a reconstrução necessárias, que favoreça o crescimento do educador e do educando.

. ALEGRIA E ESPERANÇA:” O meu envolvimento com a prática educativa, sabidamente política, moral, gnosiológica , jamais deixou de ser feito com alegria, o que significa dizer que tenha invariavelmente podido criá-la nos educandos. Mas, preocupado com ela, enquanto clima ou atmosfera do espaço pedagógico, nunca deixei de estar” (p.72)
Vivemos numa sociedade com tanta desigualdade social, que através da esperança obtemos forças, para enfrentarmos todos os obstáculos, e ficamos muito alegres quando estamos conscientes que estamos inseridos em todo esse processo histórico dinâmico e podemos participar como sujeitos de todos os processos de mudanças, que nos possibilite viver numa sociedade mais justa.

. CONVICÇÃO DE QUE A MUDANÇA É POSSÍVEL:” É o saber da história como possibilidade e não como determinação. O mundo não é. O mundo está sendo” (p.76).
Acreditamos que a mudança é possível, entretanto, precisamos adotar uma postura política-pedagógica, como sujeitos que desejam que essas mudanças ocorram e para isso, devem tomar decisões, devem ter o direito de escolha e de intervenção na realidade, para possibilitar a libertação do oprimido.

. CURIOSIDADE:” Se há uma prática exemplar como negação da experiência formadora é a que dificulta ou inibe a curiosidade do educando e, em conseqüência, a do educador. É que o educador que, entregue a procedimentos autoritários ou paternalistas que impedem ou dificultam a curiosidade do educando, termina por igualmente tolher sua própria curiosidade” (p.84-85).

A curiosidade deve ser estimulada, entretanto, ela não deve invadir a privacidade do outro, é importante que professores e alunos se assumam “epistemologicamente curiosos” (p.86),por que através do exercício da curiosidade podemos: exercitar a imaginação, a capacidade de comparação, as emoções, etc.


Capítulo 3 – Ensinar é uma especificidade humana

“... a autoridade não necessita de, a cada instante, fazer o discurso sobre sua existência, sobre si mesma. Não precisa perguntar a ninguém, certa de sua legitimidade, se” sabe com quem está falando?”. Segura de si, ela é porque tem autoridade, porque a exerce com indiscutível sabedoria” (p.91).

. Ensinar Exige ...

. SEGURANÇA, COMPETÊNCIA PROFISSIONAL E GENEROSIDADE: “O professor que não leve a sério a sua formação, que não estude, que não se esforce para estar a altura de sua tarefa não tem força moral para coordenar as atividades de sua classe... Outra qualidade indispensável à autoridade em suas relações com as liberdades é a generosidade” (p.92).
O educador tem que estar sempre reciclando seus conhecimentos, porque estamos vivendo num momento histórico dinâmico, onde as informações passam por profundas mudanças em curto espaço de tempo, e é necessário que haja segurança na relação entre educador X educando, no momento da transmissão dos conteúdos que necessitam ser aprendidos. Outro aspecto muito importante, é que somente através de um clima de respeito, poderá ser estabelecida uma relação democrática, onde imperem a humildade, a justiça, e a generosidade, entre educadorXeducando, tornando-se possível: a “reinvenção do ser humano no aprendizado de sua autonomia” (p.94).

. COMPROMETIMENTO: “Não posso ser professor sem me pôr diante dos alunos, sem revelar com facilidade ou relutância a minha maneira de ser, de pensar politicamente. Não posso escapar a apreciação dos alunos” (p.96).

É necessário que o educador tenha uma visão crítica, da autenticidade entre o que ele fala e maneira pela qual ele se comporta, assumir perante aos educandos que ele não é o “dono do saber”, logo, as perguntas que ele não tem conhecimento das respostas, através da pesquisa, juntos eles poderão encontrar as respostas, possibilitando com isto, que a aprendizagem tenha um comprometimento solidário entre educadorXeducando, impedindo assim a neutralidade e a fragmentação da educação, aspectos desejados pela ideologia dominante.

O professor tem que deixar transparente para os alunos: a sua capacidade de análise, de opção nas tomadas de decisões, o que entende de avaliação e de que se for necessário, o romper com padrões pré-estabelecidos, para que seja feita justiça em nome de sua ética, em favor dos oprimidos.

. COMPREENDER QUE A EDUCAÇÃO É UMA FORMA DE INTERVENÇÃO NO MUNDO :" Intervenção que além dos conhecimentos dos conteúdos bem ou mal ensinados e/ou aprendidos implica tanto o esforço de reprodução da ideologia dominante quanto o seu desmascaramento” (p.98).

A educação é uma forma de intervenção no mundo, porque ela está presente em todos os momentos de nossa vida: histórico/social/político/econômico.

O educador, entretanto, deverá escolher se colocará sua teoriaXprática, a serviço da elite dominante, fazendo uso de uma práxis articuladora; ou a favor dos oprimidos, adotando uma postura pedagógica-política, que busque a transformação dos seres humanos e do contexto social em que ele está inserido.

. LIBERDADE E AUTORIDADE: “A liberdade amadurece no confronto com outras liberdades, na defesa de seus direitos, em face da autoridade dos pais, do professor, do Estado” (p.105-106).

Para o amadurecimento do ser humano, é necessário que a liberdade seja vivenciada por uma dose de autoridade, o que possibilitará uma análise crítica das conseqüências, quando tivermos de tomar decisões, processo contínuo ao longo de nossas vidas.

. TOMADA CONSCIENTE DE DECISÕES: “Quando falo em educação como intervenção me refiro tanto à que aspira a mudanças radicais na sociedade, no campo da economia, das relações humanas, da propriedade, do direito ao trabalho, à terra, à educação, à saúde, quanto a que, pelo contrário, reacionariamente pretende imobilizar a História e manter a ordem injusta” (p.109).

O educador tem que estar consciente, que a tomada consciente de decisões, torna possível que ocorra transformações; da importância de seu papel político-pedagógico, como agente interventor da realidade, propiciando assim, o respeito aos educandos e aos educadores.

. SABER ESCUTAR: “Se, na verdade, o sonho que nos anima é democrático e solidário, não é falando aos outros, de cima para baixo, sobretudo, como se fôssemos os portadores da verdade a ser transmitida aos demais, que aprendemos a escutar, mas é escutando que aprendemos a falar com eles” (p.113).
Todos nós temos que saber escutar, no caso específico do educador esse processo, possibilita com um contato direto com a realidade vivida pelo educando, a mudança de seu discurso, contribuindo assim para uma melhor aprendizagem.

Para que o educador saiba escutar, ele tem que estar consciente que não é “dono do saber” e que pode:

_ aprender enquanto ouve; motivar o desenvolvimento da curiosidade; exercitar a análise crítica, poder exemplificar a liberdade, demonstrar a necessidade do respeito, ajudar o educando a vencer suas dificuldades; superar preconceitos, observar como é importante a humildade; a generosidade de se colocar no lugar do outro e demonstrar da possibilidade de uma comunicação democrática entre alunoXprofessor.

. RECONHECER QUE A EDUCAÇÃO É IDEOLÓGICA: “Saber igualmente fundamental à prática educativa do professor ou da professora é o que diz respeito à força, às vezes maior do que pensamos, da ideologia” (p.125).

Temos que reconhecer que a educação é ideológica e através do seu discurso ideológico, pode-se ocultar a verdade dos fatos, assim como: manipular os fatos, as coisas, os acontecimentos, gerar preconceitos e criar uma resistência a uma proposta educacional renovadora.

. DISPONIBILIDADE PARA O DIÁLOGO: “O sujeito que se abre ao mundo e aos outros inaugura com seu gesto a relação dialógica em que se confirma como inquietação e curiosidade, como inconclusão em permanente movimento na História” (p.136).

A partir da atitude dialógica, o educador pode trocar experiências e conhecimentos com os educandos, tornando-se possível: superar desafios, estimular a curiosidade e diminuir a distância entre educador e educando.

. QUERER BEM AOS EDUCANDOS: “E o que dizer, mas, sobretudo o que esperar de mim, se, como professor, não me acho tomado por este outro saber, o de que preciso estar aberto ao gosto de querer bem, às vezes, à coragem de querer bem aos educandos e à própria prática educativa de que participo” (p.141).

Como desenvolver uma prática pedagógica-política, estritamente humana, sem que a afetividade esteja presente na relação educadorXeducando, porém, não deixando que essa afetividade ponha em risco a autoridade e propicie um ambiente desfavorável à produção de conhecimentos, impossibilitando assim, o desenvolvimento da autonomia de educadores e educandos.

2 comentários:

  1. Olá Professor eu sou um aspirante a professor, queria saber se essas ideologias de Paulo Freire seriam um pouco utópicas nas salas de aula hoje em dia? abraços Att: Wesley Coelho.

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  2. Olá Professor eu sou um aspirante a professor, queria saber se essas ideologias de Paulo Freire seriam um pouco utópicas nas salas de aula hoje em dia? abraços Att: Wesley Coelho.

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