RAZÕES PARA ENSINAR ARTE
A educação é uma das ações que definem nossa humanidade: o ser humano transcende seu status animal pois vai além dos instintos: compreende, reelabora, reflete, cria e recria, critica, aprende, ensina. A busca do homem através da história é sempre uma busca de compreender e transformar a realidade.
Já foi dito que uma característica distintiva do ser humano é a necessidade do supérfluo. O que ultrapassa os limites das necessidades básicas essenciais à sobrevivência e coloca-se no campo da atribuição de sentido é o que nos torna humanos. A admiração diante de um por do sol, a necessidade de deixar uma marca que dure além do efêmero tempo de nossa existência, o incômodo diante da desorganização e a valorização de uma certa ordem individual, o espanto diante do inusitado, a apreciação da beleza, a reflexão sobre o que é diferente e nos provoca... todos os seres humanos vivenciam essas situações ao longo de suas vidas, pois são constituídos de dimensões físicas, cognitivas, emocionais, sociais, éticas e estéticas.
Essa característica pluridimensional do ser humano por si só já seria válida para justificar a importância da arte na educação, já que sua ausência não favoreceria um desenvolvimento integral da pessoa, um dos principais objetivos da educação. Mas além desse fator há outros que valem a pena serem lembrados.
A arte é cultura. É fruto de sujeitos que expressam sua visão de mundo, visão esta que está atrelada a concepções, princípios, espaços, tempos, vivências. O contato com a arte de diversos períodos históricos e de outros lugares e regiões amplia a visão de mundo, enriquece o repertório estético, favorece a criação de vínculos com realidades diversas e assim propicia uma cultura de tolerância, de valorização da diversidade, de respeito mútuo, podendo contribuir para uma cultura de paz. O conhecimento da arte produzida em sua própria cultura permite ao sujeito conhecer-se a si mesmo, percebendo-se como ser histórico que mantém conexões com o passado, que é capaz de intervir modificando o futuro, que toma consciência de suas concepções e idéias, podendo escolher criticamente seus princípios, superar preconceitos e agir socialmente para transformar a sociedade da qual faz parte.
Além das já referidas justificativas ontológicas e culturais para a importância da arte na educação, cabe falar da dimensão simbólica da arte, de seu poder expressivo de representar idéias através de linguagens particulares, como a literatura, a dança, a música, o teatro, a arquitetura, a fotografia, o desenho, a pintura, entre outras formas expressivas que a arte assume em nosso dia-a-dia.
Essas formas são linguagens criadas pela humanidade para expressar a realidade percebida, sentida ou imaginada, e como linguagens que são, têm suas próprias estruturas simbólicas que envolvem elementos tais como espaço, forma, luz e sombra em artes visuais, timbre, ritmo, altura e intensidade em música, entre outros elementos inerentes a outras linguagens da arte. Ora, o conhecimento dessas estruturas simbólicas não é evidente aos alunos, nem se constrói espontaneamente através da livre expressão, mas precisam ser ensinados. O ensino das linguagens da arte cabe também à escola, embora não apenas a ela.
Um outro argumento em defesa da arte na educação passa pela sua importância ao desenvolvimento cognitivo dos aprendizes, pois o conhecimento em arte amplia as possibilidades de compreensão do mundo e colabora para um melhor entendimento dos conteúdos relacionados a outras áreas do conhecimento, tais como matemática, línguas, história e geografia. Um exemplo mais evidente é a melhor compreensão da história, de seus determinantes e desdobramentos através do conhecimento da história da arte e das idéias sobre as quais os movimentos artísticos se desenvolveram. Não existe dicotomia entre arte e ciência, entre pensar e sentir, entre criar e sistematizar, e a fragmentação do conhecimento é uma falácia que tem estado presente na educação, devendo ser superada, pois o ser humano é íntegro e total.
Diante de tal importância que a arte assume na educação, pode-se fazer uma revisão crítica do que a escola tem alcançado em termos de ensino da arte.
Temos conseguido valorizar nos alunos sua expressividade e potencial criativo? Temos sabido perceber, compreender e avaliar suas idéias sobre as linguagens artísticas? Temos desenvolvido nosso próprio percurso em artes de tal modo que conheçamos os conteúdos, os objetivos e os métodos para ensinar cada uma das linguagens artísticas? Temos tido suficiente bagagem teórico-conceitual para identificar o momento que cada educando vivencia em sua construção de conhecimento sobre a arte e fazer intervenções que lhe permitam avançar? Temos sabido incentivar a formação cultural de nossos educandos e ajudá-los a perceberem-se como sujeitos de cultura?
Creio que estamos vivenciando um momento histórico de grande importância na educação como um todo e na arte-educação especificamente: o desafio de superar concepções tecnicistas e utilitaristas, mas também de ir além do “deixar fazer” e da livre expressão apenas, para reconhecer que a arte tem características próprias que devem ser melhor conhecidas pelos educadores, que tem objetivos próprios e seus próprios métodos. Será que nós tivemos, em nossa educação, acesso à arte? E que acesso foi esse? Estamos reconstruindo o ensino da arte, não com base no que aprendemos na escola, mas no conhecimento que estamos a construir agora.
Nós, como educadores, precisamos aprender mais para ensinar melhor. Cada um de nós deverá ser um construtor de conhecimentos e um semeador de idéias e práticas que, esperamos, darão frutos no futuro.
Páginas
Esta iniciativa consite em ações que possibilitem momentos de reflexão e construção pedagogica, abrangendo ainda propostas significativas para a prática cotidiana do educadores. De acordo com o contexto escolar e vivências as ideias e sugestões podem ser adequadas as necessidades reais nas expectativas de educadores e educandos
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21 de out. de 2013
14 de jul. de 2013
ARTE- EDUCAÇÃO PARA QUÊ?
RAZÕES PARA ENSINAR ARTE
A educação é uma das ações que definem nossa humanidade: o ser humano transcende seu status animal pois vai além dos instintos: compreende, reelabora, reflete, cria e recria, critica, aprende, ensina. A busca do homem através da história é sempre uma busca de compreender e transformar a realidade. Já foi dito que uma característica distintiva do ser humano é a necessidade do supérfluo. O que ultrapassa os limites das necessidades básicas essenciais à sobrevivência e coloca-se no campo da atribuição de sentido é o que nos torna humanos. A admiração diante de um por do sol, a necessidade de deixar uma marca que dure além do efêmero tempo de nossa existência, o incômodo diante da desorganização e a valorização de uma certa ordem individual, o espanto diante do inusitado, a apreciação da beleza, a reflexão sobre o que é diferente e nos provoca... todos os seres humanos vivenciam essas situações ao longo de suas vidas, pois são constituídos de dimensões físicas, cognitivas, emocionais, sociais, éticas e estéticas. Essa característica pluridimensional do ser humano por si só já seria válida para justificar a importância da arte na educação, já que sua ausência não favoreceria um desenvolvimento integral da pessoa, um dos principais objetivos da educação. Mas além desse fator há outros que valem a pena serem lembrados. A arte é cultura. É fruto de sujeitos que expressam sua visão de mundo, visão esta que está atrelada a concepções, princípios, espaços, tempos, vivências. O contato com a arte de diversos períodos históricos e de outros lugares e regiões amplia a visão de mundo, enriquece o repertório estético, favorece a criação de vínculos com realidades diversas e assim propicia uma cultura de tolerância, de valorização da diversidade, de respeito mútuo, podendo contribuir para uma cultura de paz. O conhecimento da arte produzida em sua própria cultura permite ao sujeito conhecer-se a si mesmo, percebendo-se como ser histórico que mantém conexões com o passado, que é capaz de intervir modificando o futuro, que toma consciência de suas concepções e idéias, podendo escolher criticamente seus princípios, superar preconceitos e agir socialmente para transformar a sociedade da qual faz parte. Além das já referidas justificativas ontológicas e culturais para a importância da arte na educação, cabe falar da dimensão simbólica da arte, de seu poder expressivo de representar idéias através de linguagens particulares, como a literatura, a dança, a música, o teatro, a arquitetura, a fotografia, o desenho, a pintura, entre outras formas expressivas que a arte assume em nosso dia-a-dia. Essas formas são linguagens criadas pela humanidade para expressar a realidade percebida, sentida ou imaginada, e como linguagens que são, têm suas próprias estruturas simbólicas que envolvem elementos tais como espaço, forma, luz e sombra em artes visuais, timbre, ritmo, altura e intensidade em música, entre outros elementos inerentes a outras linguagens da arte. Ora, o conhecimento dessas estruturas simbólicas não é evidente aos alunos, nem se constrói espontaneamente através da livre expressão, mas precisam ser ensinados. O ensino das linguagens da arte cabe também à escola, embora não apenas a ela. Um outro argumento em defesa da arte na educação passa pela sua importância ao desenvolvimento cognitivo dos aprendizes, pois o conhecimento em arte amplia as possibilidades de compreensão do mundo e colabora para um melhor entendimento dos conteúdos relacionados a outras áreas do conhecimento, tais como matemática, línguas, história e geografia. Um exemplo mais evidente é a melhor compreensão da história, de seus determinantes e desdobramentos através do conhecimento da história da arte e das idéias sobre as quais os movimentos artísticos se desenvolveram. Não existe dicotomia entre arte e ciência, entre pensar e sentir, entre criar e sistematizar, e a fragmentação do conhecimento é uma falácia que tem estado presente na educação, devendo ser superada, pois o ser humano é íntegro e total. Diante de tal importância que a arte assume na educação, pode-se fazer uma revisão crítica do que a escola tem alcançado em termos de ensino da arte. Temos conseguido valorizar nos alunos sua expressividade e potencial criativo? Temos sabido perceber, compreender e avaliar suas idéias sobre as linguagens artísticas? Temos desenvolvido nosso próprio percurso em artes de tal modo que conheçamos os conteúdos, os objetivos e os métodos para ensinar cada uma das linguagens artísticas? Temos tido suficiente bagagem teórico-conceitual para identificar o momento que cada educando vivencia em sua construção de conhecimento sobre a arte e fazer intervenções que lhe permitam avançar? Temos sabido incentivar a formação cultural de nossos educandos e ajudá-los a perceberem-se como sujeitos de cultura? Creio que estamos vivenciando um momento histórico de grande importância na educação como um todo e na arte-educação especificamente: o desafio de superar concepções tecnicistas e utilitaristas, mas também de ir além do “deixar fazer” e da livre expressão apenas, para reconhecer que a arte tem características próprias que devem ser melhor conhecidas pelos educadores, que tem objetivos próprios e seus próprios métodos. Será que nós tivemos, em nossa educação, acesso à arte? E que acesso foi esse? Estamos reconstruindo o ensino da arte, não com base no que aprendemos na escola, mas no conhecimento que estamos a construir agora. Nós, como educadores, precisamos aprender mais para ensinar melhor. Cada um de nós deverá ser um construtor de conhecimentos e um semeador de idéias e práticas que, esperamos, darão frutos no futuro.
30 de jun. de 2013
13 de jun. de 2013
Tarsila do Amaral





Estudar o uso da cor e da deformação na arte de Tarsila é uma forma de iniciar a discussão do conceito de Antropofagia, importante por seu papel na obra de Tarsila.
Objetivos
Para permitir ao aluno:
transformar dúvidas e associações em estímulos para o processo de conhecer arte;
começar a conhecer Tarsila, a Antropofagia;
perceber como Tarsila cria uma linguagem própria com o uso da cor, da deformação e da criação de formas e figuras com significado simbólico pessoal;
apropriar-se em sua atividade de criação dos conceitos de deformação e das possibilidades expressivas do uso da cor.
Procedimentos
Peça aos alunos para anotar as perguntas e associações que surgirem no contato com a obra de Tarsila e com as informações apresentadas neste percurso. Cada questão abre caminhos, pistas para investigar e decifrar os significados presentes na obra.
Estas são algumas das interrogações que orientaram a organização deste percurso educativo para conhecer arte:
O que esta figura representa para mim? E para as outras pessoas? E para Tarsila?
Tarsila deu a este quadro o nome de "Abaporu". O que isso quer dizer? Por que esse nome?
Por que Tarsila do Amaral criou este quadro? O que motiva alguém a ser artista?
Por que a tela foi pintada desse modo, com esse tipo de linhas, de formas, de cores ...?
Quais as inquietações dos artistas na época em que o quadro foi feito, no Brasil e no mundo?
Qual a relação deste quadro com a Antropofagia?
Conversar sobre o Abaporu
*Convidar os alunos a parar durante algum tempo frente ao "Abaporu" (ou sua reprodução) e a olhar, sentir, questionar esta obra de arte.
*Apresentar a experiência de leitura e busca de significados como um desafio: por que é assim? O que quer dizer? Como esses significados são representados formalmente na obra? O que cada um do grupo percebe e entende?
*O principal papel do professor nessa discussão é o de mediar a conversa entre seus alunos, estimulá-los a perceber e expressar as primeiras reações e associações, compartilhando essas vivências com o grupo.
*Cada forma de olhar tem sua validade e traz sua contribuição para o grupo; não é uma questão de acerto ou erro. Ao falar com o grupo sobre a experiência que vive com esta obra de arte, cada aluno compartilha significados e cria possibilidades para ampliar sua visão de mundo e a de seus colegas.
Procure orientar a discussão propondo outras questões e incluindo novos conteúdos que auxiliem a aprofundar e decodificar as primeiras impressões, envolvendo os estudantes no percurso educativo sugerido sem excluir suas motivações pessoais, expressas em seus questionamentos (evite colocar na roda um excesso de informações sobre o artista e a obra, que podem inibir a participação dos alunos).
"Abaporu"
Tarsila descreve o Abaporu como "uma figura solitária monstruosa, pés imensos, sentada numa planície verde, o braço dobrado repousando num joelho, a mão sustentando o peso-pena da cabecinha minúscula. Em frente, um cacto explodindo numa flor absurda". A partir de comentários de uma amiga, que dizia que suas pinturas "antropofágicas" (1928/1930) lembravam-lhe seus pesadelos, Tarsila identifica a origem de sua pintura desta fase: "S então compreendi que eu mesma havia realizado imagens subconscientes, sugeridas por histórias que ouvira em criança", contadas na hora de dormir pelas velhas negras da fazenda. "Segui apenas uma inspiração sem nunca prever os seus resultados. Aquela figura monstruosa, de pés enormes, plantados no chão brasileiro ao lado de um cacto, sugeriu a Oswald de Andrade a idéia da terra, do homem nativo, selvagem, antropófago..." (citações da obra de Aracy Amaral).Movimento antropofágico
Ao receber, em 11 de janeiro de 1928, este quadro de Tarsila como presente de aniversario, Oswald de Andrade comentou, impressionado: "Ï o homem, plantado na terra". Conversando com ela e com o colega Raul Bopp, propuseram-se a fazer um movimento em torno deste quadro, dando origem ao movimento antropofágico. Seu título foi composto consultando um dicionário da língua dos índios tupi-guarani. Abaporu vem de aba (homem) e poru (comer) e significa o mesmo que Antropofagia, que vem do grego antropos (homem) e fagia (comer) . Segundo Paulo Herkenhoff, curador-geral da XXIV Bienal "A Antropofagia ë o momento histórico de grande densidade no modernismo brasileiro (...), um momento de busca por emancipação e atualização destes artistas". Emancipação da tradição acadêmica, da importação atrasada de modismos europeus. Atualização em relação questões relevantes no local e momento em que vivem e discussões contemporâneas de artistas de todo o mundo sobre os rumos da arte moderna.
Tupi-guarani: Os tupis foram o grupo indígena brasileiro que teve maior contato com os colonizadores. Sua língua foi a mais falada no país nos primeiros séculos após o descobrimento. Milhares de palavras em tupi ainda são utilizadas na língua portuguesa falada no Brasil.
Investigar o uso da cor e da deformação na arte e no cotidiano
Partindo das colocações de Tarsila sobre o uso das cores adequado ao Brasil e da relação entre a realidade e a arte como forma de representação, pesquisar e discutir outros usos da cor e da deformação no cotidiano, como:
comparar as formas como as diferentes "tribos urbanas" criam sua identidade por meio do uso da cor (nas roupas, na maquiagem, nas lentes para os olhos...) e de alterações do corpo (musculação, cirurgia plástica, tatuagem, anéis no nariz...);
comparar o "realismo" reconhecido nas fotografias (como as feitas pelas famílias dos alunos) e a "deformação" na construção dos personagens de história em quadrinhos (por exemplo, a cabeça grande e as mãos com quatro dedos de vários personagens da Turma da Mônica);
comparar a diferença do uso da cor aplicada nos desenhos de histórias em quadrinhos e nos desenhos animados (é comum o uso de cores fortes, chapadas, sem variação de luminosidade) com seu uso "realista" nas fotos publicadas em revistas e nos filmes;
comparar o uso da cor para criar climas emocionais diferentes em produções de diversos gêneros (por exemplo, um filme de terror e um filme romântico).
Na discussão dos resultados dessas pesquisas, ao comparar o uso da cor e da deformação por artistas pertencentes a grupos culturais diversos, podemos avaliar como os alunos compreendem os diferentes modos como os indivíduos e as culturas enxergam o mundo e as interações entre o regional e o universal, e se relacionam suas descobertas a suas vidas. Essa avaliação pode ser feita por meio da participação na discussão ou por um texto que registre as impressões de cada aluno.
Cor, forma e expressão
Essa investigação possibilita a introdução de conceitos sobre formas de representação da realidade por meio da discussão das relações entre a arte e a deformação - explicitando critérios culturais de "certo" e "errado" que os próprios alunos incorporam em relação aos seus desenhos - e de informações sobre conceitos relacionados ao uso da cor - matiz, tonalidade, saturação, claridade, cores primárias, secundárias, complementares, possibilidades de combinação etc. Essas informações podem ser introduzidas pelo professor na forma de aulas expositivas e/ou por meio da orientação da pesquisa dos alunos e/ou por meio da discussão de experiências práticas dos alunos em atividades sobre esses temas.
Propor aos alunos exercícios, individuais ou em grupos, que permitam criar diferentes versões de uma mesma obra:
pela alteração/deformação da proporção de partes das figuras escolhidas, procurando atribuir um significado pessoal ao resultado dessas modificações;
pela alteração das cores, estudando as diversas maneiras de utilizar os tons.
Para essas experiências, reproduzir um desenho, que pode ser o "Abaporu" ou algo criado pelos alunos. As cópias podem ser feitas por meio de xerox, usando uma mesa de luz ou um retroprojetor, quadriculando o desenho a ser reproduzido ou decalcando-o com papel carbono ou de seda. Ao copiar ou decalcar, os alunos podem introduzir voluntariamente alterações nos desenhos, modificando a posição em que colocam um papel sobre o outro, alongando ou encurtando determinadas partes.
As mesmas cópias, com ou sem "deformações", podem ser usadas nas experiências com a cor. Para que os alunos percebam o caráter material da cor em pintura, o ideal é utilizar diversos tipos de técnicas e materiais de desenho, como a colagem, lápis de cera, anilina, ou pigmentos (como as diversas cores de "pó xadrez") misturados com cola branca.
Glossário
Deformação: alteração da forma em relação a um padrão de percepção ou a uma norma de representação.
Acadêmico: a partir do século XVI, as academias se institucionalizaram na Europa como referências para o ensino e a prática de arte. No Brasil, a primeira foi a Academia Imperial de Belas Artes do Rio de Janeiro, criada em 1820 seguindo os princípios neoclássicos da Missão Artística Francesa (1816).Avaliação
Expor e discutir o resultado dessas experiências de criação com a classe oferece condições de avaliar a compreensão dos conceitos trabalhados e o quanto estão preparados para falar de arte como algo presente.
Semana de arte moderna
De 13 a 17 de fevereiro de 1922, aconteceu em São Paulo a Semana de Arte Moderna. Realizada no Teatro Municipal, a série de três festivais organizados por Oswald e Mário de Andrade foi um marco na história da arte brasileira. Influenciados pela vanguarda artística européia, escritores, músicos e artistas plásticos mostraram à então tradicional sociedade paulistana o que acreditavam ser a nova identidade artística do país. Foram vaiados e bastante criticados. Mesmo assim, a Semana de 22 representou o início do modernismo, o adeus ao academicismo e, até hoje, inspira a criação artística nacional.
TARSILA DO AMARAL
Tarsila do Amaral nasceu em 1º de setembro de 1886 na Fazenda São Bernardo, município de Capivari, interior do Estado de São Paulo. Seu pai herdou apreciável fortuna e diversas fazendas nas quais Tarsila passou a infância e adolescência. Em 1922 tem uma tela sua admitida no Salão Oficial dos Artistas Franceses. Nesse mesmo ano regressa ao Brasil e se integra com os intelectuais do grupo modernista. Faz parte do “grupo dos cinco” juntamente com Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti del Picchia. Nessa época começa seu namoro com o escritor Oswald de Andrade. Embora não tenha sido participante da “Semana de 22” integra-se ao Modernismo que surgia no Brasil, visto que na Europa estava fazendo estudos acadêmicos. Casa-se com Oswald de Andrade. Em 1928 pinta o “Abaporu” para dar de presente de aniversário a Oswald que se empolga com a tela e cria o Movimento Antropofágico. É deste período a fase antropofágica da sua pintura. Em 1929 expõe individualmente pela primeira vez no Brasil. Separa-se de Oswald em 1930.Em 1933 pinta o quadro “Operários” e dá início à pintura social no Brasil. Faleceu em São Paulo no dia 17 de janeiro de 1973.

18 de mai. de 2013
PROJETO – FESTA JUNINA/COPA DAS CONFEDERAÇÕES
INICIO
– O professor(a) discutirá com seus alunos sobre os países participantes da Copa das Confederações no Brasil
- Curiosidades sobre o Brasil; festas populares, danças típicas, cidades onde haverá os jogos, aspectos sociais.
- Fazer leituras de obras de Alfredo Volpi – Bandeirinhas
MATERIAIS –
Papéis diversos – color set colorido, cartão
EVA – opcional
TNT - opcional
OFICINA 1 – Sugerir para os alunos que desenhem fachadas de ruas brasileiras, e coloquem bandeirinhas de Volpi pintadas com bandeiras dos países participantes; por exemplo;

OFICINA 2 – fazer bandeirinhas de Volpi com bandeiras de países e montar painéis com TNT ou EVA. Ex;

OFICINA 3 – Fazer releitura de Volpi com bandeirinhas nas cores da bandeira do Brasil
Ex;

OFICINA 4- Fazer releitura de Volpi usando outras cores de bandeiras. Ex; cores da bandeira da Itália.
...

OFICINA 5 – Usar outras obras de Volpi para fazer releituras
OBS – TODAS AS IMAGENS UTILIZADAS NO TRABALHO E NA APRESENTAÇÃO EM POWERPOINT FORAM RETIRADAS DESTES SITES.
desenhocolorir.net
http://arte-com-quiane.blogspot.com
WWW.itaucultural.com.br
: www.pglingua.org
viagem.br.msn.com
sixckim.blogspot.com
wwwpt.wikipédia.org
PROJETO - A evolução da escrita
Escrita ou grafia consiste na utilização de sinais (símbolos) para exprimir as ideias humanas. A grafia é uma tecnologia de comunicação, historicamente criada e desenvolvida na sociedade humana, e basicamente consiste em registrar marcas em um suporte.
Mesmo que, habitualmente, a função central atribuída à escrita seja a de registro de informações, não se pode negar sua relevância para a difusão de informações e a construção de conhecimentos.
Acredita-se que tenham criado a escrita a partir dos simples desenhos de ideogramas: por exemplo, o desenho de uma maçã a representaria, e um desenho de duas pernas poderia representar tanto o conceito de andar como de ficar em pé. A partir daí os símbolos tornaram-se mais abstratos, terminando por evoluir em símbolos sem aparente relação aos caracteres originais. Por exemplo, a letra M em português na verdade vem de um hieróglifo egípcio que retratava ondas na água do mar e representava o mesmo som.
Importância da escrita
Desenvolvimento e evolução da escrita
A escrita se desenvolveu de forma independente em várias regiões do planeta, incluindo o Oriente Médio, a China, o vale do rio Indo (atual Paquistão), a América Central e a bacia oriental do mar Mediterrâneo.
Os sistemas de escrita evoluíram de forma autônoma e não sofreram influências mútuas, ao menos em seus primórdios. Possivelmente, as escritas mais antigas são a escrita cuneiforme e os hieróglifos.
Ambos sistemas de escrita foram criados há cerca de 5500 anos, entre sumérios e egípcios. Os hieróglifos originaram-se no Antigo Egito e a escrita cuneiforme na Mesopotâmia, (atual Iraque).
Em geral, ao longo da história e, principalmente nos seus primórdios, a escrita e a sua interpretação ficavam restritas as camadas sociais dominantes: aos sacerdotes e à nobreza, embora a escrita fenícia, tivesse fins essencialmente comerciais. A alfabetização somente se difundiu lentamente entre camadas mais significativas das populações após a Idade Média.
O surgimento da escrita
Uma das principais consequências do surgimento das cidades e dos Estados foi a escrita, criada por volta de 3500 a.C. Com a escrita, o ser humano criou uma forma de registrar suas ideias e de se comunicar. A linguagem escrita é especial porque permite que a vida que levamos hoje seja conhecida pelas gerações que virão depois de nós.
Desenhos nas cavernas - A escrita surgiu inicialmente através dos desenhos feitos nas cavernas com sangue de animais, folhas e terra, que contavam fatos ocorridos entre os povos como o abatimento de um bizão, a guerra entre eles, as caçadas bem sucedidas, enfim, eles tinham necessidade de divulgar o que estava acontecendo.
Escrita cuneiforme
– Consiste em “escrever” sobre uma placa mole de argila, de maneira que a “escrita” ficasse afundada com o instrumento utilizado (cunha).

Escrita hieróglifo
– Consiste em “escrever” com tintas sobre uma base que poderia ser pedra ou papiro.

Desenvolvimento do projeto
Projeto – “A evolução da escrita”
Desenvolvimento do projeto
- Inicialmente pergunte às crianças o que elas achavam que aconteceria se vivessem num mundo onde não existisse a escrita.
- Converse sobre a importância da escrita para a comunicação, para a universalização das sociedades e fale sobre alguns povos escrevem de maneira diferente de outros (árabes, japoneses).
- Peça que pesquisem sobre os diferentes tipos de escrita que existem na atualidade.
- Proponha que as crianças reescrevam toda a história através de desenhos.
- Proponha atividades que mostrem a “Evolução da escrita” desde a Pré história até os dias atuais.
Atividades
Atividade 01 – Pintura rupestre com relevo
A arte rupestre é o nome dado as gravuras feitas em abrigos, cavernas, paredes, tetos rochosos e também em superfícies rochosas ao ar livre, as mais antigas foram datadas do período Paleolítico Superior (40.000 a.C.) gravadas em lugares protegidos pelas ações da natureza.Material: Cartolina branca, Cola branca e Giz de cera triangular.
Modo de fazer:
Após o estudo da Arte rupestre, dos desenhos nas cavernas (registros em desenhos de fatos ocorridos nas civilizações), as crianças deverão fazer desenhos inspirados na época.
Deverão contornar todo o desenho com cola branca (camada grossa) e esperar secar.
Deverão pintar com giz de cera (deitado) vagarosamente. O desenho feito com a cola branca aparecerá.
Atividade 02 – Pintura rupestre com esponja - Painel
Material: Cartolina branca e colorida, Papel Kraft, esponja, Tinta guache marrom e tesoura.Modo de fazer:
Após o estudo da Arte rupestre, dos desenhos dos animais desenhados nas cavernas, desenhe animais e guerreiros na cartolina colorida. Recorte-os.
Espalhe os animais e guerrilheiros sobre uma folha de cartolina branca ou papel Kraft.
Molhe a esponja no guache marrom e carimbe toda a superfície. Segure-as para que não saiam do lugar durante o processo.
Retire os moldes. Você verá que onde estavam os desenhos ficou da cor do papel original e, o restante, ficou colorido.
Atividade 03 – ESCRITA CUNEIFORME - Impressão em argila ou Papel mache
Os babilônicos fizeram a primeira escrita através de códigos – “CUNEIFORME”. Usavam lajotas de barro mole e um pequeno bastão de madeira ou ferro para desenhar os códigos.Material: Papel mache ou argila, Tinta acrílica ou guache e palito de sorvete.
Modo de fazer:
Argila - Após o estudo da escrita cuneiforme, modele a argila com as mãos fazendo um “tijolo” fino. Com o palito de sorvete vá fazendo os desenhos “letras”. Espere secar por alguns dias.
Papel Mache – Prepare o Papel Mache de acordo com as instruções da embalagem. Se quiser, misture à massa um pouco de tinta guache ou acrílica da cor marrom claro. Modele o papel mache com as mãos fazendo um “tijolo” fino. Com o palito de sorvete escreva sobre ele. Espere secar.
Atividade 04 – ESCRITA HIERÓGLIFA – Escrita grega
Há uns 2500 anos, os gregos começaram a usar sempre a indicação do som da vogal, combinando aos outros sons dando origem ao alfabeto.
O nosso alfabeto nasceu do alfabeto grego.
Material: cortiça, Marcador permanente preto, durex colorido azul
Modo de fazer:
Recorte um retângulo da folha de cortiça.
Com o Marcador permanente, escreva as letras gregas e como são lidas .
Observe como o alfabeto grego possui muitas letras parecidas com nosso alfabeto.
A escrita e suas variações até chegar ao alfabeto atual.
Os Gregos registravam os fatos ocorridos em seu território através dos HIERÓGLIFOS (desenhos / letras) sobre papiro.
O papiro (papel artesanal) foi usado pela primeira vez em 4000 a.C. e se transformou na maior exportação do Egito. Foi produzido sob monopólio de estado, com o processo de produção sendo secretamente guardado.
O papiro era feito de pequenos e finos pedaços do talo da cana do papiro, molhado por três dias até clarear. Os pedaços são colocados em toalha de linho, primeiro horizontalmente e então verticalmente. Eles são empilhados e colocados para secar ao sol. Quando o papel foi inventado na China em 105 DC, a produção de papiro foi interrompida. Em 1965, um cientista egípcio redescobriu o segredo da fabricação.
Papel artesanal (papiro) – Rale papéis já utilizados e coloque de molho por uma noite.
No dia seguinte, jogue essa mistura dentro de uma bacia plástica com mais ou menos 3 litros de água, mecha bem e coloque uma peneira fina dentro da bacia, por baixo da massa e retire o que conseguir. Deixe secar de um dia para o outro e retire essa película da peneira (papel artesanal).
Material: Papel artesanal e Cola colorida, Crystal cola ou Tinta Dimensional.
Modo de fazer:
Faça os hieróglifos sobre o papel artesanal com Cola colorida, Crystal cola ou Tinta dimensional mostrando as variações do alfabeto.
Atividade 05 – PERGAMINHO
As canetas tinteiro usam tinta a base de água (Nanquim). Os primeiros registros históricos de seu surgimento datam do século X. Seu uso se popularizou no século XVIII, quando as técnicas de produção avançaram. Hoje podemos escrever com inúmeros tipos de canetas, inclusive canetas descartáveis.
Material: Penas de aves ou palito de churrasco, tinta nanquim, Giz de cera triangular e papel kraft
Modo de fazer:
Rasgue o papel Kraft nos quatro lados. Pinte com o Giz triangular (marrom) deitado.
Molhe a pena ou palito de churrasco na Tinta Nanquim e vá escrevendo.
A máquina de escrever, máquina datilográfica ou máquina de datilografia
O método pelo qual uma máquina de escrever deixa a impressão no papel varia de acordo com o tipo de máquina. Habitualmente é causado pelo impacto de um elemento metálico, com um alto relevo do carácter a imprimir, numa fita com tinta que em contato com o papel é depositada na sua superfície.
No fim do século XX tornou-se rara a utilização de máquinas de escrever, ela foi sendo substituída pelo computador.
Computador é uma máquina capaz de variados tipos de tratamento automático de informações ou processamento de dados. Exemplos de computadores incluem o ábaco, a calculadora, o computador analógico e o computador digital. Um computador pode prover-se de inúmeros atributos, dentre eles armazenamento de dados, processamento de dados, cálculo em grande escala, desenho industrial, tratamento de imagens gráficas, realidade virtual, entretenimento e cultura.
Atividade 06 – NOTEBOOK DE SUCATA
Em 1981 surgiu o primeiro notebook (caderno) que pesava 12 kgs. Com o passar do tempo, eles foram ficando cada vez mais potentes, leves e práticos. Hoje, eles fazem parte da vida moderna e através deles e da internet móvel, podemos escrever textos, acessar notícias, fazer transações bancárias, enfim, estamos conectados a tudo o tempo todo.Material: caixa de camisa ou envelopes (papelão), Primer, Tinta acrílica cinza, Cola para EVA, Crystal cola branca, EVA branco e preto, tesoura, estampa impressa de tela de computador.
Modo de fazer:
Cole uma das partes da tampa da caixa na lateral da caixa (notebook).
Passe Primer no notebook. Espere secar. Pinte com Tinta Acrílica cinza metálico. Cole a impressão de tela de computador na tampa do notebook.
Recorte um retângulo de EVA branco e cole sobre a caixa (teclado). Corte quadradinhos de EVA preto e cole com a Cola de EVA sobre o branco.
Com Crystal cola branca, escreva as letras e os números,
Atividade 07 – CELULAR – EVA
O primeiro celular foi desenvolvido pela Ericsson em 1956 e pesava 40 quilos. Depois veio o celular da Motorola que media 25 cm de comprimento, 7 cm de largura e pesava 1 kg. Atualmente os celulares possuem cada vez mais funções. Antes só os usávamos como telefones, hoje, escrevemos mensagens, acessamos a internet e estamos em contato com o mundo 24 horas por dia.Material: Cola para EVA. EVA, Marcador permanente, olhinhos móveis e tesoura.
Modo de fazer:
Crie um celular diferente dos que tem no mercado, ele poderá ter uma forma geométrica diferente, poderá ser um animalzinho, casinha, etc.
Recorte as partes no EVA da cor escolhida.
Cole as partes com a Cola de EVA.
Faça os números com o Marcador permanente,
Observação: O projeto “A evolução da escrita” foi desenvolvido pela professora Adriana Caetano da Silva, do Instituto de Educação Galileu Galilei de SP com uma turma de 3º ano em 2010. Uma parte das atividades aqui mostradas foram realizadas pelos alunos.
FONTES :Ivete Raffa - Arte educadora e pedagoga
www.iveteraffa.com.br
11 de abr. de 2013
AULA DE ARTES- INFANTIL/FUNDAMENTAL
1ª Aula - Tons e cores.
(Educação infantil)
Objetivo: Proporcionar a descoberta de novas cores e tons
Sunflowers
– Van Gogh
Iniciaremos a aula com uma conversa sobre as variedades das cores, dos tons e a diversidade de cores que podemos obter quando misturamos uma cor com a outra. Para ilustrar melhor, levaremos obras do Candido Portinari e Van Gogh, a fim de mostrar as cores e os tons utilizados nas pinturas.
Com tinta guache e muita mistura, iniciaremos nosso trabalho na intenção de obter diferentes tons e cores. Com essa mistura descobriremos tons de azuis, rosas, verdes, enfim criaremos uma variedade de cores.
2ª Aula – Cores Primárias
(Educação Infantil)Objetivo: Explicar a origem das cores
A intenção desta aula é apresentar para as crianças as cores primárias. Mostraremos as cores primárias e explicaremos o porquê elas são chamadas desta forma.
Explicaremos que o amarelo, o vermelho e o azul são chamadas de cores primárias, porque são com elas que formamos outras cores.AMARELO
VERMELHO
AZUL
Como por exemplo:
AMARELO+ VERMELHO = LARANJA ou VERDE ou também VIOLETA
Após a explicação faremos misturas de cores em copinhos plásticos e com pincéis pintaremos um desenho entregue pela professora.
3ª Aula – Arte com giz de cera
Objetivos: Propiciar momentos de descoberta
(Educação Infantil)
Para essa aula apresentaremos uma atividade diferente. Iniciaremos a aula com uma conversa sobre a arte e de que forma ela acontece e logo após começaremos a atividade.
Primeiramente distribuiremos folhas de papel sulfite e giz de cera para os alunos.
Logo após dobraremos a folha no meio e apontaremos o giz produzindo assim as raspas do giz de cera, usaremos diversas cores para que o trabalho fique bem colorido. Em seguida espalharemos as raspas do giz na folha de papel (dobrada) passamos o ferro de passar (quente) em cima, aquecendo e derretendo assim o giz de cera, proporcionando formas e cores diferentes.
4ª aula – Técnica Pintura com Terra e Cola
Objetivos: Apresentar com um material não convencional uma diferente maneira de se fazer tinta
(Educação Infantil)
Apresentaremos nesta aula a técnica de pintura com
terra e cola branca.
Pediremos para as crianças trazerem de suas casas um pouco de terra seca do jardim ou de um vaso.
Pegaremos copos plásticos e misturaremos a terra com a cola, numa quantidade que fique numa textura nem muito líquida e nem muito espessa.
Mostraremos para as crianças as diferentes tonalidades de marrom que surgiram devido à diferença da cor das diferentes terras trazidas por elas.
A seguir entregaremos uma folha e um pincel para cada criança e pediremos para que elas desenhem livremente com aquela “tinta” formada pela mistura da terra e da cola.
Pediremos para as crianças trazerem de suas casas um pouco de terra seca do jardim ou de um vaso.
Pegaremos copos plásticos e misturaremos a terra com a cola, numa quantidade que fique numa textura nem muito líquida e nem muito espessa.
Mostraremos para as crianças as diferentes tonalidades de marrom que surgiram devido à diferença da cor das diferentes terras trazidas por elas.
A seguir entregaremos uma folha e um pincel para cada criança e pediremos para que elas desenhem livremente com aquela “tinta” formada pela mistura da terra e da cola.
5ª aula – Técnica Pintura com Pasta de Dente Colorida com Anilina
Objetivos: Explorar a criatividade usando material de higiene para fazer arte
(Educação Infantil)Solicitaremos para cada criança, que tragam de casa um tubo pequeno de pasta de dente (de preferência branca).
Na sala de aula, colocaremos as pastas de dentes em copos plásticos e tingiremos com anilina de diferentes cores.
Reuniremos as crianças de modo que possam usar as cores uns dos outros e entregaremos uma folha de papel canson, por se mais espessa e pela cola ser mais pesada em relação à outra tinta.
Pediremos que façam desenhos usando o dedo e a tinta feita com a pasta de dente e observem a diferença na textura e no cheiro.
6ª aula – Técnica de Pintura com espuma
Objetivos: Apresentar nova técnica de pintura substituindo o pincel pela espuma
(Educação Infantil)Explicaremos para as crianças a técnica de pintura usando uma espuma. Mostramos as possibilidades de criações feitas com este material. Cada maneira de usar a espuma cria um efeito diferente, por exemplo: dando breves batidinhas de tinta com a espuma no papel, arrastando a espuma com tinha e até criando uma textura diferente usando uma quantidade de tinha maior.
Entregaremos para cada criança um pedaço de espuma, tinta guache de diferentes cores e uma folha de papel canson e pediremos que elas façam desenhos usando as diferentes formas de pintura com a espuma que foram apresentadas.
7ª aula – Luz, Cor e Forma
Objetivos: Apresentar como é feita uma obra de arte
(Educação Fundamental)
O
Gato - Aldemir Martins
Abaporu
- Tarsila do Amaral
O intuito desta aula é explicar para as crianças como é feito um quadro.
Começamos a aula mostrando várias imagens de quadros famosos, tais como: Gato de Aldemir Martins e a obra Abaporu de Tarsila do Amaral.
Explicamos que geralmente o pintor faz vários rascunhos antes de espalhar as tintas sobre a tela. Para isso muitas vezes usa-se carvão. Mas é com as tintas e o pincel que a pintura vai se formar. E são as tintas que darão os três efeitos necessários para a pintura, são eles: luz, cor e forma.
Usando um pincel com tinta, mostramos os efeitos que podemos formar de luz, cor e forma, como por exemplo: um pingo, um risco, uma curva, etc.
Explicaremos a partir daí a importância da luz para a pintura e mostraremos exemplos nas obras apresentadas.
Em seguida, entregaremos uma folha, pincel e tintas guache para as crianças fazerem suas obras, baseadas nas informações aprendidas.
8ª Aula – Técnica de Pintura com Guache e Sabão em Pó
Objetivos: Explorar a criatividade usando material de limpeza para fazer arte, explorando textura e cheiros
(Ensino Fundamental)Pediremos para as crianças que tragam uma pequena quantidade de sabão em pó de casa para fazermos uma atividade de pintura.
Apresentaremos uma técnica de pintura que mistura guache e um pouco de sabão em pó, que pediremos que tragam uma pequena quantidade de casa.
Nesta técnica, colocaremos várias cores de tinta guache em vários copos plásticos e em cada copo misturaremos um pouco de sabão em pó.
Pediremos para as crianças colocarem variadas cores em uma folha de papel, pingando-as e espalhando-as aleatoriamente, após feito isto, orientaremos cada criança dobrar com cuidado sua folha ao meio para depois de aberta ver o desenho que se forma.
Pediremos para as crianças que observem as criações uns dos outros, a textura e o cheio da tinha misturada com o sabão em pó.
9ª Aula – Traços e desenhos geométricos.
Objetivo: Apresentar o uso de figuras geométricas na confecção de obras de artes(Ensino Fundamental)
Natureza
morta – Ianelli
Menina
com Bandolim - Picasso
Guitarra
– Picasso
Nessa aula mostraremos como é possível usar figuras geométricas para confeccionar obras de arte. Observaremos o quadro de Ianelli (Natureza Morta) e obras de Picasso, como “Guitarra” e “Menina com bandolim”, uma pintura cubista que foge da forma tradicional de pintura. Na obra Guitarra, explicaremos que empregam-se colagens , papéis diversos, como jornais, papéis de paredes, etc. Há um interesse grande por texturas e materiais e as cores se tornam muito mais vivas.
Nesta aula podemos utilizar jornais, revistas para tentar reproduzir de uma forma própria o quadro, se libertando de qualquer procedimento imitativo e sim interpretativo.
10ª Aula – Leveza /
espontaneidade
Objetivo: Promover a criatividade sem o uso de uma técnica específica
(Ensino fundamental)O intuito desta aula é propiciar algo que fosse relaxante e estimulasse a espontaneidade das crianças.
Levaremos um aparelho que toca cd, e ouviremos CD da Enia, e deixaremos que trabalhem livremente de forma espontânea, desenhado e construindo algo que nunca antes tivessem pensado ou até mesmo feito. O intuito dessa aula era proporcionar leveza, descontração e espontaneidade para construir.
11ª aula – Técnica de Pintura com guache e cola
Objetivos: Apresentar obras de arte de Candido Portinari e mostrar como a mistura de dois materiais já conhecidos pelas crianças, pode formar uma tinta diferente.
(Educação Fundamental)
Meninos
Brincando
Nesta aula apresentaremos uma técnica que mistura guache e cola branca. Numa proporção de 2 partes de guache para uma de cola branca. Esta mistura deixa a tinta formada mais espessa e com mais brilho em relação ao guache.
Apresentaremos várias obras de Candido Portinari (acima), que mostram várias brincadeiras de crianças, falaremos brevemente sobre Candido Portinari e sua importância para a Arte do País.
A seguir entregaremos uma folha e a mistura com guache e cola para as crianças, que devem estar reunidas em uma mesa para poderem dividir as diferentes cores e pediremos que pintem sua brincadeira predileta.
12ª aula – Monalisa Estilizada (Técnica Sfumato)
Objetivos: Apresentar o artista Leonardo da Vinci e sua importante obra “Monalisa”, e também apresentar a técnica do sfumato, utilizada por ele para pintá-la.
(Educação Fundamental)
Monalisa
– Leonardo da Vinci
Nesta aula falaremos sobre o pintor Italiano Leonardo da Vinci e sua famosa obra Monalisa, provavelmente a obra mais famosa da história da Arte. Conversaremos com as crianças sobre seu valor e sobre o Museu do Louvre na França, local onde a obra esta exposta. Explicaremos que a técnica utilizada por Leonardo da Vinci para pintar a Monalisa foi o Sfumato que em italiano quer dizer “misturado” ou “esfumaçado”. Esta técnica apresenta uma pintura sem linhas ou limites, como se fosse fumaça. A seguir entregaremos para as crianças uma folha apenas com o contorno da Monalisa e pediremos que pintem com lápis de cor e giz de cera a figura da Monalisa como se ela vivesse nos dias de hoje, tentando a medida do possível fazer pinturas esfumaçadas, usan
9 de abr. de 2013
A PAZ ENTRE OS HOMENS
A PAZ ENTRE OS HOMENS nos traços de Picasso
A imagem da pomba, de autoria do pintor espanhol, é um bom ponto de partida para a turma refletir sobre estética, valores e ideologia
Com esta edição de Escola você recebeu uma reprodução da obra Dove of Peace (Pomba da Paz, em inglês), de 1949, do pintor espanhol Pablo Picasso (1881-1973). Utilize-a para dar uma aula em que o tema seja a educação para a paz num mundo em conflitos. Além da gravura, o pôster traz a palavra "paz" escrita em francês, inglês, alemão e italiano. Comece pedindo que os alunos descubram quais são esses idiomas. Depois, pergunte se é necessário conhecer outras línguas ou mesmo ser alfabetizado em português para compreender a mensagem. Leve a turma a perceber que a pomba é um símbolo universal que representa a harmonia e a busca pela ausência de conflitos. Depois, desenvolva com os alunos uma atividade para mostrar a relação entre arte, valores e crenças — um tema recorrente na produção artística de Picasso. Indicada para turmas de 1ª a 8ª série, a proposta é dos arte-educadores Maria Cecília Suguiyama, da Escola Móbile, e de Pio Santana, da Escola Estadual Padre Luiz Sérgio Pacheco do Nascimento, ambas de São Paulo.
Material necessário
- Papel
- sulfite e canson
- Lápis coloridos
- Carvão vegetal
- Dicionário
- Aparelho de som CDs com músicas sobre a paz
- Afixe o pôster na parede e lance perguntas. O que a imagem representa? A cor do cartaz sugere alguma sensação? Que lembranças ou emoções afloram ao observarmos a gravura? Ouça os comentários dos estudantes e anote.
- Como a palavra "paz" provavelmente foi a mais citada no item anterior, peça que a turma crie uma definição para ela. Sugira a consulta ao dicionário e ressalte que uma das explicações para o termo é "ausência de lutas". Qual a opinião da classe sobre isso? Essa situação é possível no mundo de hoje?
- Comente a relação entre guerra e valores, opiniões e crenças das pessoas. Lembre que os artistas de várias partes do mundo sempre se manifestam contra atrocidades produzidas pelos conflitos por meio de suas obras. Pablo Picasso apresentou ao mundo os horrores da Guerra Civil Espanhola com o quadro Guernica, de 1937. Seis anos depois, o paulista Candido Portinari fez oito painéis conhecidos como Série Bíblica, influenciado pela visão picassiana de Guernica e sob o impacto da Segunda Guerra Mundial. Em 1956, o mesmo Portinari finalizou os painéis Guerra e Paz, que estão expostos no edifício-sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Explique aos alunos que esse organismo, criado em 1945, congrega 190 países e tem como objetivo promover a paz entra as nações. O que os estudantes pensam sobre esse intercâmbio de idéias entre o artista brasileiro e o espanhol?
- Fale também sobre os pensadores que refletiram sobre o tema. O educador brasileiro Paulo Freire (1921-1997) escreveu que a luta pela paz é uma exigência imperiosa de nossa época. O escritor português José Saramago, por sua vez, diz que tolerar a existência do outro e permitir que ele seja diferente ainda é muito pouco. Quando se tolera, continua Saramago, apenas se concede, e essa não é uma relação de igualdade, mas de superioridade de um sobre o outro. Explore essas duas idéias com os alunos.
- Convide a turma a se posicionar sobre o tema por meio de desenhos. Distribua folhas em branco, divida a turma em grupos e peça que desenhem outras versões de símbolos da paz. Que cores podem ou não ser empregadas?
- Para inspirar a garotada, providencie a trilha sonora. As músicas devem ter a paz como tema. Sugestões: Minha Alma (A Paz que Eu Não Quero), do grupo O Rappa; Comida, do grupo Titãs; e A Paz, de Gilberto Gil.
- Concluída a tarefa, exponha os trabalhos e faça uma apreciação com os estudantes. Instigue cada grupo a explicar aos demais o que fez.
O gênio da arte moderna
Pablo Picasso foi um dos artistas mais versáteis do século 20. Nascido em Málaga, no sul da Espanha, teve os primeiros contatos com a arte ainda em casa. Seu pai era professor de desenho e aos 15 anos ele já tinha o próprio ateliê. Picasso deixou uma fortuna avaliada em 300 milhões de dólares, dos quais 250 só em obras de arte. Seu trabalho pode ser dividido basicamente em três fases:
Azul (1901-1905), na qual pintou a pobreza, a cegueira, a alienação e o desespero.
Rosa (1905-1906), em que retratou acrobatas, dançarinos, arlequins e artistas de circo.
Cubista (1907 em diante), marcada por um estilo menos naturalista e mais geométrico.
Até 2 de maio próximo, uma seleção de seus trabalhos estará exposta na Oca do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, como parte das comemorações pelos 450 anos da cidade.
3 de fev. de 2013
15 de jan. de 2013
Resenha
POETIZAR,
FRUIR E CONHECER ARTE
O
livro Didática do Ensino da Arte - A
Língua do Mundo. Peotizar, fruir e conhecer arte,
das autoras Mirian Celeste Martins, Gisa Picosque e M. Terezinha
Telles Guerra, Coleção Conteúdo e Metodologia, da Editora FTD, é
uma obra que se destina a alunos de Magistério e Licenciatura, e
serve também como um referencial importante para atender aos anseios
dos professores de arte atuando nas escolas.
As autoras são de há muito conhecidas por suas valiosas
contribuições para o ensino na área da arte. Elas são artistas em
seu métier de ensinar, como o são na vida do cotidiano de sua
produção em arte, aliando a sensibilidade do artista ao amor do
educador, transformando o ensino em arte e a arte em ensino de viver,
de conviver e de desvendar o mundo.
A obra versa sobre conteúdo e metodologia voltados para a formação
do professor de arte em curso superior ou magistério e enfoca as
linguagens específicas das artes visuais, música, teatro e dança,
no contexto mais amplo da arte. O problema de “o quê e como
ensinar arte” é abordado de maneira muito clara e original. A
apresentação dos conhecimentos se dá de forma poética,
construindo uma estrutura de aprendizagem que vai se organizando,
possibilitando a elaboração individual e coletiva do conhecimento.
O livro apresenta uma visão contemporânea do ensino da arte como
área do conhecimento, sem no entanto descuidar de tudo aquilo que
faz a verdadeira essência do fazer artístico, do que a arte tem de
mais essencial, qual seja seu potencial expressivo e simbólico.
Desta forma, o conhecimento é sempre tratado como “conhecimento
expressivo”. Buscando exemplos nas diferentes linguagens
artísticas, tanto na arte erudita quanto na arte oriunda da cultura
popular, as autoras discorrem sobre o fazer artístico, a fruição
estética, a apreciação e a leitura da obra e sua contextualização
através da história e da cultura.
O trabalho está organizado em uma sequência muito lógica, que
inicia com uma discussão sobre a linguagem da arte através do homem
ser-no-mundo, de seu repertório cultural-artístico, até a sua
presença como ser simbólico, ser-de-linguagem.
Desde a pintura das cavernas até os artistas mais contemporâneos,
este livro busca levar os professores a analisar as obras de arte, de
seu próprio ponto de vista. É essa compreensão pessoal, essa
imersão na arte, que as autoras perseguem ao longo de toda a obra, e
que, por essa razão, vem a se constituir em um marco no ensino da
arte no Brasil.
O livro nos conduz, passo a passo, pelos caminhos da fruição e da
leitura da arte, alicerçados em textos teóricos básicos da maior
importância e pertinência, e onde autores consagrados que
trabalharam sobre o conteúdo da arte são introduzidos de foram
didática. Leituras são então sugeridas, como complementação para
o entendimento, oferecendo múltiplos caminhos de abordagem para a
arte. As autoras vão, desta forma, abrindo janelas para o mundo
teórico da arte e de seu ensino, ampliando uma compreensão só
possível neste mergulhar sensível realizado através do fruir e do
pensar.
Na busca de compreender a trajetória expressiva da criança, são
traçados paralelos entre os principais autores que estudaram o
desenvolvimento expressivo. Esse desenvolvimento é apresentado sob a
forma de movimentos em espiral crescente, indo do modo mais intuitivo
em direção ao conhecimento simbólico e à poética pessoal.
Apresentando a origem etmológica das palavras-chave, as autoras
buscam uma compreensão mais profunda de uma série de conceitos que
estamos acostumados a interpretar de maneira superficial. Da mesma
forma, após cada capítulo são sugeridos exercícios teóricos e
práticos, que visam reforçar o conhecimento expressivo do leitor.
São exercícios “para você pensar, para você fazer, para você
ler na obra de arte, diário de bordo, para saber mais...” onde são
propostas diferentes situações de aprendizagem.
Alguns dos títulos são muito sugestivos e expressam exatamente
esse sentimento de deslumbramento e de emoção que se apodera de nós
frente a uma obra de arte, ou ainda o sentimento de plenitude só
possível no momento da criação.
Consideramos que esta obra pode se constituir em um importante
auxílio aos professores na compreensão dos Parâmetros Curriculares
Nacionais pelos professores, pois aborda e esclarece questões
relevantes presentes nos PCNs, bem como introduz o leitor aos autores
mais influentes nos referenciais teóricos dos Parâmetros.
É um livro de estudos mas é também um livro de cabeceira,
daqueles que se gosta de manusear e consultar seguidamente, onde
vamos encontrar sempre alguma coisa nova, de que não nos havíamos
apercebido antes, seja um texto, seja um conceito, seja uma metáfora.
Certamente, é o livro que todos nós precisamos, para nós mesmos,
para nossos alunos, futuros professores, para os pais...
creditos : Ivone Mendes Richter
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