Páginas


Esta iniciativa consite em ações que possibilitem momentos de reflexão e construção pedagogica, abrangendo ainda propostas significativas para a prática cotidiana do educadores. De acordo com o contexto escolar e vivências as ideias e sugestões podem ser adequadas as necessidades reais nas expectativas de educadores e educandos
Mostrando postagens com marcador Projetos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Projetos. Mostrar todas as postagens

30 de mai. de 2013

PROJETO FESTA JUNINA






1. Justificativa:

Já é tradição, todos os anos em junho, os festejos de Santo Antônio, São João e São Pedro. Nas escolas, todas as atividades giram em torno deste tema, que é de grande agrado das crianças. Nas lojas da cidade, as bandeirinhas, lanternas, balões, frisam os motivos juninos e despertam o interesse das crianças.
Este tema vai constituir uma rica oportunidade para a professora desenvolver o espírito religioso e o gosto pelo folclore brasileiro. 


2. Assuntos a serem discutidos:
A vida dos santos padroeiros destas festas.
- As características das festas juninas: as vestimentas dos participantes, a ornamentação do ambiente, as canções folclóricas.
- Origem da fogueira de São João.
- As superstições em torno do assunto.
- Lendas alusivas ao assunto.
- As brincadeiras preferidas em tal ocasião.
- A vida do homem do campo: costuras, vestuários, ocupações, alimentação transporte, crenças.

3. Atitudes a formar ou desenvolver:
- Gosto pelas festas juninas.
- Admiração pelo homem do campo.
- Respeito pelos santos padroeiros.
- Cooperação com os colegas nos trabalhos e nas danças folclóricas.
- Interesse em colaborar trazendo gravuras, reálias, confeccionando enfeites para a ornamentação da sala de aula.

4. Hábitos e habilidades formar ou desenvolver:
- Ouvir com interesse as informações trazidas pelos colegas.
- Trabalhar e divertir-se em conjunto.
- Cantar e dançar ritmicamente.
- Confeccionar material para ornamentação da sala de aula.
Antes de iniciar a unidade, a professora deve:
- Consultar livros sobre o assunto.
- Procurar notícias nas revistas e jornais.
- Selecionar gravuras sugestivas para levantamento de perguntas.
- Procurar reálias, como balões, enfeites e trajes típicos, chapéu de palha, peneiras, espigas de milho.

5. Iniciação:
- Através de conversas, despertar o interesse das crianças pelo assunto e proporcionar-lhes base para levantamento de perguntas, através do material exposto e de atividades realizadas.

6. Incentivação:
Ornamentação da sala de aula com:
- mural sugestivo
-balões
-lanternas

7. Iniciação propriamente dita:
Conversar com as crianças, abordando os seguintes temas:
- Por que se festeja São João com fogueira?
- Por que o dia de São Pedro é festejado neste mês?
- Por que se usam nestas festas bandeirinhas, fogueiras, fogos?
- Por que é proibido soltar balões?
- Por que São Pedro aparece com uma chave na mão?
- Por que levamos mastro com imagem do santo festejado?
- O pular a fogueira sem se queimar é verdade?
- Por que comemos pés-de-moleque, batata-doce, pipocas, canjicas, nesta época?

8. Desenvolvimento – Atividades específicas:
Nesta fase, a professora conduzirá as crianças, de maneira a que elas possam responder às perguntas e resolver os problemas surgidos na iniciação através de atividades (que levam objetivamente a responder às perguntas e constatar os problemas levantados).
- Rodinhas informativas.
- Hora de novidades e surpresas.
- Excursões.
- Entrevistas.
- Pesquisas.
- Comentários de gravuras.
- Observações dirigidas de reálias.
Atividades Relacionadas (que possam esclarecer e fixar o assunto estudado):
Comunicação e Expressão: dramatização, pantominas, coro falado, poesias e quadrinhos, jogos e recreação.
Matemática: desenvolvimento de conceitos matemáticos, noções de Ciências Naturais: o estudo do milho e seus derivados.
Conteúdos
Dos problemas e questões, se extrairá o conteúdo que poderá ser resumido mais ou menos assim:
Vida dos Santos padroeiros destas festas:
-Santo Antonio – 13 de junho – Seu amor à pobreza e ao Menino Jesus. É considerado o Santo Casamenteiro.
-São João – 24 de junho
Quando João nasceu, sua mãe, Isabel, avisou do seu nascimento acendendo uma fogueira. Assim se faz, até hoje, no dia de São João.
-São Pedro – 29 de junho – Um pobre pescador que mais tarde se tornou o primeiro papa.

Levar as crianças a sentirem como Jesus ama os humildes.

Como a família e a comunidade comemoram estas festas: Com fogueira, jogos, quadrilhas e outras danças típicas; levantamento de mastros, procissões, novenas no meio rural.

Servindo alimentos típicos: canjicas, pipocas, batata-doce, amendoim, pé-de-moleque, pipoca, cocada, broa de fubá, quentão, garapa (cana-de-açúcar) etc.

Vestindo-se “a caráter” à moda do homem do campo.

A vida do homem do campo:
-Vestuário: chapéu de palha, capa de couro cru, botas ou descalço, em geral roupas velhas e remendadas.
-Divertimento: serenata, bailes aos sábados ao som da viola e sanfona.
-Alimentação: é feita através dos produtos adquiridos no seu meio.Alimentos à base de milho como canjica, cuscuz, pamonha e outros, como por exemplo: arroz-doce, melado, pé-de-moleque, cocada baiana, amendoim torrado, batata-doce, etc.
-Transportes: usam de preferência o cavalo, o carroção de boi e andam a pé.
-Casa: é simples, sem luxo.
-Instrumentos de trabalho usados no campo: enxada, arado, foice, machado, ancinho, grades, peneiras, podões, regadores, jacás, etc.-
Encerramento: Festança no arraial.

Espero que vocês tenham gostado do projeto.


PROJETO ALIMENTAÇÃO





21 de mai. de 2013

PROJETO FESTAS JUNINAS


1º Conversar com os alunos e selecionar os temas a serem trabalhados sobre as FESTAS JUNINAS. 

• FESTAS JUNINAS, por quê?
• Vestimentas
• Bebidas
• Comidas
• Músicas
• Danças
• Lenda da fogueira
• Brincadeiras
• Enfeites na sala.


2º pesquisar em casa sobre FESTAS JUNINAS, por quê?
Após os alunos falarão sobre a pesquisa, e deve ser criado um texto coletivo:

3º Enfeitar a sala de aula com cartazes e bandeirinhas coloridas.

4º Trabalhar os próximos temas, no decorrer do mês, de acordo com os interesses dos alunos.

5º Fotografar a decoração e o grupo de alunos.

6° Resolver problemas matemáticos com os temas da festa.

7º Criar e resolver problemas matemáticos com os preços dos alimentos típicos da festa.

8º Trabalhar com os alunos sobre os perigos dos fogos de artifícios em seguida os alunos criarão recados para serem colocado nos corredores, alertando sobre os perigos causados pelos fogos.

9° Os alunos se organizarão em grupos, e cada grupo trabalhará sobre um assunto escolhido anteriormente e farão uma exposição do seu trabalho para os colegas e pôr último uma ilustração.

10° Alguns alunos, com dificuldade em matemática, estarão trabalhando, com figuras geométricas(bandeira, balão).


Projeto Festa Junina II
Justificativa: Mês de junho é mês de acender fogueira, dançar quadrilha, comer pipoca, pinhão e comemorar o dia de Santo Antonio, São João e São Pedro e mais ainda, uma forma de homenagearmos o trabalhador rural e valorizar a vida e o trabalho no campo. Neste mês é comum acontecer gincanas juninas com tarefas características à festa .

Objetivo Geral: Incentivar nos alunos o gosto pelas festas juninas, oferecendo-lhes oportunidade de descontração, socialização e ampliação de seu conhecimento através de atividades diversificadas, brincadeiras, pesquisa e apresentações características à festa junina.

Atividades:

- Pesquisa sobre a participação e importância de um evento como este, com a família;
- Ornamentação da Sala de aula, com bandeiras, correntes...
- Apresentação de um novo amigo e vestir o novo amigo com roupas adequadas a festa junina (cada dia será levado para casa por um aluno);
- Desenho do "nosso amigo caipira"
- Retomada da pesquisa na hora da rodinha;
- Pintura, recorte e colagem de bonecos caipiras articulados;
- Ouvir, cantar e dançar músicas típicas para apresentação;
- Construir com massa de modelar, alimentos e bonecos típicos a festa junina;
- Confecção de diversas fogueiras;
- Pintura e recorte de uma caipira de tranças
- Sessão cinema com pipocas- Filme Chico Bento;
- Retomada do filme na rodinha e desenhos sobre o mesmo;
- Pintura desenho e recorte de um boneco grande;
- Montagem do boneco grande;
- Confecção de balões para ornamentar a festa;
- Pescaria das cores;
- Desfile caracterizado de caipira entre duas turmas;
- Brincadeiras entre as turmas (corrida do saco);
- Brincadeira entre as turmas (corrida com o "ovo" na colher);
- Brincadeira entre as turmas (corrida do prendedor);
- Brincadeira entre as turmas (Bola na boca do palhaço)
- Brincadeiras entre as turmas (Boliches de latas);
- Festa Junina - Apresentação de danças.



PESQUISA COM A FAMILIA ( mãe, pai, avós, tios)
Como eram realizadas as festas juninas na sua época? O que você fazia? O que tinha na festa, que tipo de brincadeiras? Como era sua participação? Que alimentos tinha na festa? E a vestimenta como era?



PROJETO FESTA JUNINA III

Justificativa: Este projeto visa integrar a comemoração da festa junina com o projeto que nossa escola já vem desenvolvendo: Resgate Social, o qual procura exercer a cidadania através de ações concretas, solidárias e participativas, em benefício e melhoria de vida.
Este projeto está dividido em quatro etapas: atividades em sala relacionadas à data, gincana, festa junina e festa junina solidária. As duas primeiras etapas vão acontecendo ao mesmo tempo.

Objetivos:
•Conhecer as características das festas juninas;
•Valorizar e demonstrar atitudes de respeito ao trabalho e ao homem do campo;
•Promover interesse e participação na gincana e na festa junina;
•Compreender a história da festa junina, bem como seu valor dentro do folclore brasileiro, destacando seus aspectos sociais e religiosos;
•Perceber a importância do trabalho em equipe e a união do mesmo;
•Promover uma festa junina para uma creche;


Etapas do desenvolvimento:

Atividades em sala de aula
Os professores de todas as disciplinas participarão do projeto desenvolvendo atividades em sala relacionadas com a data que estamos comemorando.

De Educação Infantil a 1ª série:

Português: Explorar a leitura de textos informativos, de poesias, músicas juninas, de texto formal e informal, bem como quadrinhas, caça-palavras e cruzadinhas. Montar um livrinho com as comidas e bebidas típicas juninas.

História:Conhecer a origem das festas Juninas e os Santos do mês.Conhecer o significado das danças típicas da festa junina, como a dança do-pau-de-fitas, quadrilha e outras.

Matemática e Ciências: Conhecer as comidas típicas junina e explorá-las no que se refere à quantidades, preços, tempo de duração da culinária, medidas de massa e fração.Fazer, como culinária, algumas das comidas típicas. Criar desafios envolvendo situações da festa junina, bem como a gincana que estamos desenvolvendo.

Artes: Produzir cartazes com as simpatias, receitas típicas e representações da festa. Ornamentar as salas e a escola.

Geografia: Localizar, geograficamente, os países que deram início às festas juninas, como França e Portugal. Fazer o mesmo no mapa do Brasil, destacando as regiões e a maneira como a festa junina é comemorada em cada uma delas.

Educação Física: Conhecer as danças típicas e apresentá-las na festa junina.


Idéias
Festa Junina:

A festa será realizada na escola, no dia de 200_. Terá início às 19:00 horas. Nesta festa teremos barracas com brincadeiras, como boca do palhaço, pescaria, jogo da argola, barraca surpresa, correio elegante, barracas com comidas típicas, apresentações das danças, e o resultado do rei e rainha da festa.

Festa Solidária:

Outra etapa do projeto é a realização de uma festa junina solidária com uma creche da cidade. Os alunos irão até a creche para festejar e conhecer outras crianças. Neste dia entregaremos os biscoitos arrecadados durante a gincana, teremos musicas apresentadas pelos nossos alunos, e brincadeiras para alegrar nossa festa solidária. Será um momento de total integração entre os alunos da creche e os alunos da escola. Os alunos da escola e da creche estarão com desejo maior de conhecer o novo amigo.


Festa do Interior
Principal festas populares depois do carnaval, as festas juninas guardam resquícios de tradições ancestrais e são um retrato da diversidade cultural brasileira.

Quando chega o mês de junho, todos já sabem: São João vem aí. É hora de preparar os chapéus de palha e as bandeirolas, convidar compadres e comadres para dançar quadrilha, acender a fogueira, soltar rojão e se esbaldar de tanto comer pipoca, cocada e pé-de-moleque.

As festas juninas são as principais festas populares brasileiras depois do carnaval. São nossas típicas festas do interior. Graças às escolas de todo o país, essa tradição tem se mantido, fazendo com que nessa época do ano o Brasil rural contagie a nação e as crianças coloquem o “pé na roça”.

No mês de junho, o país se converte em um enorme arraial. Misto de quermesse e matrimônio, as festas juninas são paródias desses dois pontos altos do calendário de toda cidadezinha que se preze. De uma só vez, a cultura popular recria, à sua maneira, o casamento e a festa da padroeira. Nessas ocasiões, o caipira veste seu melhor paletó e a botina de passeio - aquela que aperta o dedão, acostumado ao chinelo. É dia de música, dança e mesa farta, tudo de que se precisa para que a festa não acabe antes do amanhecer.

Ainda que as festas juninas tenham ajudado a criar uma imagem estereotipada do homem do campo, questionada por muitos - um sujeito que fala errado, com dentes sujos, chapéu desfiado e calça na altura das canelas e cheia de remendos -, uma coisa é certa: elas preservaram de alguma forma todo o simbolismo dos folguedos anteriores à Era Cristã.


Tradição ancestral
As festas juninas são as guardiãs da tradição secular de dançar ao redor do fogo. Originalmente, o ponto alto dos festejos ao ar livre era o solstício de verão, em 22 de junho (ou 23), o dia mais longo do ano no Hemisfério Norte. As tribos pagãs também comemoravam dois eventos marcantes nessa época: a chegada do verão e os preparativos para a colheita. Nos cultos, celebrava-se a fertilidade da terra. Ao pé da fogueira, faziam-se oferendas, pedindo aos deuses para espantar os maus espíritos e trazer prosperidade à aldeia.

Atualmente, a celebração da fertilidade é representada pelo casório e pelo banquete que o segue e as oferendas deram lugar às simpatias, adivinhações e pedidos de graças que se fazem ao santos. O próprio balão leva as promessas a São João para se conseguir saúde ou dinheiro para quem ficou em terra. Porém, o santo mais requisitado é mesmo Santo Antônio de Pádua, que ganhou fama de casamenteiro, segundo reza a lenda, ao levar três irmãs solteiras ao altar. Uma das adivinhações consiste em cravar uma faca nova no tronco de uma bananeira. Com um pouco de imaginação, podem-se ver na lâmina os contornos da inicial do nome do futuro marido, desenhados pela seiva da árvore.


Caldeirão de culturas
As festas juninas são também um retrato das contribuições culturais de cada povo à cultura brasileira. Para fazer uma festa junina, deve-se cumprir à risca a seguinte receita:

Comemore as festas juninas conforme os moldes portugueses, isto é, celebre-as em três devotas prestações: 13 de junho, Santo Antônio; 24 de junho, São Pedro, primeiro papa - a "pedra" em que se fundou a Igreja Católica; e, por fim, 29 de junho, São João Batista, primo de Jesus responsável por seu batismo. Desde o século XIII, a festa de São João portuguesa, chamada "joanina", incluiu os dois outros santos.

Adicione uma colher de chá de tradição francesa. As quadrilhas são inspiradas em bailes rurais da França do século XVIII, em cujas coreografias os casais se cumprimentavam e trocavam de pares. Essas danças desembarcaram com a família real portuguesa em 1808. Até hoje, em alguns lugares, as evoluções são orientadas por palavras francesas aportuguesadas: promenade (passeio), changê (trocar), anavam (em frente), anarriê (para trás).

Para dar sabor, o toque final: culinária tipicamente indígena, com comidas feitas à base de milho - espigas cozidas, pamonha, canjica e bolo de fubá -, mandioca e coco.


Brincando com fogo
“... Ninguém matava ninguém morria
Nas trincheiras da alegria
O que explodia era o amor."

A festa junina é assim mesmo como Moraes Moreira a descreve. Tudo acaba bem. O noivo fujão é puxado pelo colarinho e aceita sua noiva como legítima esposa. Dito o "sim", com a bênção do padre, o pai da noiva coloca de volta o revólver no cinturão.

Mas para quem resolve brincar com fogo nem sempre o final é feliz. Saltar fogueiras, driblar busca-pés e soltar balões já estragou a folia de muita gente. A destruição pode ser maior se o balão atingir a mata e provocar incêndios, especialmente em anos de prolongada estiagem como este.

Quando Isabel acendeu a fogueira e hasteou uma bandeirinha para anunciar o nascimento de seu filho, São João, a fogueira era sinal de bom presságio. Hoje, os guardas florestais se inquietam: onde há fogueira, há balões. Por isso, desde 1965, soltar balões é crime previsto pelo Código Florestal. Quem trocar os balões por inofensivas bombinhas e traques merece aquela prenda que está lá no alto do pau-de-sebo


Comemorar o mês de junho é um hábito antigo em várias partes do mundo. Nos países católicos da Europa, as festas juninas são uma tradição desde o século 4º. O primeiro nome que receberam, "joaninas", foi em homenagem a São João e acabou sendo modificado ao longo dos anos. "Os Santos Antônio e Pedro também são festejados em junho, mas São João sempre teve mais devotos no continente europeu. Por isso, a festa recebeu o nome dele", diz Maria do Rosário Tavares de Lima, vice-presidente da Associação Brasileira de Folclore.
O costume chegou ao Brasil junto com os colonizadores portugueses e acabou recebendo influências culturais de cada região. São vários os modos de comemorar as festas juninas de norte a sul.

Nordeste: No embalo do forró, as festas juninas são destaque em Campina Grande, na Paraíba, e Caruaru, em Pernambuco. Nessas cidades, elas duram um mês. Em Campina Grande, as principais atrações ficam por conta dos shows (grátis), no Parque do Povo, e da brincadeira conhecida por "trem forroviário", em que os passageiros viajam dançando nos vagões ao ritmo do forró. Ele circula entre Campina Grande e o distrito de Galante nos dias 13, 20, 23 e 27 de junho e 4 de julho. O "trem do forró" também anima Caruaru. Ele parte da capital, Recife, com destino a Caruaru, nos dias 12, 13, 19, 20, 23, 26 e 27 de junho.

Sudeste: Além da comida típica (pipoca, pé-de-moleque e quentão, entre outros), nas festas juninas desta parte do país come-se cachorro-quente, pastel e até mesmo pizza. Na hora de brincar, todos participam das pescarias, dos concursos de quadrilha e do casamento na roça ao som de música sertaneja.

Centro-Oeste: Nessa região, a festa é influenciada por hábitos típicos dos países fronteiriços (em especial o Paraguai). Além da quadrilha e dos pratos típicos, as festas juninas acontecem ao som da polca paraguaia e toma-se a sopa paraguaia (que, na verdade, é uma espécie de bolo de queijo). O ritmo sertanejo dá o compasso da festa.


Sul: A tradição gaúcha ordena que se reúna a família ao redor da mesa de jantar. E que se passe a noite saboreando comidas típicas, como arroz-de-carreteiro, feijão-mexido e pinhão cozido na água ou assado na brasa.

Norte: A festa típica é ofuscada pelo festival folclórico de Parintins, que ocorre no final de junho no Amazonas. Em lugar da quadrilha, ouve-se a toada do boi-bumbá. São servidas receitas regionais como tapioca (à base de mandioca) e tacacá (bebida de origem indígena).

PROJETO DE LITERATURA

MENINA BONITA DE LAÇO DE FITA

(Ana Maria Machado)




Era uma vez uma menina linda, linda.

Os olhos pareciam duas azeitonas pretas brilhantes, os cabelos enroladinhos e bem negros.

Apele era escura e lustrosa, que nem o pelo da pantera negra na chuva.

Ainda por cima, a mãe gostava de fazer trancinhas no cabelo dela e enfeitar com laços de fita coloridas. Ela ficava parecendo uma princesa das terras da áfrica, ou uma fada do Reino do Luar.

E, havia um coelho bem branquinho, com olhos vermelhos e focinho nervoso sempre tremelicando. O coelho achava a menina, a pessoa mais linda que ele tinha visto na vida.

E pensava:- Ah, quando eu casar quero ter uma filha pretinha e linda que nem ela...Por isso, um dia ele foi até a casa da menina e perguntou:- Menina bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha?A menina não sabia, mas inventou:- Ah deve ser porque eu caí na tinta preta quando era pequenina...O coelho saiu dali, procurou uma lata de tinta preta e tomou banho nela. Ficou bem negro, todo contente. Mas aí veio uma chuva e lavou todo aquele pretume, ele ficou branco outra vez.Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez:- Menina bonita do laço de fita, qual é o seu segredo para ser tão pretinha?A menina não sabia, mas inventou:- Ah, deve ser porque eu tomei muito café quando era pequenina.O coelho saiu dali e tomou tanto café que perdeu o sono e passou a noite toda fazendo xixi. Mas não ficou nada preto.- Menina bonita do laço de fita, qual o teu segredo para ser tão pretinha?A menina não sabia, mas inventou:- Ah, deve ser porque eu comi muita jabuticaba quando era pequenina.O coelho saiu dali e se empanturrou de jabuticaba até ficar pesadão, sem conseguir sair do lugar. O máximo que conseguiu foi fazer muito cocozinho preto e redondo feito jabuticaba. Mas não ficou nada preto.
Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez:
- Menina bonita do laço de fita, qual é teu segredo pra ser tão pretinha?A menina não sabia e... Já ia inventando outra coisa, uma história de feijoada, quando a mãe dela que era uma mulata linda e risonha, resolveu se meter e disse:- Artes de uma avó preta que ela tinha...Aí o coelho, que era bobinho, mas nem tanto, viu que a mãe da menina devia estar mesmo dizendo a verdade, porque a gente se parece sempre é com os pais, os tios, as avós e até com os parentes tortos.E se ele queria ter uma filha pretinha e linda que nem a menina tinha era que procurar uma coelha preta para casar.Não precisou procurar muito. Logo encontrou uma coelhinha escura como a noite, que achava aquele coelho branco uma graça.Foram namorando, casando e tiveram uma ninhada de filhotes, que coelho quando desanda a ter filhote não para mais! Tinha coelhos de todas as cores: branco, branco malhado de preto, preto malhado de branco e até uma coelha bem pretinha. Já se sabe afilhada da tal menina bonita que morava na casa ao lado.E quando a coelhinha saía de laço colorido no pescoço sempre encontrava alguém que perguntava:- Coelha bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha?E ela respondia:

- Conselhos da mãe da minha madrinha...


PROJETO:
ÁREA DE CONHECIMENTO: Língua Portuguesa
OBJETO DE ESTUDO: Diversidade Étnico-Cultural Brasileira
Ensino Fundamental – 1º ao 5º ano

INTRODUÇÃO:
Desenvolvimento do tema da diversidade, não somente com o objetivo de apresentar aos alunos a riqueza da diversidade étnico-cultural brasileira, contribuindo para que as crianças se apropriem de valores como o respeito a si próprias e ao outro, mas também com o objetivo de elevar a auto-estima do aluno negro.
A sugestão é que as atividades sejam desenvolvidas durante um período mínimo de cinco dias, (lembrando que essa sugestão de aulas não poderá ocorrer num dia só) no decorrer dos quais o professor irá:

1. Apresentar a história à classe, contando-a, sem mostrar o livro.
2. Pedir às crianças que dêem um título (um nome) à história ouvida, escrevendo na lousa as sugestões apresentadas.
3. Contar que quem escreveu a história foi Ana Maria Machado, uma escritora brasileira que escreve livros para crianças, principalmente. Se o(a) professor(a) já tiver lido para a classe outros livros da autora, relembrar o fato aos alunos, se possível, mostrando-os.
4. Dizer o título do livro: "Menina bonita do laço de fita" e comparar com os nomes apresentados pelos alunos na atividade 2, perguntando a eles se gostaram mais do nome escolhido por eles próprios ou o escolhido pela autora; mostrar às crianças que nem sempre temos a mesma opinião sobre um mesmo fato ou situação e que o importante é que aprendamos a respeitar todas as opiniões; comentar os nomes escolhidos pelos alunos, na medida em que se afastam ou se aproximam do nome original da história.
5. Mostrar a capa do livro aos alunos. "Ler" a imagem da capa com eles, fazendo perguntas sobre a ilustração: a cor da pele da menina, do coelho, o cabelo da menina (quem usa cabelo assim? é difícil fazer um penteado como esse? leva muito tempo?). Destacar o olhar apaixonado, pensativo-sonhador do coelho. Pedir aos alunos que mostrem o que mais na ilustração indica que o coelho está apaixonado. Dizer o nome do ilustrador e falar sobre a importância da ilustração na leitura.
6. Ler o livro para os alunos, agora parando em cada página, mostrando as imagens e destacando as palavras e expressões que valorizam a menina, que a retratam como bela: "Era uma vez uma menina linda, linda. Os olhos dela pareciam duas azeitonas, daquelas bem brilhantes. Os cabelos eram enroladinhos e bem negros, feitos fiapos da noite. A pele era escura e lustrosa, que nem o pêlo da pantera negra quando pula na chuva.". Os adjetivos e comparações usados pela autora vão além de aguçar a imaginação infantil (olhos = duas azeitonas daquelas bem brilhantes; cabelos = fiapos da noite; pele = pêlo da pantera negra quando pula na chuva); eles evocam uma imagem positiva da menina, valorizando nela aspectos como cabelo e cor de pele, que normalmente são "maquiados", escondidos, quando a personagem é negra. A beleza natural da menina ganha enfeites que reforçam seu encanto, dando a ela ares de personagem de contos de fadas, pois: "Ainda por cima, a mãe gostava de fazer trancinhas no cabelo dela e enfeitar com laço de fita colorida. Ela ficava parecendo uma princesa das Terras da África, ou uma fada do Reino do Luar". Esses dois trechos contribuem para que, ao imaginário infantil a menina seja apresentada como uma bela princesa de contos de fadas, o que é extremamente positivo e eleva a autoestima da criança, que se identificará com a heroína. Perguntar aos alunos se eles têm uma idéia de por que o coelho quer ter a cor de pele da menina. Será que ele não está satisfeito com a própria cor? Comentar com as crianças as respostas dadas. É importante que o (a) professor (a) destaque que além de muito bonita, essa heroína é também muito esperta e criativa, pois mesmo não sabendo responder às perguntas do coelho, sempre tem uma solução para que ele se torne da cor desejada: cair na tinta preta, tomar muito café, comer muita jabuticaba... Antes de ler o trecho que fala da intervenção da mãe no diálogo entre a menina e o coelho, perguntar se alguém lembra como era a mãe da garota. Comparar o texto escrito ("uma mulata linda e risonha") e a ilustração da mãe que é a de uma linda moça, moderna, bem vestida e arrumada (enfeitada, pintada, cabelos penteados), o que também contribui para que a classe forme uma imagem estética positiva da mulher negra.
7. Aproveitar a descoberta do coelho ("a gente se parece sempre é com os pais, os tios, os avós e até com os parentes tortos") e perguntar aos alunos com quem eles acham que se parecem. Essa atividade pode desdobrar-se em outras, por exemplo:
a) as crianças podem entrevistar os pais para saberem com quem se parecem e apresentar os resultados da pesquisa oralmente (Por exemplo, dizendo frases como: Minha mãe diz que meus olhos são parecidos com os dela, mas que meus cabelos e minha boca se parecem com os da minha avó.);
b) os alunos podem levar fotografias de parentes (pais, avós, tios, irmãos, por exemplo); atrás de cada foto deve constar o nome da criança que a trouxe; os alunos dividem-se em grupos de quatro.As fotos de cada grupo são empilhadas, com a frente para cima; os alunos tiram a sorte para ver quem começa jogando, o primeiro pega a primeira foto e tenta adivinhar quem a trouxe, observando as semelhanças entre as fotos e os colegas de grupo; se foi ele mesmo quem trouxe a foto, deve embaralhar a pilha, para que a fotografia saia do primeiro lugar; enquanto for acertando, o jogador continuará jogando. Ganhará o jogo quem tiver acertado mais. Ao final, as crianças devem contar aos colegas de grupo quem são as pessoas que estão nas fotos. Terminada a brincadeira, o (a) professor (a) colocará para a turma a seguinte questão: somos parecidos com as pessoas da nossa família? O coelho branco estava certo em suas conclusões?
8. Pedir às crianças que desenhem: a) a menina do laço de fita e a mãe; b) o coelho e sua nova família; c) suas famílias.
9. Organizar uma roda de conversas. Reler o trecho: "O coelho achava a menina a pessoa mais linda que ele tinha visto em toda a vida. E pensava: - Ah, quando eu casar quero ter uma filhinha pretinha e linda que nem ela." Questionar: O que é ser bonito? Como uma pessoa deve ser para ser bonita? Provavelmente surgirão respostas diferentes umas das outras. Retomar o que foi dito na atividade nº 4 e mostrar às crianças que nem sempre temos a mesma opinião sobre um assunto e que isso é muito bom, pois o mundo seria muito aborrecido se todos pensassem do mesmo jeito e se, por exemplo, só existisse um único modelo de beleza. Destacar que o importante é respeitar as diferenças. Conversar com a classe sobre os padrões de beleza existentes em "Menina bonita".
10. Mostrar, num mapa-múndi, os cinco continentes - a América, a Europa, a Ásia, a África e a Oceania, ressaltando que eles são divididos em países, cada um com seus costumes e tradições, suas festas, músicas e danças, suas religiões e seu jeito de ser, pois ninguém é igual a ninguém e é isso que dá graça à vida.
11. Conversar com as crianças sobre as "famílias" (povos) que formam o Brasil: os índios, o negro, o colonizador europeu, os imigrantes italianos, japoneses, árabes, judeus etc. Explicar que esses povos foram se misturando, para formar a grande família brasileira, que tem as características de suas origens. Lembrar aqui as contribuições desses povos nas festas, na música, na culinária, nas histórias etc.
12. Retomar a atividade 10 e complementá-la, destacando a importância do respeito à diversidade étnico-cultural que compõe o Brasil.
Essas são algumas sugestões, apenas. O professor deve assumir uma postura de combate a todas as formas de discriminação e preconceito, valorizando as diferentes etnias que constituem o Brasil e que, de certa forma, estão representadas nas crianças que compõem uma sala de aula na Educação.
Para finalizar, um destaque: para assumir o compromisso de trabalhar a diversidade cultural e étnica, o professor precisa ter segurança quanto ao que será desenvolvido.
Um caminho para isso é a reflexão conjunta dos professores nas reuniões pedagógicas, procurando respostas a indagações como: Sou preconceituoso? Já vivi situações de discriminação ou preconceito? E, tratando-se da etnia negra: O que sei sobre o continente africano? O que sei sobre as condições dos africanos escravizados no Brasil? O que sei sobre suas lutas de resistência, seus heróis, suas histórias? Conheço a história de Zumbi? A influência que os africanos escravizados tiveram na formação da identidade brasileira, nas religiões, festas, cantigas, danças, culinária e, principalmente, histórias que contribuem para ampliar o repertório e povoar o imaginário das crianças com representações positivas do negro?
“Nossas escolas pretendem formar cidadãos”.
Mas cidadania não combina com desigualdade,
assim como democracia não combina
com preconceito e discriminação.
Se as crianças vão à escola é porque desejamos
que se desenvolvam plenamente como seres humanos...”





























































18 de mai. de 2013

PROJETO – FESTA JUNINA/COPA DAS CONFEDERAÇÕES


INICIO

– O professor(a) discutirá com seus alunos sobre os países participantes da Copa das Confederações no Brasil
- Curiosidades sobre o Brasil; festas populares, danças típicas, cidades onde haverá os jogos, aspectos sociais.
- Fazer leituras de obras de Alfredo Volpi – Bandeirinhas

MATERIAIS
Papéis diversos – color set colorido, cartão
EVA – opcional
TNT - opcional


OFICINA 1 – Sugerir para os alunos que desenhem fachadas de ruas brasileiras, e coloquem bandeirinhas de Volpi pintadas com bandeiras dos países participantes; por exemplo;


OFICINA 2 – fazer bandeirinhas de Volpi com bandeiras de países e montar painéis com TNT ou EVA. Ex;



OFICINA 3 – Fazer releitura de Volpi com bandeirinhas nas cores da bandeira do Brasil
Ex;



OFICINA 4- Fazer releitura de Volpi usando outras cores de bandeiras. Ex; cores da bandeira da Itália. 



...


OFICINA 5 – Usar outras obras de Volpi para fazer releituras


OBS – TODAS AS IMAGENS UTILIZADAS NO TRABALHO E NA APRESENTAÇÃO EM POWERPOINT FORAM RETIRADAS DESTES SITES.
desenhocolorir.net
http://arte-com-quiane.blogspot.com
WWW.itaucultural.com.br
: www.pglingua.org
viagem.br.msn.com
sixckim.blogspot.com
wwwpt.wikipédia.org

21 de abr. de 2013

Rotina e aprendizagens no berçário

Conheça o projeto desenvolvido pela professora Sílvia Ulisses de Jesus, uma das vencedoras do Prêmio Victor Civita 2010. Atuando na creche, uma etapa ainda muito pautada pelo assistencialismo, a professora conseguiu articular as duas dimensões mais importantes da Educação Infantil: o cuidar e o educar.

Educação Infantil> Creche - 0 a 3 anos> Identidade e autonomia


PROJETO
Creche: espaço de aprendizagem


Sílvia Ulisses de Jesus conseguiu articular as duas dimensões mais importantes da Educação Infantil: o cuidar e o educar. Para auxiliar os bebês a se conhecer e a explorar o mundo, ela planejou um conjunto completo de atividades: desenho, pintura, interação com o espelho e um tapete de sensações, músicas e imitação de gestos, movimentação pela sala e experimentação de sabores. Sílvia também aproveitou as oportunidades de educar nas atividades rotineiras, como a hora do banho, e estreitou o contato com as famílias, mostrando que a creche é um espaço de aprendizagem.





A adaptação ao berçário

No projeto 'Creche: Espaço de Aprendizagem', a educadora  fez um registro de todas as experiências de aprendizagem fundamentais para as crianças no berçário. Ela intercala anotações teóricas a registros práticos sobre o desenvolvimento de cada um dos bebês, em álbuns personalizados. Acima,  destaca o passo a passo para a adaptação dos pequenos.


Como Mateus adaptou-se

No álbum de Mateus, Silvia destaca a dificuldade dos primeiros momentos do menino no berçário, quando ele chorava e sentia falta da mãe. A educadora observa cada etapa da adaptação do bebê e registra no álbum.





As teorias do movimento

Nesta etapa do registro, Silvia aborda o desenvolvimento da capacidade dos bebês em reconhecer partes do corpo, sustentar-se sentados e depois em pé, até que desenvolvam formas de locomoção, como engatinhar, por exemplo.




A entrada no mundo da linguagem

Silvia teoriza sobre as diferentes linguagens a que os bebês precisam ter acesso, desde os primeiros meses de vida. Fala do desenvolvimento da oralidade e da linguagem corporal - seja pelos movimentos, imitações, gestos ou sinais emitidos pelos pequenos.




Conhecer diferentes linguagens

A educadora observa a capacidade do bebê em sorrir, chorar ou balbuciar quando demanda algo. Ela registra todos os avanços no álbum de Mateus e complementa o portfólio com fotos dos desafios propostos ao menino.

Primeiros contatos com a linguagem artística

Desde o primeiro ano, Silvia estimula as crianças para que tenham contato com a linguagem artística. Na foto, Mateus ensaia os primeiros 'desenhos', ao utilizar materiais seguros, em uma superfície plana, sob a orientação da educadora.



O comportamento alimentar de Mateus

A educadora observa o cotidiano de Mateus no berçário e registra os hábitos alimentares do garoto no álbum. Ela sabe exatamente de quais alimentos o menino gosta e conhece os motivos que fazem com que ele alimente-se bem ou não.



Experimentações

Silvia reuniu os bebês em um grupo, para que todos experimentem diferentes alimentos. Uma boa atividade para divertir e socializar os pequenos. Observe o cuidado com as mamadeiras, individuais e diferentes, para facilitar a identificação.




Hora do banho

Além de destacar a importância deste momento de higiene, Silvia aproveita a hora do banho para estimular diferentes sensações nos bebês, como explorar o próprio corpo ou aproveitar o contato com diferentes materiais e superfícies, tornando este momento uma grande e agradável brincadeira.



A importância do sono

Silvia destaca a importância dos momentos de sono na rotina do berçário. Ela sabe que a hora da soneca, assim como os rituais de ninar, variam entre os bebês. A educadora conhece bem cada um dos 12 bebês de quem cuida, No caso de Mateus, ela registra a necessidade de embalá-lo no carrinho para que ele durma bem.

Soninho bom...

Acima, Mateus dorme no berço. Manter objetos com significados especiais para o bebê, como a chupeta ou uma cobertinha, ajuda a garantir um sono tranquilo para os pequenos.


Tapete de sensações

Silvia confeccionou um grande painel de sensações afixado na parede do berçário. Cada elemento do 'tapete' acima possui uma textura diferente e alguns até emitem sons quando tocados. O objetivo é que os bebês entrem em contato com diferentes sensações. Um estímulo aos sentidos.


Caixa de sensações

Esta é uma das caixas de sensações das crianças da creche. Dentro dela são guardados objetos de estímulo aos diferentes sentidos, como chocalhos, bonecos, sachês e móbiles, confeccionados pela educadora junto das crianças - uma boa atividade para fazer com que os pequenos tenham contato com a linguagem artística e visual.

Chocalhos

Garrafas pet em miniatura servem como suporte para a confecção de chocalhos. Em um deles, Silvia colocou areia e no outro, grãos de milho. As garrafas foram bem sedadas, para evitar acidentes, e decoradas com tinta colorida, com a ajuda das crianças.


Móbile

Utilizando um CD antigo, Silvia propôs a criação de um móbile individual, com a foto de cada criança. Acima, o móbile de Mateus.




Cheirinhos

O olfato é outro sentido que precisa ser amplamente explorado desde o berçário. Por isso, a educadora confeccionou dois sachês - um com cravos e outro com canela. Ambos foram embalados em pedaços de tule e bem amarrados com fitas de cetim, para evitar que as crianças levassem à boca as partes pequenas.


RESUMO DO PROJETO

Atuando na creche, uma etapa ainda muito pautada pelo assistencialismo, a professora Sílvia Ulisses de Jesus conseguiu articular as duas dimensões mais importantes da Educação Infantil: o cuidar e o educar.
Para auxiliar os bebês a se conhecer e a explorar o mundo, ela planejou um conjunto completo de atividades: desenho, pintura, interação com o espelho e um tapete de sensações, músicas e imitação de gestos, movimentação pela sala e experimentação de sabores.
Sílvia também aproveitou as oportunidades de educar nas atividades rotineiras. A hora do banho, por exemplo, transformava-se no momento de conversar com os pequenos, de se aproximar pelo toque, de descrever o que iria fazer ("Vamos lavar os seus pés agora") e de cantar músicas.
Com um contato estreito com as famílias, a professora mostrava que a creche não era só um lugar para deixar as crianças durante o trabalho, mas principalmente um espaço de aprendizagem. "Graças a muito estudo, consegui criar condições favoráveis para que os pequenos se desenvolvam", conta ela.



Na rotina planejada, o espaço para aprender 

O cotidiano de uma creche tem de contemplar muitas propostas de trabalho: é preciso coordenar atividades de sala, das brincadeiras aos cuidados, garantindo momentos de aprendizagem de modo articulado. Por isso, o planejamento é fundamental. Programar-se de modo minucioso, levando em conta as particularidades de cada criança e se mantendo atento ao que ocorre à sua volta, é a melhor forma de garantir que os pequenos aprendam em grupo.

A professora Sílvia Ulisses de Jesus, da UMEI Pedreira Padre Lopes, em Belo Horizonte, sabia da importância de um trabalho com essas características ao elaborar o projeto Creche: Espaço de Aprendizagem, com o qual foi eleita Educadora do Ano no Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10, em 2010 (leia o quadro na última página).

Ela investiu num planejamento detalhado, feito ao longo do ano, que previa o desenvolvimento de competências específicas para cada um de seu grupo, formado por crianças de 4 a 18 meses. E obteve resultados: o projeto chamou a atenção dos selecionadores da premiação. "É difícil encontrar professores dessa etapa do ensino que trabalhem com tanta intencionalidade. Esse é o mérito do projeto da Sílvia. O viés assistencialista e a ideia antiquada de que as crianças não têm necessidades específicas ainda fazem com que muitos educadores só se preocupem com o cuidado, deixando a Educação em segundo plano", afirma Beatriz Gouveia, formadora do instituto Avisa Lá, em São Paulo, e responsável pela seleção de projetos da área de Educação Infantil.

Ciente das etapas do desenvolvimento infantil, Sílvia desenvolveu atividades para proporcionar uma multiplicidade de experiências para as crianças, visando fortalecer a autonomia, o conhecimento do corpo, a linguagem oral, a expressão de sensações por meio de falas e gestos e a expressão artística, entre outros.

O planejamento inicial foi feito antes do período de adaptação das crianças. Depois, nessa fase, ela observou as competências de cada um durante as atividades propostas para organizar uma programação. Ao planejar o eixo música, por exemplo, a professora observou como as crianças lidavam com brincadeiras que envolvessem cancões: conseguiam imitar? Participavam de jogos cantados? Se a avaliação mostrava que ainda não eram capazes disso, ela incentivava os pequenos com palmas e com o movimento dos lábios. Os que já estavam mais acostumados com músicas e participavam de rodas eram convidados a tocar instrumentos de brinquedo e variar o repertório musical. No portfólio de cada criança, ela registrava os avanços obtidos. O material servia de subsídio para que ela planejasse os próximos passos e elaborasse atividades desafiadoras.

É fundamental que o cuidado e a Educação caminhem juntos


Trabalhando com crianças em fases de desenvolvimento distintas, a professora Sílvia pensou nas especificidades de cada faixa etária. Os objetivos de aprendizagem para os pequenos de 4 a 8 meses eram diferentes daqueles pensados para os de até 12 meses e também para os com mais de 1 ano de idade.

A cada avanço, um novo desafio era proposto. Enquanto os mais novos eram estimulados a olhar no espelho para ampliar a consciência de si, por exemplo, os maiores, de 12 a 18, eram convidados a identificar os colegas e a si próprios em fotos. Quando a brincadeira envolvia explorar melecas e tintas, o desafio era incrementar novas cores e texturas, colocando areia para a mistura ficar mais áspera ou água para ficar mais diluída, por exemplo, a fim de proporcionar novas experiências (leia a atividade permanente). "Cada atividade desenvolve uma competência, e isso não ocorre da mesma maneira com todos. Por isso, é importante planejar pensando nas especificidades de cada um do grupo. Não dá para fazer uma lista única de objetivos para todas as crianças", explica Pryscilla Sugarawa, coordenadora pedagógica da ONG Ação Comunitária, em São Paulo.

Não era apenas nesses momentos de pintura ou brincadeira, porém, que o aprendizado ocorria. No banho, por exemplo, era hora de trabalhar o reconhecimento do corpo, com falas que estimulassem a criança e estreitassem os laços entre ela e a educadora. "Dizer que vai lavar o pé e a cabeça e anunciar as ações que vai realizar, sempre olhando no olho da criança, é essencial na construção de vínculos. Isso precisa ser estimulado sempre, até nas situações que parecem mais corriqueiras, mas que são importantes para que ela amplie seu conhecimento de mundo", explica Maria Cecília da Silva, doutora em Psicologia Clínica e docente da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP). Para que o cuidar e o educar caminhem juntos, é importante que a família participe e compreenda os objetivos do planejamento. Quando começou o trabalho, Sílvia notou que o relacionamento com as famílias poderia ser enriquecedor para as atividades realizadas na creche e, principalmente, para o desenvolvimento das competências dos bebês.

Na reunião inicial, ela buscou mais informações sobre cada criança, conversando em grupo e depois individualmente, e procurou entender as especificidades de cada um. O que eles comiam? Como dormiam? Andavam ou engatinhavam? Tinham objetos de apego? As respostas embasaram o planejamento.

Estabelecer um contato frequente com os pais, porém, foi difícil. A maior parte dos familiares trabalhava muito e não comparecia às reuniões, alegando falta de tempo. Eles enxergavam a creche como um espaço para deixar os filhos enquanto não podiam tomar conta deles, não como um ambiente favorável à aprendizagem. Por isso, a professora se aproximou dos pais ainda na fase da adaptação. Aproveitando a presença deles na creche durante esse período, ela conversou individualmente com todos para conhecer os hábitos de cada família e reforçou a importância da participação de todos nas reuniões.

O registro dos avanços de cada criança é passado aos pais


O contato teve continuidade ao longo do ano, com diários e portfólios, além de reuniões periódicas, nas quais Sílvia aproveitava para explicar, com linguagem clara e acessível, as fases do desenvolvimento das crianças e o que ela esperava avançar com cada uma. "Tirava fotos de tudo e mostrava nas reuniões, desde um bebê segurando a colher na hora do almoço até as brincadeiras monitoradas, explicando o que faziam e, principalmente, o porquê das atividades realizadas na creche", explica ela.

Essa estratégia trouxe avanços visíveis. As famílias passaram a participar mais ativamente: ao fim de cada semana, levavam o diário do seu filho para casa. No início da semana seguinte, esses registros eram devolvidos à professora, com relatos de todas as experiências em casa: um havia provado uma fruta nova e outro que ficado em pé se apoiando na parede e até quem estivesse com gripe. Tudo era considerado pela professora para entender mudanças comportamentais cotidianas, como alterações no sono, falta de apetite e vontade de brincar com os colegas. Essas informações eram inseridas no planejamento, de modo que a educadora podia reavaliar a rotina de atividades de acordo com as mudanças e avanços alcançados por cada criança. "Se o profissional tem esse material, consegue se reorganizar e continuar seguindo com seus objetivos", afirma Pryscilla.

Os erros mais comuns


Não participar da rotina de cuidados.
Além de planejar as atividades pedagógicas, é preciso também programar os momentos de banho, trocas, alimentação e sono das crianças e participar deles. Isso é essencial para o desenvolvimento de vínculos.

Adjetivar as crianças nas conversas com os pais.
Dizer a eles que a criança é muito bagunceira ou briguenta pode levar a conceitos equivocados e rotulá-la no grupo e na família. É necessário lembrar que, nessa faixa etária, as mordidas e o choro também são maneiras de se comunicar com o mundo.

Programar a rotina com base nas necessidades dos adultos e não das crianças.
Ao montar atividades com brincadeiras, por exemplo, é importante observar a medida correta para não excitar demais a criança e levá-la ao cansaço. Também não vale deixá-la dormindo o dia todo. O ideal é observar suas características pessoais e, com base nisso, rever o planejamento.