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Esta iniciativa consite em ações que possibilitem momentos de reflexão e construção pedagogica, abrangendo ainda propostas significativas para a prática cotidiana do educadores. De acordo com o contexto escolar e vivências as ideias e sugestões podem ser adequadas as necessidades reais nas expectativas de educadores e educandos
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7 de abr. de 2013

Os 11 tipos de Alunos - Içami Tiba


Içami Tiba, qualifica os 11 tipos de alunos que podemos encontrar. Devido a diferença de aprendizes, devemos trabalhar variando a metodologia, para satisfazer cada necessidade destes alunos. 






Esponja: é o aluno que absorve tudo. Anota em detalhes o que o professor fala e estuda sem fazer distinções. Come o que lhe põe à frente, o que não significa que aprendeu tudo.


Peneira: utiliza uma peneira para selecionar a parte que irá aproveitar da matéria. Ouve tudo, mas anota só o que lhe interessa. Quer saber apenas o que caia na prova. 



Funil: parecido com o esponja, represa tudo o que o professor diz para repassar em casa, mais devagar. É como se precisasse deixar para decidir depois, com mais calma. 



Salteado: aposta na sorte. Como não sabe o que vai cair na prova, arrisca e estuda qualquer coisa. Seja o que Deus quiser.


Sorteado: este aluno tem fé, acredita que vá cair tal ponto e estuda somente aquele. Tem sempre um palpite. 



Último-horista: um tipinho tradicional que só estuda na véspera da prova e faz trabalho escolar na filha de entrega. 



Ausente-de-corpo-presente: é o estudante que aproveita a aula para organizar a agenda, fazer tarefas de outras disciplinas. Desenhar, jogar jogo da velha, etc. 



Sintonia-fina: altamente desmotivado e desconcentrado, tem o radar ligado em sintonia fina para captar qualquer outro tema que não seja a aula. 



Autodidata: não presta atenção na aula, falta muito, não se mata de estudar, nem se esforça para realizar os trabalhos escolares. Na véspera da prova, pega o livro, se prepara sozinho. 



10º Chupim: é como o passarinho que bota seus ovos para o tico-tico chocar e criar. Não presta atenção nas aulas, não anota nada, nem livros tem, e na hora da prova cola de quem sabe. Sem interesse de aprender, entra nos grupos de trabalhos escolares só para assinar o nome. 



11º Abelha: é o aluno que trabalha faça chuva, faça sol. Sempre tem o seu mel.


Fonte: "Ensinar Aprendendo - Içami TIBA" 

Formação permanente/Gestão

Formação 

1. ARROYO, Miguel G.
 2. IMBERNÓN, Francisco. Paulo
3. MORIN, Edgar.
4. MORAN, José Manuel, MASSETO, Marcos T., BEHRENS, Marilda Aparecida.

Gestão

5. Parecer CEE n.º 67/1998 -
6. SÃO PAULO. Secretaria de Estado da Educação.
 7. LÜCK, Heloísa.
 8. ABRANCHES, Mônica.
 9. SZIMANSK, Heloísa.
 

Complemento da Apostila Síntese Autores de Concursos

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Apostila Síntese Autores de Concursos

Psicologia e Historia da Educação e Texto Gabriel Chalita

PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO E INDISCIPLINA NA ESCOLA 

AVALIAÇÃO 

1. PERRENOUD. PHILIPE. PEDAGOGIA DIFERENCIADA: DAS INTENÇÕES À AÇÃO. PORTO ALEGRE: ARTMED. 
2. PERRENOUD. PHILIPE . DEZ NOVAS COMPETÊNCIAS PARA ENSINAR. PORTO ALEGRE: ARTMED, 2000. 
3. HADJI, CHARLES - AVALIAÇÃO DESMISTIFICADA. PORTO ALEGRE: ARTMED. 
4. LUCKESI, CIPRIANO CARLOS. AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR. SÃO PAULO: CORTEZ, 1997.


HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO E FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO


O PODER DE FOGO DA EDUCAÇÃO. GABRIEL CHALITA

Publicado na revista FAPESP, Edição 85, março 2003.  




16 de jan. de 2013

CAVALLO, Guglielmo e CHARTIER, Roger (Orgs.). História da leitura no mundo ocidental. São Paulo: Ática,1998. v. 1, capítulos 3 e 5.




Na alta idade média o leitor dispunha de um conjunto de preceitos gramaticais, herdado da antiguidade, cuja função principal era facilitar o processo de leitura do que promover o interesse pela própria leitura. Esse enfoque reducionista da língua irá permanecer durante muito tempo, em decorrência da crença de que o homem deveria preocupar-se somente com a linguagem divina, e que a existência das diferentes línguas era uma consequência inevitável oriunda da Torre de Babel.

Professores e escritores cristãos haviam aplicado essa tradição de conhecimento gramatical na interpretação das escrituras, e por isso estavam associadas à educação religiosa e a instrução literária. Nesta época todos os cristãos que soubessem ler eram exortados a fazê-lo e " a todos que aspirem assumir o título de monje não mais será possível tolerar que continuem ignorantes em leitura" . A razão de ser da leitura era a salvação da alma. O livro dos Salmos passou a ser a cartilha para ensinar a ler e a escrever. Para outros havia a vida dos santos, ou um novo programa de textos que levava aos  Libros Catholicos, obras de teologia que ajudavam o leitor a formular a correta interpretação da palavra divina.

O estudo da gramática servia também para aperfeiçoar o conhecimento da cultura latina.

Da Cultura Oral a Leitura Silenciosa

Na antiguidade a ênfase recaía sobra a declamação do texto, uma leitura oral, preocupada em reproduzir o sentido e o ritmo da escrita, escolha esta que refletia os ideais de orador, dominantes na cultura antiga. Na alta idade média, a antiga arte da leitura em voz alta era exercida apenas na liturgia. O principiante tinha de ler em voz alta para permitir que o professor verificasse seus progressos. Entretanto, a partir do século V  observamos maior interesse pela leitura silenciosa. Nas regras de São Bento, encontram-se referências a leituras individuais e a necessidade de se ler para sí mesmo, de uma leitura muda de modo a não incomodar os outros. Isidoro de Sevilha pessoalmente preferia a leitura silenciosa a qual assegurava a melhor compreensão do texto, visto que, segundo ele, o entendimento do leitor torna-se mais completo, quando se está em silêncio.

Copistas inglêses e irlandeses, começaram a desenvolver  novas convenções gráficas com o objetivo de facilitar o acesso dos leitores aos textos. Essas convenções modificaram a disposição do texto na página. Estes copistas abandonaram a escrita contínua e adotaram a utilização dos espaços em branco entre as partes da oração, bem como introduziram novas marcas como a letra mais visível no início do texto.

A Idade Média: da escrita monástica à leitura escolástica.

O século XII caracterizou-se no norte da Europa, como um século de consolidação da escrita em linguagens separadas. Nesse período houve a introdução de espaços visando diminuir a necessidade de ser ler em voz alta para compreender o texto.

Nessa mesma época ocorreu ainda a mudança das convenções sobre a ordem das palavras e sobre o reagrupamento das palavras gramaticalmente ligadas. A partir de então, já era possível reconhecer a oração, a frase e o parágrafo.

Outra grande transformação que ocorreu na Europa na alta idade média, foi a passagem da leitura em voz alta para a leitura silenciosa e murmurada.

Os monjes cirtescences acreditavam que o coração era a sede da mente, e viam a leitura como principal instrumento para tocar os " sentimentos do coração" . A leitura silenciosa era pré requisito para a meditação.

Hugues De Saint-Victor, considerava a interação visual entre o leitor e o livro, parte integrante do estudo em sua obra intitulada  DidasCalion, propõe três formas de leitura: ler para outra pessoa, escutar alguém que lê e a leitura individual e silenciosa.

O leitor da fase final da idade média fazia uso da memória para reter o sentido geral das orações, frases e do parágrafo, e não mais para reter uma série ambígua de sons.

No ocidente latino, a leitura que no mundo antigo era realizada entre jardins e arcadas, foi substituída pela prática da leitura concentrada no interior das igrejas, de celas, dos claustros, das escolas religiosas etc.

No final do século XIII a biblioteca contava com claustros espaçosos e cubículos para o estudo, garantindo a convivência das práticas de leitura em voz alta e da leitura silenciosa.

No plano político, o problema colocado pela prática da leitura configura-se, tanto para os judeus como para os cristãos, na percepção de um dever, por parte das elites atuantes ou pelo menos que aspiravam ao exercício da autoridade e do poder.

Parece que durante toda a alta idade média, ocorre entre os judeus do ocidente cristão um fenômeno de socialização do livro semelhante ao que se observa dentro da sociedade cristã da época. Também entre os judeus o livro é compreendido mais como um objeto mágico-religioso do eu co-instrumento de comunicação pela leitura como relíquia destinada à devota adoração contemplativa mais em função de sua carga de sobrenatural do que como reservatório de conteúdos a serem atingidos livremente.

A alta idade média é uma época em que exatamente como acontece entre os não-judeus, o exercício da autoridade é concebido em termos de sacralidade, associada à legítima interpretação dos textos tradicionais e, por conseguinte, à imposição de normas que dela derivam.

O século XX apresenta uma nova invenção, ou seja, a escrita eletrônica. A diferença entre o livro impresso e o eletrônico é que neste pode surgir um texto novo constituído de numerosos fragmentos.

Autores


CASTORINA, Antonio José; FERREIRO, Emilia; LERNER, Delia e OLIVEIRA, Marta Kohl de. Piaget-Vygotsky: novas contribuições para o debate. São Paulo: Ática, 1997.




Novas Contribuições para o Debate

Nesta obra os autores discutem as contribuições de Piaget e Vygotsky na educação, esclarecendo os pontos de conflito entre ambos.

O Debate Piaget - Vygotsky: A busca de um critério para sua avaliação.

Castorina, o autor do presente texto, avalia o debate sob o ponto de vista epistemológico, sugerindo uma mudança de perspectiva objetivando-a a articular os dois modelos teóricos, buscando identificar problemas comuns. Contudo, as diferenças parecem ser mais relevantes entre esees dois autores do que as semelhanças. 

Piaget - A postura de Piaget é construtivista. Portanto, defende a construção cognitiva através de interações com o mundo dos objetos. Para Piaget, os processos de desenvolvimento condicionam a realização de um aprendizado, de maneira que este último não influi no desenvolvimento.

Vygotsky - A teoria deste autor é centrada na internalização de conceitos a partir da interação social mediada pela linguagem. Para Vygotsky ao contrário de Piaget,  aprendizagem e desenvolvimento são processos intimamente ligados. 

a) As relações entre aprendizagem e desenvolvimento 
Para Piaget, os processos de desenvolvimento são independentes da aprendizagem, no sentido de que esta não influi sobre o curso do primeiro. Todavia, para Vygotsky os dois processos estão intimamente ligados. Para ilustrar seu ponto de vista Vygotsky criou a hipótese de zona de desenvolvimento proximal, definindo-a como a distância entre o nível de desenvolvimento real que determina a resolução independentemente de problemas, e o nível potencial, determinado pela resolução de problemas sobre a direção de um adulto, ou em colaboração com um colega mais experiente.

b) As consequências das teorias para a educação 
Para Castorina, a perspectiva vygotskyana não é incompatível com a versão piagetiana, não acreditando haver incompatibilidade entre o construtivismo e a aquisição de conhecimentos na zona de desenvolvimento proximal.

Voltando ao critério de comparação, o autor admite que para ambos os teóricos, tanto as relações interpessoais como as intrapessoais são relevantes.

Pensar a educação
Contribuições de Vygotsky

Aqui Marta Kohl de Oliveira discute as contribuições de Vygotsky para a educação, abordando algumas questões polêmicas.
A preocupação de Vygotsky com o desevolvimento é constante em seu trabalho. Para ele, a aprendizagem está relacionada ao desenvolvimento desde o início da vida humana.
No caso do desenvolvimento escolar, Vygotsky tem excepcional importância quando enfoca a idéia de transformação como essencial ao próprio conceito de educação.
Sua posição é essencialmente genética. 
Sua abordagem genética procura compreender os níveis: 

Filogenético - desenvolvimento da espécie humana
Sóciogenético - história dos grupos sociais
Ontogenético - desenvolvimento do indivíduo
Microgenético - desenvolvimento dos aspectos específicos do repertório psicológico dos sujeitos.

A partir de suas concepções sobre o desenvolvimento e aprendizagem podemos apontar três idéias básicas:
O desenvolvimento psicológico deve ser olhado com referência ao que está por acontecer (conceito de zona de desenvolvimento proximal)
O aprendizado movimenta os processos de desenvolvimento - o desenvolvimento humano se dá de fora para dentro. O aprendizado escolar assume um papel essencial no desenvolvimento humano dos indivíduos que vivem em sociedades letradas.
A medição entre a cultura e o indivíduo, que possibilita a internalização de processos interpsicológicos, depende dos outros membros do grupo social.

Processo de alfabetização

No que diz respeito à alfabetização, numa perspectiva vygotskyana, a intervenção pedagógica é essencial para a imersão da criança em uma sociedade letrada, para que a criança possa aprender o sistema de escrita, sua estrutura, usos e funções. A convivência com leitura e escrita, por sí só, não garante a aprendizagem, tanto que esta não ocorre expontâneamente em nossa sociedade.

O ensino e o aprendizado escolar

Délia Lerner, acredita que é possível assumir a postura de Piaget e a de Vygotsky ao mesmo tempo, ou seja considerar a construção do conhecimento, e ao mesmo tempo, considerar as inter-relações sociais, atribuindo dessa forma ao professor um papel fundamental.

Para a autora, existe uma vinculação entre psicologia e didática. Segundo ela, quando se fala da relação teoria e prática, com frequência está se pensando na "teoria psicológica"  e " prática didática".  Evidentemente, não se pode passar de uma para outra. A teoria psicológica alimenta a prática psicológica e também se alimenta dela. A prática didática só pode sustentar-se devido a teoria didática. 

Não obstante Lerner ter insistido na diferenciação entre psicologia e didática, enfatiza que não devemos esquecer que a didática necessita da psicologia, pois esta lhe oferece conhecimentos fundamentais sobre o sujeito que aprende.  

Sobre a necessária coordenação entre semelhanças e diferenças

Emília Ferreiro em seu artigo intitulado "sobre a necessária coordenação entre semelhanças e diferenças"  volta sua reflexão para o tema de desenvolvimento da escrita da criança, buscando esclarecer semelhanças e diferenças entre seu próprio trabalho e o de Luria com citações de Vygotsky, no qual havia registros de suas descobertas.

Entre as diferenças com seu trabalho Ferreiro destaca: 

1 - Para Luria om ingresso à instituição escolar criaria, por si mesmo, uma ruptura com os conhecimentos prévio, enquanto que para ela, o ingresso às instituições interage com as concepções prévias daas crianças, não determinando automaticamente uma passagem de nível conceitual.

2- Luria fala de duas etapas nas quais existe uma substituição de uma técnica por outra.

Finalmente, conclui-se que Ferreiro é centrada na natureza interna da escrita; Vygotsky e Luria nas funções desse sistema para seus usuários.