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Esta iniciativa consite em ações que possibilitem momentos de reflexão e construção pedagogica, abrangendo ainda propostas significativas para a prática cotidiana do educadores. De acordo com o contexto escolar e vivências as ideias e sugestões podem ser adequadas as necessidades reais nas expectativas de educadores e educandos
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23 de nov. de 2013
9 de nov. de 2013
Sala de aula: 20 dicas para dominar as modernas práticas pedagógicas
1.
Plano
de trabalho: conhecer a turma para saber o que e como fazer
Bibliografia
A prática do planejamento participativo, Danilo Gandin, Ed. Vozes
Avaliação nas práticas de ensino e estágios, Zelir Salete Busato,
Ler e escrever na escola: o real, o possível e o necessário, Delia Lerner, 128 págs., Ed. Artmed,
O jogo do contrário em avaliação, Jussara Hoffmann, Ed. Mediação.
Planejamento em destaque: análises menos convencionais, Maria Luisa M. Xavier, Ed. Mediação
Ser professor é cuidar que o aluno aprenda, Pedro Demo, 88 págs., Ed. Mediação
Uma turma é sempre
diferente da outra. Você sabe disso. E sabe também que, ao iniciar
o trabalho com um novo grupo, é fundamental conhecê-lo bem. Só
assim podem-se definir com clareza as melhores estratégias e os
métodos e materiais a serem usados. É disso que trata o plano de
trabalho. Baseado na proposta pedagógica da escola, ele deve também
ser norteado pelo planejamento específico de cada série ou ciclo
que varia de uma escola para outra. "O plano de trabalho trata
das especificidades e demandas de cada turma", explica Maria
Luisa Merino Xavier, professora da Faculdade de Educação da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. É importante, portanto,
conversar com os professores da série anterior; descobrir se há
alunos na turma com necessidades especiais; se existem, por exemplo,
crianças de diversas culturas, etnias ou religiões; e pesquisar o
histórico escolar de cada um. Entrevistas com os pais ou
responsáveis também são úteis para saber com quem a criança
mora, o que faz nas horas de lazer, se tem algum problema de saúde,
de que brinquedos gosta e em que outras escolas estudou e como foram
essas experiências. "É bom descobrir o que os pais pensam, o
que esperam da escola e o que desejam para seus filhos", afirma
Maria Luisa. Em sala, é hora de observar quem desenha bem, tem
facilidade ou não para leitura, gosta de falar ou é mais tímido.
Com tantas informações em mãos, você poderá elaborar estratégias
adequadas para todo o grupo considerando as características de cada
um. "O plano de trabalho não pode estar pronto nos primeiros
dias de aula porque exige contato prévio com alunos e pais",
afirma a professora. Além disso, é preciso levar em conta o
seguinte: mesmo que você planeje suas aulas de acordo com os
conteúdos a ser abordados, sempre haverá, ao longo do ano, a
necessidade de mudar os rumos. Um dos motivos é atender às
necessidades momentâneas dos alunos. De que adianta, por exemplo,
seguir o roteiro sem abordar temas que todos vêem na TV, como as
catástrofes naturais ocorridas ultimamente? "As aulas consistem
em uma seleção pertinente para o momento, pois os conteúdos não
se esgotam", diz Maria Luisa.
2.Avaliação:
acompanhar o aluno para traçar o melhor caminho
A avaliação sempre
deve estar a serviço do aluno. Isso significa que ela não tem como
objetivo determinar as notas a ser enviadas à secretaria, mas
acompanhar o caminho que o aluno faz, descobrir suas dificuldades e
necessidades e alterar os rumos, se preciso. Ela é constante e pode
ser feita durante trabalhos em grupo, jogos e brincadeiras. Só que o
olhar do professor, nesses momentos coletivos, deve ser sempre para
cada estudante. "Assim se observam os interesses e os avanços
de todos na turma", revela Jussara Hoffmann, consultora em
educação, de Porto Alegre. Ao pensar em avaliação, você pode
lançar mão de atividades interativas em que existam o diálogo, a
troca entre os alunos, a participação e a cooperação. Também é
importante ter conversas individuais com os alunos, olhar o caderno e
as produções, perguntar o que aprenderam e do que gostaram. O
questionamento constante dá aos estudantes a oportunidade de
aprofundar as suas respostas. Para que você aproveite tudo isso, o
registro diário é fundamental. "A observação só se torna um
instrumento válido quando é registrada. As anotações mostram em
que as crianças se desenvolveram e em que elas ainda precisam
avançar", afirma Jussara. Você pode ainda avaliar a produção
de texto individual, as manifestações dos alunos sobre diversos
assuntos ou sobre um mesmo tema, em vários momentos e as atividades
menores, individuais e freqüentes, corrigidas imediatamente. É
preciso garantir que o aluno possa expressar seu conhecimento de
muitas maneiras (em músicas, textos, pinturas, fotos). Tudo isso
contribui para a aprendizagem. O processo é semelhante a um percurso
e seu papel não é esperar os alunos no final. Você acompanha a
turma, ajudando a ultrapassar os obstáculos do caminho.
3.
Contextualização:
ela vai muito além da relação com o cotidiano
Existe uma certa
confusão sobre o significado do termo contextualizar. A primeira
definição é a de que se trata de trazer o assunto para o cotidiano
dos alunos. É também, mas não só isso. Muitos conceitos e
conteúdos são contextualizados na própria disciplina. "Isso
significa colocar o objeto de estudo dentro de um universo em que ele
faça sentido", afirma Ruy Berger, consultor em educação, de
Brasília. Imagine que você está dando uma aula sobre divisão
celular. Os estudantes precisam saber o que é DNA para poder
entender o processo. Portanto, o DNA passa a ser um objeto de estudo
que faz sentido nesse conteúdo, que é a divisão das células. Esse
é um exemplo de contextualização que não está necessariamente
ligado à vida das crianças (o que não impede que o professor diga
que o DNA faz com que elas se pareçam com os seus pais, por
exemplo). Entendido isso, evitam-se situações forçadas, em que o
professor se sente na obrigação de relacionar todo e qualquer
conteúdo à vida dos alunos. Algumas vezes, aquilo que ele não
consegue contextualizar acaba até sendo excluído do currículo o
que prejudica, e muito, a aprendizagem da turma.
4.
Objetivo:
só depois que ele é definido, vem o conteúdo e a metodologia
Os objetivos que o
professor deseja alcançar devem sempre preceder sua ação. O ideal
é estabelecer primeiro um objetivo e, depois, um caminho para
alcançá-lo o que inclui definir o conteúdo e a metodologia. "É
preciso ficar atento para ver se a escola não está fazendo o
contrário: definindo o caminho, que é passar um conteúdo
preestabelecido, para depois pensar nos objetivos", alerta
Danilo Gandin, especialista em planejamento da educação, de Porto
Alegre. Segundo ele, muitas vezes os professores ficam presos à
obrigação de trabalhar o currículo preestabelecido e, ao mesmo
tempo, à necessidade de fixar objetivos, mesmo que eles não façam
sentido. "Aparecem situações estranhas: enquanto o objetivo é
desenvolver a consciência crítica, o conteúdo a ser passado é a
crase", afirma. Obviamente o que domina a cena é a crase, que o
professor pensa que tem de ensinar. O objetivo aparece apenas porque
alguém disse que ele deveria estar lá. Para Gandin, é preciso
pensar no que vai ser feito e para quê. Dois exemplos de objetivos
que norteiam um trabalho: 1) realizar um estudo sobre a escravidão
para aumentar a solidariedade e compreender mais profundamente o
significado da liberdade; e 2) estudar a variação dos preços em
dois supermercados para iniciar a compreensão do processo econômico
no país. Esses objetivos, é bom lembrar, devem sempre estar
alinhados com a proposta pedagógica da escola. Os conteúdos e a
metodologia, portanto, são o caminho a ser trilhado com base no que
se estabeleceu como meta.
5.
Conhecimento
prévio e interesse dos alunos: quem descobre é você
Os conteúdos abordados
em sala de aula devem, basicamente, contribuir para a formação de
cidadãos conscientes, informados e capazes de melhorar a sociedade.
Por isso, é muito comum os professores tentarem montar suas aulas
tendo como centro do trabalho o interesse dos alunos. Dessa maneira,
eles teriam mais elementos para refletir sobre o meio em que vivem e
sobre o que os cerca. Essa prática, porém, nem sempre garante bons
resultados. "Ocorre até o contrário. Ao dar importância
somente ao que os estudantes já conhecem, muitas vezes os
professores acabam caindo na superficialidade, presos a interesses
imediatos", alerta Danilo Gandin. Segundo ele, como
conseqüência, surge um currículo ditado pelas circunstâncias, que
destaca acontecimentos pontuais e não um roteiro de trabalho
construído com base na relação entre a proposta pedagógica e a
realidade. "Essa questão só se resolve quando a equipe de cada
escola define os grandes horizontes políticos e pedagógicos de seu
trabalho e, confrontando esses grandes ideais com a realidade e com a
prática, descobre as necessidades de seus alunos", conclui.
6.
Trabalho
Interdisciplinar: as matérias se unem e os alunos aprendem
A interdisciplinaridade
ocorre quando, ao tratar de um assunto dentro de uma disciplina, você
lança mão dos conhecimentos de outra. Ao estudar a velocidade e as
condições de multiplicação de um vírus, por exemplo, é possível
falar de uma epidemia ocorrida no passado devido às precárias
condições de saúde e higiene e à pobreza do local. Daí, é
possível até explorar, em outros momentos, os aspectos políticos e
econômicos que geraram tamanha pobreza. A interdisciplinaridade é,
portanto, a articulação que existe entre as disciplinas para que o
conhecimento do aluno seja global, e não fragmentado. É muito comum
a idéia de que, ao utilizar um tema gerador, se garante a
interdisciplinaridade. "Ela não se resume em escolher um tema e
abordá-lo segundo a visão de duas ou mais disciplinas", afirma
Ruy Berger. Ao estudar a questão dos índios, por exemplo, o
professor de História fala sobre a colonização do Brasil, o de
Língua Portuguesa trabalha as lendas indígenas e o de Matemática
acaba propondo um problema sobre o índio: isso não garante a
relação entre as disciplinas. O tema gerador pode ser um ponto de
partida, mas não o centro do estudo e nem se alongar muito, para os
alunos não se cansarem. Ao planejar, portanto, é importante
levantar quais são as possibilidades de trabalhar de forma
interdisciplinar ao longo do ano. Essas oportunidades podem ser
criadas com base nas pesquisas dos alunos e do próprio professor ou
em parceria com os colegas de outras disciplinas.
7.
Seqüência
didática: uma série de aulas que desafia e ensina os alunos
A seqüência didática
é um conjunto de aulas planejadas para ensinar um determinado
conteúdo sem ter um produto final. Sua duração varia de dias a
semanas e você pode elaborar várias sequências ao longo do ano,
de acordo com o planejado ou com a necessidade dos alunos detectada
pelo caminho. É possível, inclusive, aplicar essa modalidade ao
mesmo tempo em disciplinas diferentes. "O princípio da
seqüência didática é dar ao aluno desafios cada vez maiores para
que ele se desenvolva", afirma Regina Scarpa, coordenadora
pedagógica do Centro de Educação e Documentação para Ação
Comunitária (Cedac) e do Instituto Avisa Lá, em São Paulo. Por
exemplo: você quer que seus alunos aprendam o uso do "r" e
do "rr". Primeiro observa o que eles já sabem a respeito e
depois elabora uma série de aulas com várias atividades, jogos,
questionamentos e muita reflexão, aumentando gradativamente a
complexidade dos desafios propostos. Com esse tipo de abordagem, os
alunos vão, aos poucos, percebendo que não existem palavras que
começam com "rr" ou que não se usa "rr" após o
"s", por exemplo. A seqüência didática é indicada,
ainda, quando se quer trabalhar o universo de um determinado autor.
"Além de ler suas obras, as crianças verão nessas aulas o que
o autor escreve, que livros já publicou e qual o seu estilo",
diz Regina. Se a idéia é trabalhar as diferentes versões da
história do Pinóquio, outra seqüência pode ser estabelecida:
leitura feita pelo professor do original e de uma segunda versão,
leitura e reescrita em grupos de trechos de outras versões e a
exibição de um filme sobre o personagem. Trabalhando dessa forma,
os conteúdos se distribuem de maneira intencional e mais
consistente.
8.
Temas
transversais: o pano de fundo do trabalho da escola
Temas transversais não
são disciplinas, apenas permeiam todas elas. Se a escola decide
abordar ética de maneira transversal, não pode estipular uma aula
sobre o assunto uma vez por semana e esquecer dela no restante dos
dias. "Esses temas precisam estar presentes em todas as
disciplinas, o tempo todo, como pano de fundo do trabalho da escola",
orienta Josca Baroukh, selecionadora do Prêmio Victor Civita.
Segundo Josca, ao abordar os temas transversais, o professor leva os
alunos a refletir para que eles tenham condições de construir
conceitos, em vez de apenas coletar informações a respeito. "Caso
contrário, é possível que os estudantes organizem uma coleta
seletiva no bairro ou arrecadem alimentos para um asilo sem pensar no
porquê de fazer aquilo", afirma. Se a escola propõe à
garotada, por exemplo, mobilizar a população e a prefeitura da
cidade para fazer um poço artesiano em benefício de uma comunidade
que vive na seca, é preciso, antes da ação, uma reflexão
profunda. O que é a seca? Que problemas ela traz? Um poço é a
melhor solução para o momento? Há outras formas de contribuir? E,
principalmente, por que devemos contribuir? Para Josca, não é
apenas o conteúdo escolar que dá gancho a esse tipo de trabalho.
"Uma notícia de jornal e até um conflito em sala de aula podem
ser mote para reflexão. É um trabalho contínuo, que nem sempre
depende do planejamento das aulas."
9.
Tempo
didático: para não errar na dose, é preciso ter objetivos claros
Muitas vezes é difícil
definir quanto tempo será gasto para desenvolver um tema, uma
atividade ou um projeto. Para não errar na medida, é fundamental
ter em mente três pontos: o que você quer ensinar, como cada um de
seus alunos aprende e como você irá acompanhar e avaliar o trabalho
da garotada. "Se o tempo previsto der errado, é porque pelo
menos um desses três itens não foi observado", afirma Regina
Scarpa. Na prática, isso significa que você deve estabelecer,
primeiramente, os objetivos e os conteúdos (seja para uma aula ou
para um projeto mais longo). Depois, pensar nas atividades a ser
desenvolvidas, baseando-se na maneira como seus alunos aprendem.
Então, considerar que é preciso tempo para avaliar, constantemente,
a produção da garotada e, dessa forma, saber se será necessário
estender a abordagem de um ou outro conteúdo, sobre o qual as
crianças apresentaram dificuldades. "É possível prever o
tempo de um projeto, apesar dessas variações no meio do caminho",
diz Regina. Por isso, é importante planejar o encerramento com certa
antecedência em relação ao fim do bimestre ou do semestre. Se
algum aluno não aprender, haverá uma folga. "Não faz sentido
o professor fazer a revisão dos textos ou ilustrar um trabalho no
lugar dos alunos porque o tempo acabou e é hora de concluir o
projeto", diz Regina.
10.
Inclusão:
a escola leva o aluno com deficiência a avançar
Receber uma criança
com deficiência não deve ser motivo de angústia. Cada vez mais a
inclusão escolar tem sido discutida no meio educacional, e os
professores hoje conseguem encontrar, em parceria com os pais, a
coordenação da escola e os especialistas nas deficiências,
caminhos seguros para trabalhar. "A escola serve para ampliar os
conhecimentos dos estudantes. Por isso, o primeiro passo é procurar
saber o que o aluno com deficiência já sabe e quais são as
possibilidades que ele tem de aumentar esses conhecimentos",
ressalta Maria Teresa Eglér Mantoan, da Universidade Estadual de
Campinas. Procure descobrir como tem sido a experiência da criança,
pesquisando seu histórico escolar e trocando informações com os
pais e os professores das séries anteriores. Se ela estiver
recebendo atendimento educacional especializado no contra turno em
alguma instituição, é importante conversar com os especialistas ao
longo de todo o ano para acompanhar seu desenvolvimento. Isso pode
ajudar muito a planejar as aulas, definir estratégias e escolher os
melhores materiais o que é bom não só para o aluno com deficiência
mas para a turma toda. Se sua escola já oferece esse atendimento, a
parceria com o professor especialista se dará de maneira ainda mais
efetiva, pois o contato é diário. No caso de haver uma criança
cega, esse profissional pode, por exemplo, ajudar você a elaborar
materiais concretos para ensinar um conteúdo de Matemática (como
figuras geométricas feitas em relevo, com tinta plástica ou
sementes coladas no papel). "O professor deve receber essa
criança como ele recebe todas as outras. Ela é, acima de tudo, um
aprendiz", afirma Maria Teresa.
11.
Matemática:
interação entre os conteúdos é essencial
O melhor caminho para
garantir o aprendizado da turma é relacionar os conteúdos
matemáticos e mostrar como eles se complementam. Isso é o que dá
significado ao estudo. Geralmente, os tópicos aparecem de forma
fragmentada, como se não tivessem nenhuma ligação entre si. Na
prática, é como ensinar multiplicação com o objetivo de fazer o
aluno calcular mais rapidamente e de cabeça, sem fazer nenhuma
relação com situações em que a operação é necessária. "O
professor deve organizar os temas de forma que possam ser vistos como
uma rede de significados", aponta Maria Sueli Cardoso,
selecionadora do Prêmio Victor Civita. Por exemplo: em vez de pedir
à turma apenas para calcular quanto é 2 x 4, é possível pedir
para desenhar em um papel quadriculado duas colunas com quatro
linhas. Assim todos perceberão que 2 x 4 é igual a 8 quadradinhos.
Esse resultado significa também a área de um retângulo (com 2
unidades de altura e 4 de comprimento). Nesse tipo de atividade,
estão relacionados multiplicação, figura geométrica e perímetro.
"É sempre interessante que o aluno compreenda que um mesmo
assunto pode ser estudado sob vários aspectos", diz Sueli.
12.
Língua
Portuguesa (1ªa 4ª): mais importância para a oralidade
Atividades de leitura e
escrita aparecem muito nas primeiras séries do Ensino Fundamental.
Mas e a oralidade, onde fica? Para Eliane Mingues, selecionadora do
Prêmio Victor Civita, é importante criar situações em que as
crianças utilizem as três práticas. Elas podem elaborar uma
coletânea de contos ou poemas; um livro de receitas; ou o encarte de
um CD com as canções preferidas da turma. Para fazer a coletânea
de poemas, por exemplo, a garotada tem que ler, selecionar, recitar e
escrever as poesias. Essas situações ensinam a leitura e a escrita
e também a oralidade, o que será útil para a vida dentro e fora da
escola. "Alunos que não vivem situações de fala formal em
sala de aula podem demorar mais para construir esse conhecimento",
afirma. Surge, assim, a dificuldade em se expressar, elaborar
apresentações e criar argumentos sobre o que pensam. O mesmo vale
para a dificuldade em anotar, pesquisar e resumir. "Quando as
crianças já estão alfabetizadas, pode-se focar em atividades que
dão mais autonomia em relação à leitura e à escrita, como a
entrevista", sugere Eliane. A atividade proporciona uma situação
comunicativa em que os alunos precisam escrever um texto de gênero
específico para leitores reais e que será publicado no mural ou
boletim da escola.
13.
Língua
Portuguesa (5ªa 8ª): gramática como uma ferramenta
É importante não
separar o estudo das regras da língua da leitura e produção
escrita. "A reflexão sobre os mecanismos da língua produz um
aprendizado mais consistente quando é feita misturada ao ler e
escrever", afirma o selecionador do Prêmio Victor Civita
Ricardo Barreto. Para envolver a garotada no ensino da gramática, um
bom caminho é associá-la a situações concretas. Transformar um
texto formal em coloquial, comparando as palavras e as estruturas que
foram alteradas, é um bom exercício. Escrever uma reclamação a
uma autoridade e, em seguida, contar o fato a um amigo, também por
carta, é outra
opção. "A idéia
é levar o aluno a perceber as possibilidades da língua sem ter de
decorar regras", diz Barreto. Ele destaca mais uma estratégia:
fazer os estudantes pesquisarem as diferenças entre textos de
diversos gêneros, como o de divulgação científica, a crônica e a
notícia. Durante a leitura, eles acabarão comparando os elementos
gramaticais utilizados em cada um. "Por fim, o professor pode
solicitar ao aluno que escreva sobre o que aprendeu. Essa prática
também estimula a reflexão sobre a língua."
14.
Língua
Estrangeira: as palavras precisam de contexto
Ninguém esquece sua
língua materna quando aprende uma língua estrangeira. O que
acontece é bem o contrário: quanto mais o aluno utiliza o
conhecimento que adquiriu em sua vivência e sobre o próprio idioma,
melhor entende uma segunda língua. Por exemplo: certa vez uma
empresa lançou uma campanha publicitária com o slogan Put a tiger
in your tank. "Para entender a mensagem, não basta saber o
significado de cada palavra. É preciso conhecer uma série de
elementos prévios", afirma a selecionadora do Prêmio Victor
Civita Celina Bruniera. "Ajuda, por exemplo, conhecer as
características do texto publicitário e saber que o tigre
representa força e agilidade e que é o símbolo de uma
distribuidora de combustível." Outro exemplo: lendo a palavra
engaged isolada, o aluno terá mais dificuldade de entender seu
sentido do que se vê-la na fechadura da porta de um banheiro
público. "Se disserem a ele que, ao girar a fechadura, a
palavra desaparece e, em seu lugar, surge vacant, será mais fácil
concluir que vacant significa vago e engaged ocupado." Celina
ressalta, no entanto, que, ao tentar tornar o ensino interessante,
muitos professores se esquecem dos gêneros textuais e abusam de
atividades lúdicas sem contextualização. Disso surgem palavras
cruzadas e joguinhos que só ajudam a decorar palavras.
15.
História:
de olho no presente para transformar o futuro
Estudar história local
com a turma é uma prática muito comum e pode ser uma experiência
importante e enriquecedora desde que o resultado não se torne uma
mera coletânea de curiosidades, hábitos e causos sobre o lugar e
seus moradores. Por isso, ao pensar nos conteúdos que serão
abordados durante o ano, é preciso levar em conta as respostas para
algumas perguntas que você deve fazer a si mesmo: posso com isso
contribuir para transformar minha região? Em que esse assunto
ajudará meu aluno em sua vida diária e no seu processo de formação
como cidadão? Como fazer com que ele tenha uma aprendizagem
significativa? "Em cada contexto social, político e geográfico
as respostas são diferentes. Portanto, só o professor tem reais
condições de respondê-las e de formular as melhores propostas
didáticas", diz o selecionador do Prêmio Victor Civita Daniel
Helene. "O importante é levar os alunos a enxergar a realidade
com um olhar crítico." No norte do Maranhão, por exemplo,
algumas empresas usam mão-de-obra infantil. Por que não estudar a
história local para compreender essa problemática? Em alguns
municípios de Rondônia, na fronteira com a Bolívia, muitos
estudantes discriminam os colegas vindos do país vizinho. Estudar a
formação dessas cidades é um caminho para combater o preconceito.
Ações como essas, baseadas em problemas que exigem solução
imediata, tornam o ensino de História dinâmico.
16.
Geografia:
ela não está só nos mapas mas também no cotidiano
Para que essa
disciplina faça sentido desde a Educação Infantil, uma boa
seqüência de conteúdos é fundamental. Caso contrário, conceitos
como ordem, hierarquia e proporção — importantes para a área —
não serão assimilados pelas crianças. Segundo Sueli Furlan,
selecionadora do Prêmio Victor Civita, as primeiras noções de
Geografia são adquiridas ainda na pré-escola. Para que a criança
aprenda cartografia, por exemplo, deve-se partir do conhecimento
prévio que cada uma delas possui. "Para calcular uma distância,
os alunos podem usar objetos de diferentes tamanhos, passadas, o
palmo ou um barbante", exemplifica. Dessa forma, ao chegar à 1ª
série, eles já adquiriram conhecimento sobre espacialidade e
hierarquia. Daí em diante, brincadeiras e jogos ajudam. No futebol,
conhecer as posições dos jogadores faz a turma assimilar noções
de perto, longe, ao lado, fora, dentro e lateral direita e esquerda.
De 5ª a 8ª série, é hora de usar os mapas como fonte de
informação para o estudo do mundo em que vivemos. Os alunos devem
estudar como se produz a cartografia, quais são suas fontes de
informação e qual o papel das cores, dos números e dos símbolos
nos mapas.
17.
Educação
Infantil: o segredo é a autoconfiança do professor
Ouve-se muito que o
professor de creche e de pré-escola não pode ser autoritário e que
deve se basear no interesse da turma. Mas o verdadeiro responsável
pela definição dos temas e das atividades a ser desenvolvidas é
ele mesmo. Deixar a cargo dos alunos essa escolha não é sinônimo
de liberdade nem demonstra uma postura pedagógica avançada. "O
professor precisa conhecer o modo como as crianças aprendem e como
se desenvolvem e levar isso em conta na hora de planejar cada aula",
afirma a selecionadora do Prêmio Victor Civita Regina Gomes Sodré.
Segundo ela, deve-se compartilhar com as crianças algumas etapas do
trabalho — pois isso também ensina a estudar e a planejar —, mas
sem deixar que elas tomem todas as decisões. Na construção de uma
maquete, por exemplo, vale uma conversa com os alunos sobre o
material a ser utilizado e sobre o que será representado, além de
fazer com eles um cronograma, que será utilizado ao longo do
trabalho. Esta é a melhor maneira de envolver as crianças e
garantir o interesse pela aula: escolher temas adequados à faixa
etária, que sejam relevantes do ponto de vista cultural, estejam
relacionados ao local em que a escola está inserida e sejam
propostos de forma instigante.
18.
Educação
Física: o programa vai além do conteúdo esportivo
Segundo os Parâmetros
Curriculares Nacionais (PCN), as aulas de Educação Física devem
trazer discussões sobre assuntos como ética, cidadania, respeito às
diferenças e cooperação. O cuidado constante com essas questões é
essencial e se aplica até mesmo durante um campeonato de futebol.
Sempre os escolhidos para formar os times são os mais hábeis e
competitivos. Ficam para trás aqueles que, por algum motivo, têm
dificuldade para jogar. "Cabe ao professor discutir o problema
claramente e perguntar por que foi escolhido este e não aquele
aluno", afirma Paulo Henrique Nilo Monteiro, selecionador do
Prêmio Victor Civita. "Essas respostas vão permitir a ele
trabalhar a questão das diferenças, que não se restringem às
habilidades físicas, mas que são também socioeconômicas e
culturais." Discussões desse tipo podem fazer parte da vivência
diária dos alunos. "Não adianta apenas falar sobre as
diferenças e continuar propondo somente atividades clássicas, como
os jogos esportivos", afirma Monteiro. Para ele, uma boa
alternativa é trabalhar com os chamados jogos cooperativos, em que
são valorizados elementos como aceitação, envolvimento,
colaboração e diversão. "Joga-se com o outro e não contra o
outro. Para alcançar os objetivos é preciso esforço e dedicação."
19.
Ciências:
sem a dúvida, a turma não avança no conhecimento
"A dúvida é, por
excelência, o motor da ciência", afirma Maria Terezinha
Figueiredo, selecionadora do Prêmio Victor Civita. "O
questionamento deve fazer parte da aula do início ao fim." Em
classe, enquanto os assuntos são trabalhados, você pode estimular
os alunos a fazer também suas perguntas. Ao estudar a fotossíntese
acompanhando a germinação de alguns feijões, por exemplo,
experimente questionar a turma: o que tem dentro da semente? Por que
comemos feijão? "Quando o professor estimula o aluno a elaborar
perguntas, está instigando sua capacidade de enxergar o feijão de
um jeito diferente do que é apresentado ali", afirma. A dúvida
leva a criança a uma ação investigativa sobre o problema,
aproximando-a do conhecimento. "Sem reflexão e investigação,
a ciência não progride. Como pesquisar se não há algo a
descobrir?", indaga Maria Terezinha. Ao se questionar, a criança
verá que há inúmeras coisas que a ciência ainda não desvendou.
"O professor precisa mostrar que muitos conceitos hoje aceitos
são passíveis de mudança, pois a ciência é dinâmica."
20.
Artes:
uma disciplina que também se ensina e se aprende
As aulas de Artes não
dependem do talento ou da sensibilidade dos alunos. A disciplina
funciona como qualquer outra: existe um conteúdo, que pode ser
ensinado — e aprendido por todos. Segundo a consultora Zá Marisa
Szpigel, de São Paulo, um bom caminho é mesclar a visão
tradicional do ensino da matéria (em que o estudante baseia seu
trabalho em modelos já prontos) com a menos convencional (em que o
professor valoriza a espontaneidade da criança para criar). Com base
nessa interação, o professor propõe modelos e também cria
situações para que o aluno utilize as próprias idéias para
transformar as referências que possui. Ele pode, por exemplo,
apresentar uma pintura famosa como referência. Ao pintar, a criança
não deve, no entanto, fazer uma cópia fiel ou dominar as mesmas
técnicas que o artista. O que vale é a criatividade. O aluno define
quais materiais usar, se prefere trabalhar sozinho ou em grupo e
quanto tempo necessita para as tarefas. Essas oficinas dão ao
professor a chance de apresentar os conteúdos e ao mesmo tempo
explorar as capacidades dos alunos sem cobrar deles uma produção
artística primorosa. Todos têm a mesma oportunidade de criar, a seu
modo, sem ser comparados. "Ao propor ao aluno desenhar uma
paisagem, não se deve dizer de que modo ele fará isso ou que tom de
verde usará na grama", recomenda Zá.
Bibliografia
A prática do planejamento participativo, Danilo Gandin, Ed. Vozes
Avaliação nas práticas de ensino e estágios, Zelir Salete Busato,
Ler e escrever na escola: o real, o possível e o necessário, Delia Lerner, 128 págs., Ed. Artmed,
O jogo do contrário em avaliação, Jussara Hoffmann, Ed. Mediação.
Planejamento em destaque: análises menos convencionais, Maria Luisa M. Xavier, Ed. Mediação
Ser professor é cuidar que o aluno aprenda, Pedro Demo, 88 págs., Ed. Mediação
5 de nov. de 2013
18 de out. de 2013
PARA NÃO ESCORREGAR NO PORTUGUÊS
Separamos algumas dicas para te ajudar a não escorregar no português:
A/Há: Por incrível que pareça, ainda é muito confundido o uso dos dois vocábulos. Nesse caso, o que vale é dizer que, quando se refere a tempo decorrido, a forma correta é a segunda.
A vista/À vista: A crase, como todo mundo sabe, é usada quando referida em palavras femininas. Por tanto, a segunda forma é a correta.
Anexo/anexa/em anexo: Quem nunca ficou em dúvida nesse caso? O esclarecimento é o seguinte: “anexo” é adjetivo e deve concordar com o substantivo a que se refere, em gênero e número.
E nem/nem: Poucos sabem, mas a conjunção “nem” significa “e não”. Sendo assim, a segunda forma é a certa.
Hora/ora: Surpreendentemente, a expressão “por hora”, com “h”, refere-se ao tempo, a marcação em minutos. Já a “por ora”, dá a ideia de “no momento” ou “agora”. É um advérbio de tempo.
Maiores informações/ mais informações: Muita gente ainda tem dúvidas sobre as duas formas. Para esclarecer, pode-se afirmar que o vocábulo “maior” é comparativo e não é pertinente nesse sentido.
No aguardo/ ao aguardo: Esse é muito recorrente e também muito usado equivocadamente. O correto é o segundo, porém o mais usado é o primeiro.
O mesmo/ele: Sabemos que é difícil às vezes buscar sinônimos para substituir determinada palavra usada inúmeras vezes num texto. Porém, é importante lembrar que o “o mesmo” não pode fazer esse papel. O jeito é recorrer ao “ele”.
Mão-de-obra/mão de obra: O correto é o segundo. Vale ressaltar que é necessário estar ciente dos termos que possuem hífen, fruto de gerações de erros excessivos.
28 de set. de 2013
4 de ago. de 2013
26 de jul. de 2013
Ação do Coração
Visita à Embaixadora da a Ação do Coração/ Brasil -Marcia Eloriaga
para entrega dos corações confeccionados pela equipe do CMST
A Campanha Ação do Coração, ocorrerá dia 2 de agosto, onde serão distribuidos mais de 10 mil corações que simbolizam a busca de um mundo melhor, sem guerras e com mais amor ao próximo.
A organizadora da campanha no Cemas, Márcia Eloriaga, afirmou que a nobre causa conta com as mesmas diretrizes do programa realizado na unidade que oferece acolhimento aos atendidos antes das consultas. “A Ação do Coração busca promover valores como a união de todos para propagar o amor, o respeito e a paz. Seguindo esta linha, a confecção dos corações pelos pacientes faz com que o ambiente de uma unidade de saúde fique mais agradável e desta forma ocorra uma mudança de comportamento”.
Um estande foi montado no Cemas especialmente para a produção das peças. Márcia comentou que atualmente as pessoas logo que entram no Cemas, já procuram o espaço para iniciarem os trabalhos. A organizadora está programando para próxima semana uma oficina reunindo todos os participantes para encerrar oficialmente as atividades. “Existe a possibilidade de darmos continuidade a confecção dos corações na unidade ao longo do ano”.
13 de jul. de 2013
8 de jul. de 2013
6 de jul. de 2013
Como ajudar lidar com a malcriação do seu filho pequeno
Desde bem pequenas as crianças devem ser ensinadas a agir com respeito e a se comportar bem
"Que menino malcriado!". Não é raro ouvir essa frase partindo dos próprios pais em relação a seus filhos. Nessas ocasiões, vale a pena refletir: o que quer dizer malcriado? Malcriado é aquele que não recebeu boa criação, que não teve boa educação. E quem são os principais responsáveis pela criação e educação dos filhos? Sim, são os pais.
A melhor forma de evitar as atitudes malcriadas dos filhos é ensinando desde cedo às crianças a ter respeito pelos outros. E também orientando sobre como se portar bem nos diferentes ambientes sociais. Isso se faz estabelecendo limites e principalmente dando o exemplo. "Muitas vezes a falta de educação vem da falta de limites. As crianças precisam de parâmetros que devem ser dados pelo adulto. Elas necessitam da ajuda do adulto para conseguir conviver socialmente, para saber o que é ou não é aceito pela sociedade", diz Daniela Munerato, orientadora da Educação Infantil da Escola da Vila, de São Paulo.
1. A partir de que idade os pais devem começar a educar os filhos para agir com respeito em relação aos outros?
Esse é um ensinamento que deve começar desde os primeiros anos de vida. Mesmo quando a criança ainda não sabe falar ou se expressar bem, ela começará a aprender pelo exemplo dado pelos adultos. Afinal, educar é dar modelo, conforme ressalta a psicóloga Aurea de Oliveira, coordenadora Colégio Augusto Laranja, de São Paulo. "Tratar a criança com respeito e educação é dar melhores condições para ela aprender a fazer o mesmo", afirma.
Fonte:http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento
A melhor forma de evitar as atitudes malcriadas dos filhos é ensinando desde cedo às crianças a ter respeito pelos outros. E também orientando sobre como se portar bem nos diferentes ambientes sociais. Isso se faz estabelecendo limites e principalmente dando o exemplo. "Muitas vezes a falta de educação vem da falta de limites. As crianças precisam de parâmetros que devem ser dados pelo adulto. Elas necessitam da ajuda do adulto para conseguir conviver socialmente, para saber o que é ou não é aceito pela sociedade", diz Daniela Munerato, orientadora da Educação Infantil da Escola da Vila, de São Paulo.
1. A partir de que idade os pais devem começar a educar os filhos para agir com respeito em relação aos outros?

Esse é um ensinamento que deve começar desde os primeiros anos de vida. Mesmo quando a criança ainda não sabe falar ou se expressar bem, ela começará a aprender pelo exemplo dado pelos adultos. Afinal, educar é dar modelo, conforme ressalta a psicóloga Aurea de Oliveira, coordenadora Colégio Augusto Laranja, de São Paulo. "Tratar a criança com respeito e educação é dar melhores condições para ela aprender a fazer o mesmo", afirma.2. Como agir quando a criança faz birra?
Em situações em que a criança se descontrola, o adulto deve ser firme, sem ser agressivo. "Deve mostrar os limites, sem agressão e sem desrespeitar a criança. E deve oferecer outras opções (de ação, de palavras, de atitudes) para mostrar como se pode controlar a situação em questão", diz Aurea de Oliveira, coordenadora Colégio Augusto Laranja, de São Paulo. É muito importante que o adulto não perca o controle nessas horas e não deixe a criança assumir o comando. "Atualmente vemos muitas crianças assumindo o papel do adulto, decidindo pelos pais, agindo como donas da palavra em um mundo que gira em torno dela e onde ela tratada como um príncipe ou princesa", afirma Daniela Munerato, orientadora da Educação Infantil da Escola da Vila, de São Paulo.3. Como ensinar as crianças pequenas a pedir por favor, a agradecer e a falar de forma educada?
O aprendizado é feito aos poucos, conforme a criança vai vivenciando as situações e observando os exemplos dados pelos adultos. "Esse ensino é, na verdade, uma construção que acontecerá progressivamente. É vivendo situações em que essas palavras façam sentido que a assimilação acontecerá", explica Daniela Munerato, orientadora da Educação Infantil da Escola da Vila, de São Paulo.4. Meu filho ainda é muito pequeno. Posso relevar as malcriações que ele faz?
Muitos pais tendem a desculpar ou a deixar para lá as malcriações dos filhos pelo fato de acharem que eles ainda são pequenos demais para serem corrigidos. "As crianças não são pequenas para compreender que as boas relações são geradas por boas ações. Cada vez que o adulto deixa de intervir, está aprovando a atitude do filho. Então essas atitudes vão se tornando parte do repertório de ação daquela criança. Mudar depois será muito mais difícil", alerta Daniela Munerato, orientadora da Educação Infantil da Escola da Vila, de São Paulo.5. O que fazer quando uma criança pequena fala palavrão?
A criança pequena repete tudo que ouve. Quando isso acontecer, cabe ao adulto mostrar que esse não é um comportamento adequado. "Se o adulto rir ou achar graça na atitude da criança, tornará a conduta aceita e a criança vai sentir que está agradando quando falar a palavra, quando na verdade é o inverso", diz Daniela Munerato, orientadora da Educação Infantil da Escola da Vila, de São Paulo. Aurea de Oliveira, coordenadora Colégio Augusto Laranja, de São Paulo, acrescenta que achar graça quando o filho fala palavrão ou faz uma malcriação só mostra a falta de limites e a incoerência dos adultos. "Se falar palavrão é algo que se reprove, deve-se mostrar à criança a sua reprovação e ensiná-la o que é o correto", afirma6. Devo repreender meu filho pequeno quando falar palavrão?
Quando a criança é bem pequena, deve-se explicar a ela que o palavrão é uma expressão do universo dos adultos e tentar encontrar com a criança uma palavra do universo infantil que ela possa usar para se expressar, conforme diz Daniela Munerato, orientadora da Educação Infantil da Escola da Vila, de São Paulo. Porém deve se ter em mente que as palavras - sendo consideradas ou não "palavrões" - não devem ser usadas com a intenção de ofender ninguém.Se a criança pequena achar graça em falar palavrões, mostre que ela não deve repetir essas palavras, mas que há outras que podem ser ditas e que também podem ser engraçadas. "Deixe a criança falar palavras diferentes, inventadas, fazer sons engraçados. Se o adulto somente repreender a criança, ela vai saber que se desejar provocá-lo, usar aquela palavra será uma boa ideia", diz.Fonte:http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento
26 de jun. de 2013
13 de jun. de 2013
8 de jun. de 2013
SALA DE AULA: Disciplina ou Procedimento
Disciplina ou Procedimento
Este artigo da pedagoga e psicopedagoga Roseli Brito apresenta algumas dicas de como trabalhar a disciplina em sala de aula, mudando apenas o procedimento.
O PROBLEMA NÃO É A DISCIPLINA
Todos os dias os Professores estão às voltas em preparar o Plano de Aula ou o Semanário com as aulas a serem dadas naquela semana. As tarefas são planejadas, os materiais são separados. Ele crê que ao fazer desse modo, os alunos aprenderão, e se algo der errado simplesmente aplica a disciplina.
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Então….. algo dá errado e os problemas aparecem. O Professor procura preparar a aula seguinte perguntando-se o que ele pode fazer para conseguir a atenção dos alunos, ou motivá-los a empenharem-se nas aulas. Acreditando que alunos mais atentos e motivados oferecerão menos problemas de disciplina.
Mas, no dia seguinte o ciclo repete-se e o Professor continua tentando lidar com a falta de disciplina dos alunos.
O problema é que a maioria dos Professores não gastam nenhum tempo gerenciando as suas salas de aula. Se os procedimentos de gerencimento de sala de aula fossem ensinados, a maioria dos problemas de disciplina na sala desapareceria e mais tempo sobraria para ensinar.
Você entra na sala de aula munida com os materiais e o Plano de Aula, naquele dia você até criou uma aula mais divertida para prender a atenção dos alunos, porém isso não é o suficiente.
Se você ainda não criou procedimentos para: prender a atenção dos alunos, distribuir as tarefas, entrar na sala de aula, registro da aula no caderno, trabalho em grupo, procedimentos para faltas e atrasos, entregas de trabalhos e tarefas, apresentação de seminários, procedimentos para quando um aluno finaliza as tarefas antes de todos e um sem número de outras situações que necessitam de novos procedimentos, então lhe digo que quem controla a sala de aula não é você e sim os seus alunos. Eles é que de fato estão gerenciando a sua sala de aula do jeito que eles querem.
Um Professor eficiente é um mestre no gerenciamento da sala de aula, pois ele sabe que o sucesso do aluno apenas ocorrerá quando o ambiente da sala de aula estiver organizado e estruturado para que o aprendizado possa ocorrer. E isso só acontece quando o aluno está realmente engajado na execução das tarefas.
Gerenciamento da Sala de Aula e Disciplina não são a mesma coisa. O Professor não disciplina a sala de aula, ele gerencia a sala de aula. Nenhum aprendizado ocorre quando você fica o tempo todo disciplinando. Tudo que a disciplina faz é minimizar um comportamento incorreto, porém não garante aprendizado. O aprendizado só ocorre quando os alunos estão concentrados na realização das tarefas.
- DISCIPLINA: tem a ver em como os alunos se COMPORTAM
- PROCEDIMENTOS: tem a ver em COMO as coisas devem ser FEITAS
- DISCIPLINA: tem a ver com punição e recompensas
- PROCEDIMENTOS: não existe punição e nem recompensas
A grande maioria dos problemas que os Professores chamam de `problemas de comportamento`, nada tem a ver com indisciplina. O problema número um na educação não é a falta de disciplina, é a falta de procedimentos e rotinas que acabam deixando os alunos `no escuro`sem saber como proceder na sala de aula.
Para que os alunos saibam o que se passa na cabeça do Professor é necessário que o mesmo se manifeste criando os procedimentos e rotinas para o bom funcionamento da aula.
PORQUE OS PROCEDIMENTOS SÃO IMPORTANTES ?
Os alunos aceitam prontamente a idéia de ter um conjunto bem definido de procedimentos, porque isso simplifica o seu dia a dia. Procedimentos eficientes possibilitam que várias tarefas sejam realizadas dentro do tempo previsto, com o mínimo de confusão e perda de tempo.
Quando os procedimentos não são estabelecidos, muito tempo da aula é gasto na organização e realização das atividades. Como resultado surgem os comportamentos indesejáveis e então gasta-se mais tempo tentando colocar ordem no ambiente.
Os procedimentos são o alicerce que dão sustentação ao aprendizado dos alunos. O rendimento final dos alunos está intrinsecamente ligado a como o Professor estabelece o controle da sala de aula por meio dos procedimentos criados logo na primeira semana de aula.
PROCEDIMENTOS PARA A SUA SALA DE AULA
Alguns dos procedimentos que logo de início todo Professor deve ensinar aos alunos incluem:
♥ Entrada na sala de aula: Será em fila? Sozinhos ou acompanhados do Professor? Professor estará aguardando na porta para recebê-los? As carteiras estarão identificadas no primeiro dia? Cada um escolhe o lugar que quiser para sentar ?
♥ Saída no término da aula: 10 minutos antes do sinal todos devem começar a guardar o material e arrumar as carteiras? só depois que der o sinal é que será permitido começar a arrumar os materiais? Alunos saem em fila ou não ? Saem primeiro os meninos e depois as meninas? Saem todos juntos com o Professor? Saem apenas quando a sala de aula estiver em ordem?
♥ Retorno do intervalo: Podem entrar ainda comendo o lanche e tomando o refrigerante? Podem entrar depois que todos já estiverem na sala? Qual a tolerância permitida para retornar do intervalo? Podem mascar chicletes durante a aula? Podem levar garrafinhas de água para a sala? O que acontece se o aluno não retornar à sala de aula no horário estipulado?
♥ Atraso e faltas: Qual a tolerância para o atraso? Após o prazo tolerado qual será a consequência? Quem a aplica? Em caso de falta como o aluno ficará a par das tarefas dadas? Qual o prazo será dado para que o aluno coloque em ordem o caderno?
♥ Mantendo o silêncio na sala: Para que os alunos se acalmem e prestem atenção no Professor é preciso criar um sinal para que eles saibam que você quer a atenção deles. Pode ser: sempre que você levantar a mão, ou fechar a porta, ou colocar a sua cadeira na frente do quadro negro, ou simplesmente ficar em pé com as mãos para trás, ou ainda fazer uma contagem regressiva do tipo 5, 4,3,2,1,0.
♥ Como a aula será iniciada: Será com uma roda de conversa? Uma oração? Uma música? com o roteiro da aula já escrito no quadro negro?
♥ Esclarecimento de dúvidas: O aluno deverá levantar a mão durante a explicação? Após a explicação? Deverá ir até a mesa do Professor após a explicação? O Professor irá até a carteira do aluno esclarecer? Haverá um plantão de dúvidas após a aula?
♥ Trabalhos/Tarefas entregues fora do prazo: Serão aceitos ou não? A pontuação sofrerá alteração de quanto? Como os trabalhos devem ser entregues: digitados ou manuscritos?
♥ Trabalhos em grupos: Os grupos serão sorteados pelo Professor ou os alunos poderão escolher quem quiser? Os grupos serão de quantos alunos? Caso um dos integrantes não esteja se empenhando? No caso de plágio ? No caso do trabalho ter sido feito por outra pessoa que não o aluno?
♥ Bullying: Os alunos que estiverem sofrendo intimidações dos colegas podem recorrer a quem? Quando ? Onde? Qual será a abordagem adotada para com o aluno agressor e o agredido?
ENSINANDO OS PROCEDIMENTOS:
Muitos dos problemas de comportamento na sala de aula são causados pela falha em ensinar aos alunos como seguir os procedimentos. O Professor tem de aprender como efetivamente, criar procedimentos e fazer com que os alunos os pratiquem.
Abaixo segue o resumo de um método de três passos que é muito eficaz para ensinar os procedimentos da sala de aula aos alunos:
- EXPLIQUE: Esclareça, explique e demonstre o procedimento
- PRATIQUE: Faça-os praticarem e praticarem sob sua supervisão
- REFORCE: Revise, reforce, pratique, e reforce o procedimento até que o mesmo torne-se um hábito e uma rotina para o aluno.
Tenha atividades planejadas
Manter todos os alunos ocupados e trabalhando não é um sonho, porém exige planejamento de tempo e tarefas.
Já falei da estrutura da aula, de como organizar o tempo, agora é a hora da organização das tarefas. Cada aluno tem um tempo diferente do outro, assim é óbvio que nem todos vão terminar as atividades na mesma hora.
Os alunos que finalizam as atividades antes de todos ficam com tempo OCIOSO e acabam procurando algo para fazer, e quase sempre o que eles procuram fazer atrapalha os demais que ainda estão fazendo a lição.
Então é preciso você ter um cinto de utilidades ou caixa do tesouro, chame como quiser, cheio de jogos, cartelas, atividades já estruturadas para o aluno ocupar aquele tempo com trabalho.
Para os alunos das séries iniciais mantenha uma caixa ou várias contendo jogos com letras, sílabas, alfabetos móveis, pequenos quebra-cabeças de letras, jogo da memória, e muitos rótulos para colagem . Dependendo da série mantenha também cruzadinhas e joguinhos envolvendo as 4 operações básicas de matemática.
Já para o Fundamental II e Médio mantenha folhas de gibis ou HQs com os balões em branco para que os alunos criem os textos. Mantenha também, pequenos artigos com assuntos da atualidade , bem como jogos de raciocínio e desafio mental.
As possibilidades são infinitas, basta levantar as necessidades e interesses dos alunos e traçar os SEUS objetivos, assim todos ganham, e ninguém fica desocupado na sala de aula.
DICAS PARA REUNIÃO DE PAIS
DICAS PARA A REUNIÃO DE PAIS
Lidar com o ser humano não é uma tarefa fácil. Para o Professor isso fica ainda mais difícil quando chega o momento das Reuniões de Pais, que é um momento carregado de muita tensão emocional.Para você brilhar na próxima reunião de pais, aqui vão algumas dicas para você usar:
♥ CONVIDE O PAI E A MÃE: Encoraje ambos os pais para que venham na reunião. Mal entendidos serão evitados se ambos os pais ouvirem o que você tem a dizer.
♥ ESTABELEÇA e firme contato muito antes da Reunião de Pais. Informe sempre aos pais o que os filhos devem estudar, quando tem lições e trabalhos para entregar, e principalmente, mantenha-os sempre informados a respeito das dificuldades e progressos do aluno. Jamais deixe para dar esse feedback apenas depois que as notas estiverem fechadas.
♥ REUNIÃO SEM PRESSA: Jamais faça reunião com pressa. Planeje o tempo que for necessário de modo que todos os assuntos sejam abordados de maneira apropriada. Quando a Reunião for individual, 20 a 30 minutos é adequado.
♥ ESTEJA PRONTA para todo tipo de perguntas. Esteja preparada para responder todo o tipo de perguntas que os pais venham a ter. Ocorrerão perguntas específicas, difíceis ou ainda as indelicadas. Mantenha sempre o domínio das suas emoções e o bom humor. Jamais leve para o lado pessoal.
♥ TENHA SEMPRE SEUS REGISTROS organizados com antecedência. Tenha sempre em mãos e organizados: Diários de classe, anotações feitas na agenda do aluno, relatórios, provas/trabalhos realizados pelo aluno, e quaisquer outros registros pertinentes ao assunto em pauta. Deste modo você terá como comprovar as suas afirmações.
♥ RETIRE TODAS AS BARREIRAS FÍSICAS. Os Pais não são seus alunos, por isso jamais coloque-os para sentarem-se nas carteiras enfileiradas, ou até mesmo nas carteiras da sala do pequenininhos . Arrume o lay-out da sala de aula de um modo que todos possam ver uns aos outros (Ex. em semi-circulo, ou circulo).
♥ INIMIGA X PARCEIRA: Se você quiser ficar com a fama de inimiga no. 1 dos Pais é só concentrar nos DEFEITOS do aluno. A solução para ser parceira dos Pais é concentrar nos TALENTOS, e quando houver problemas, foque nas NECESSIDADES do aluno. Falar para os Pais: “seu filho é indisciplinado e só arruma briga com os amigos”, é diferente de: “constatei que o João apresenta dificuldades em relacionar-se com os amigos, por isso gostaria de discutir algumas sugestões para ajudá-lo a superar esta questão”.
♥ SEJA ESPECÍFICA NOS COMENTÁRIOS: Os Pais podem se perder nos comentários generalizados. Ao invés de dizer “Ela não assume responsabilidades”, focalize no problema apontando “Maria teve a semana inteira para terminar o trabalho, no entanto ela apenas escreveu e entregou dois parágrafos”.
♥ OFEREÇA UM PLANO DE AÇÃO PARA OS PAIS: Muito mais que receber orientações, os Pais apreciam ter um plano de ação para seguir. Assim, se a Maria não é responsável, será apreciado sugerir aos pais dar a ela uma lista de tarefas semanais ou ainda permitir que ela encarregue-se de tomar conta do bichinho de estimação. Quando você oferece conselhos, faça com que os pais saibam que você está apenas fazendo uma sugestão e caberá a eles escolher as melhores estratégias conforme o perfil da família.
♥ ESQUEÇA O PEDAGOGUÈS: Jamais utilizar-se do “pedagoguês” com frases do tipo: “a coordenação motora fina”, “o processo de ensino aprendizagem”, “está na fase silábica-alfabética”, são frases sem sentido para muitos Pais.
♥ DOMÍNIO PRÓPRIO: Pode ocorrer de você deparar-se com Pais que mostram-se abusivos ou hostis. Jamais fique na defensiva, pois isso revela fraqueza e insegurança, e coloca em dúvida tudo o que você tiver que falar adiante. Tente não ser rude, qualquer que seja a provocação ou o comentário sarcástico. Ouça de modo polido e educado. Se esta situação ocorrer durante a Reunião Bimestral de Pais, proponha aos Pais agendar horário específico para tratar em particular. Verifique com a Escola qual o procedimento adotado.
♥ FOCALIZE NOS PONTOS FORTES: É muito fácil para os Pais sentirem-se na defensiva, pois muitos deles se veem nos filhos. Você poderá ajudar se levantar as áreas onde estão os pontos fortes do aluno e as áreas que precisam ser melhoradas, ao invés de criticar e apontar apenas as fraquezas.
♥ USE A LINGUAGEM CORPORAL A SEU FAVOR: A linguagem não verbal pode ser sua alidada ou sua inimiga. O seu corpo fala, e expressa sempre o que você sente e pensa. É esta linguagem que os Pais estarão atentos, antes mesmo de você começar a falar.
♥ ENFOQUE NA COLABORAÇÃO: Faça com que os Pais saibam que você quer trabalhar em aliança com eles, no melhor interesse da criança. Um comentário do tipo “Você precisa comparecer na escola o mais rápido possível para discutirmos as dificuldades do João”, apenas inflama hostilidade nos Pais. O seguinte comentário diz a mesma coisa de um modo mais proativo: “Constatei que o João está encontrando algumas dificuldades, então gostaria de conversar com você para que juntas possamos encontrar as melhores alternativas para ajudá-lo a superar esses problemas”.
♥ OUÇA O QUE OS PAIS TEM A DIZER: A despeito do fato de que nós gastamos um terço de nossas vidas ouvindo, muitos adultos são péssimos ouvintes. Para que você obtenha o máximo de todas as reuniões de Pais procure realmente ouvir o que eles dizem e principalmente COMO eles dizem. Observe a linguagem corporal deles. Você vai se surpreender com os aprendizados que vai tirar dessas obervações.
♥ CONCENTRE-SE NA SOLUÇÃO, NUNCA NOS PROBLEMAS: Idealmente falando todas as reuniões de pais deveriam apenas abordar coisas positivas, os sucessos e as conquistas. Realisticamente falando, a situação é bem diferente. As reuniões de Pais acontecem porque existem problemas. Entretanto todas as reuniões poderão transcorrer dentro da cordialidade e paz sempre que você focar nas soluções ao invés de ficar se concentrando no problema do aluno. Discuta o que você e os Pais podem fazer para ajudar a melhorar ou resolver a situação. Estabeleçam, juntos, um Plano de Ação com tarefas para todos realizarem (Você, os Pais, e o Aluno)
♥ FECHAMENTO: Antes que a reunião finalize, faça o fechamento da conversa e deixe claro quais ações você e os pais decidiram implementar.
♥ MANTENHA UM REGISTRO DA REUNIÃO: Será muito útil você manter um breve relato do que foi discutido na reunião. O que foi dito, sugerido, e estabelecido para ser realizado. Após a reunião, faça as anotações enquanto os detalhes ainda estiverem frescos na memória.
Como você pode observar, interagir com as pessoas requer lidar com uma alta carga de emoções que envolvem expectativas, frustrações, medos e incertezas, por isso esteja atenta a essas dicas e você vai arrasar na próxima reunião de pais.
♥ ESTABELEÇA e firme contato muito antes da Reunião de Pais. Informe sempre aos pais o que os filhos devem estudar, quando tem lições e trabalhos para entregar, e principalmente, mantenha-os sempre informados a respeito das dificuldades e progressos do aluno. Jamais deixe para dar esse feedback apenas depois que as notas estiverem fechadas.
♥ REUNIÃO SEM PRESSA: Jamais faça reunião com pressa. Planeje o tempo que for necessário de modo que todos os assuntos sejam abordados de maneira apropriada. Quando a Reunião for individual, 20 a 30 minutos é adequado.
♥ ESTEJA PRONTA para todo tipo de perguntas. Esteja preparada para responder todo o tipo de perguntas que os pais venham a ter. Ocorrerão perguntas específicas, difíceis ou ainda as indelicadas. Mantenha sempre o domínio das suas emoções e o bom humor. Jamais leve para o lado pessoal.
♥ TENHA SEMPRE SEUS REGISTROS organizados com antecedência. Tenha sempre em mãos e organizados: Diários de classe, anotações feitas na agenda do aluno, relatórios, provas/trabalhos realizados pelo aluno, e quaisquer outros registros pertinentes ao assunto em pauta. Deste modo você terá como comprovar as suas afirmações.
♥ RETIRE TODAS AS BARREIRAS FÍSICAS. Os Pais não são seus alunos, por isso jamais coloque-os para sentarem-se nas carteiras enfileiradas, ou até mesmo nas carteiras da sala do pequenininhos . Arrume o lay-out da sala de aula de um modo que todos possam ver uns aos outros (Ex. em semi-circulo, ou circulo).
♥ INIMIGA X PARCEIRA: Se você quiser ficar com a fama de inimiga no. 1 dos Pais é só concentrar nos DEFEITOS do aluno. A solução para ser parceira dos Pais é concentrar nos TALENTOS, e quando houver problemas, foque nas NECESSIDADES do aluno. Falar para os Pais: “seu filho é indisciplinado e só arruma briga com os amigos”, é diferente de: “constatei que o João apresenta dificuldades em relacionar-se com os amigos, por isso gostaria de discutir algumas sugestões para ajudá-lo a superar esta questão”.
♥ SEJA ESPECÍFICA NOS COMENTÁRIOS: Os Pais podem se perder nos comentários generalizados. Ao invés de dizer “Ela não assume responsabilidades”, focalize no problema apontando “Maria teve a semana inteira para terminar o trabalho, no entanto ela apenas escreveu e entregou dois parágrafos”.
♥ OFEREÇA UM PLANO DE AÇÃO PARA OS PAIS: Muito mais que receber orientações, os Pais apreciam ter um plano de ação para seguir. Assim, se a Maria não é responsável, será apreciado sugerir aos pais dar a ela uma lista de tarefas semanais ou ainda permitir que ela encarregue-se de tomar conta do bichinho de estimação. Quando você oferece conselhos, faça com que os pais saibam que você está apenas fazendo uma sugestão e caberá a eles escolher as melhores estratégias conforme o perfil da família.
♥ ESQUEÇA O PEDAGOGUÈS: Jamais utilizar-se do “pedagoguês” com frases do tipo: “a coordenação motora fina”, “o processo de ensino aprendizagem”, “está na fase silábica-alfabética”, são frases sem sentido para muitos Pais.
♥ DOMÍNIO PRÓPRIO: Pode ocorrer de você deparar-se com Pais que mostram-se abusivos ou hostis. Jamais fique na defensiva, pois isso revela fraqueza e insegurança, e coloca em dúvida tudo o que você tiver que falar adiante. Tente não ser rude, qualquer que seja a provocação ou o comentário sarcástico. Ouça de modo polido e educado. Se esta situação ocorrer durante a Reunião Bimestral de Pais, proponha aos Pais agendar horário específico para tratar em particular. Verifique com a Escola qual o procedimento adotado.
♥ FOCALIZE NOS PONTOS FORTES: É muito fácil para os Pais sentirem-se na defensiva, pois muitos deles se veem nos filhos. Você poderá ajudar se levantar as áreas onde estão os pontos fortes do aluno e as áreas que precisam ser melhoradas, ao invés de criticar e apontar apenas as fraquezas.
♥ USE A LINGUAGEM CORPORAL A SEU FAVOR: A linguagem não verbal pode ser sua alidada ou sua inimiga. O seu corpo fala, e expressa sempre o que você sente e pensa. É esta linguagem que os Pais estarão atentos, antes mesmo de você começar a falar.
♥ ENFOQUE NA COLABORAÇÃO: Faça com que os Pais saibam que você quer trabalhar em aliança com eles, no melhor interesse da criança. Um comentário do tipo “Você precisa comparecer na escola o mais rápido possível para discutirmos as dificuldades do João”, apenas inflama hostilidade nos Pais. O seguinte comentário diz a mesma coisa de um modo mais proativo: “Constatei que o João está encontrando algumas dificuldades, então gostaria de conversar com você para que juntas possamos encontrar as melhores alternativas para ajudá-lo a superar esses problemas”.
♥ OUÇA O QUE OS PAIS TEM A DIZER: A despeito do fato de que nós gastamos um terço de nossas vidas ouvindo, muitos adultos são péssimos ouvintes. Para que você obtenha o máximo de todas as reuniões de Pais procure realmente ouvir o que eles dizem e principalmente COMO eles dizem. Observe a linguagem corporal deles. Você vai se surpreender com os aprendizados que vai tirar dessas obervações.
♥ CONCENTRE-SE NA SOLUÇÃO, NUNCA NOS PROBLEMAS: Idealmente falando todas as reuniões de pais deveriam apenas abordar coisas positivas, os sucessos e as conquistas. Realisticamente falando, a situação é bem diferente. As reuniões de Pais acontecem porque existem problemas. Entretanto todas as reuniões poderão transcorrer dentro da cordialidade e paz sempre que você focar nas soluções ao invés de ficar se concentrando no problema do aluno. Discuta o que você e os Pais podem fazer para ajudar a melhorar ou resolver a situação. Estabeleçam, juntos, um Plano de Ação com tarefas para todos realizarem (Você, os Pais, e o Aluno)
♥ FECHAMENTO: Antes que a reunião finalize, faça o fechamento da conversa e deixe claro quais ações você e os pais decidiram implementar.
♥ MANTENHA UM REGISTRO DA REUNIÃO: Será muito útil você manter um breve relato do que foi discutido na reunião. O que foi dito, sugerido, e estabelecido para ser realizado. Após a reunião, faça as anotações enquanto os detalhes ainda estiverem frescos na memória.
Como você pode observar, interagir com as pessoas requer lidar com uma alta carga de emoções que envolvem expectativas, frustrações, medos e incertezas, por isso esteja atenta a essas dicas e você vai arrasar na próxima reunião de pais.
2 de jun. de 2013
Falhas na escolha da creche ou da babá podem comprometer o futuro escolar das crianças
1 de jun. de 2013
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