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Esta iniciativa consite em ações que possibilitem momentos de reflexão e construção pedagogica, abrangendo ainda propostas significativas para a prática cotidiana do educadores. De acordo com o contexto escolar e vivências as ideias e sugestões podem ser adequadas as necessidades reais nas expectativas de educadores e educandos
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13 de mai. de 2013

Treze de maio - O que temos a comemorar?


13 de maio de 1888 - O dia que o Brasil aboliu o regime de escravidão negra. Porem, as lutas pela liberdade ocorreram desde o momento em que pessoas africanas foram sequestradas e traficadas para o Brasil.
A liberdade não é apenas uma concessão do Estado ou do poder dominante. A liberdade é, antes de tudo, um estado espiritual, da alma. Por isso, mesmo sendo tratados como mercadoria, como propriedade, nossos ancestrais africanos, aqui escravizados/as, trouxeram suas heranças culturais, sua humanidade, seu modo de vida e construíram uma nova África no Brasil.
A história brasileira para ser justa tem que abranger o reconhecimento das lutas emancipatórias lideradas por heróis e heroínas negros/as. Homens e mulheres que, sendo livres em seu interior, expandiram o sonho da liberdade ao seu grupo, desejaram a liberdade para seu povo. Mesmo que a liberdade significasse a morte.


O dia 13 de maio foi apenas a oficialização da situação já consumada: a fugas dos trabalhadores e trabalhadoras negras das fazendas, sob o regime da escravidão. A resistência contra a escravização e a luta pela liberdade, empreendidas pelas pessoas negras, escravizadas e libertas, juntamente com o movimento abolicionista e a pressão internacional deflagraram a queda do regime escravocrata.


De fato, quando a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, a maioria da população negra já estava liberta, por meio da alforria (compra da liberdade) ou da fuga para os quilombos, como é o caso do Quilombo Jabaquara, em Santos que na época da abolição tinha uma população de 10.000 pessoas.


Neste treze de maio temos a comemorar a força de resistência e luta dos movimentos negros durante o regime de escravidão e no período após a queda deste regime. Não comemoramos a assinatura da Leia Áurea pela Princesa Isabel, pois foi um ato forçado pelas circunstancias, desprovido de reconhecimento do trabalho construtivo, embora compulsório, dos trabalhadores/as negros e negras; desprovido de medidas indenizatórias, reparatórias e de inclusão ao novo regime produtivo. Para a população negra, ex-escrava, significou o descarte de sua mão de obra e segregação sócio-racial.


Neste treze de maio temos a comemorar a força da vida que impele as pessoas negras, mesmo diante das barreiras colocadas pelas idéias e práticas racistas, diante dos preconceitos em relação à aparência (principalmente a cor da pele, cabelos), diante das discriminações que impedem o acesso social e econômico. Temos a comemorar a resistência e luta de pessoas negras que não se submeteram a realidade imposta de segregação social, mascarada pela ideologia da democracia e cordialidade racial. Ações de grupos negros pós-abolição até os dias de hoje tem contribuído para a afirmação de identidades negras positivas e para a implantação de políticas públicas de ações afirmativas para afro-brasileiros/as.


Neste treze de maio temos o sonho de que a força reconciliação com a negritude seja mais uma grau de liberdade a ser alcançado por homens e mulheres negros/as
Assumir nossa negritude faz parte de nosso processo de libertação.


Que  homens e mulheres negras levantem sua voz, quebrando o silencio sobre racismo, a exclusão sócio-econômica do povo negro.


Oremos pelo povo negro brasileiro que ainda sofre violências, agressões, exclusões por causa de práticas racistas. Louvamos a Deus por levantar homens e mulheres negras que lutaram e lutam pela liberdade integral do povo negro brasileiro.



10 de mai. de 2013

Educação

Salto no escuro

Seis de cada dez crianças brasileiras estudam segundo
os dogmas do construtivismo, um sistema adotado por países
com os piores indicadores de ensino do mundo



Marcelo Bortoloti
Oscar Cabral

Faltam metas
Típica aula construtivista: o aluno dá o ritmo


Mais de 60% das escolas públicas e particulares no Brasil se identificam como adeptas do construtivismo. Sendo assim, parece óbvio que seis de cada dez crianças brasileiras estão sendo educadas com base em uma doutrina didática cuja natureza, objetivos e lógica devem ser de amplo conhecimento de diretores, professores e pais. Correto? Errado. Uma pesquisa conduzida pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) desvenda um cenário obscuro. Em plena era da internet, os conceitos do construtivismo parecem ter chegado ao Brasil via as ondas curtas de 49 metros de propagação troposférica, com suas falhas e chiados. Ninguém sabe ao certo como o construtivismo funciona, muito menos saberia listar as razões pelas quais ele foi adotado ou deve ser defendido. Ele é definido erradamente como um "método de ensino". O construtivismo não é um método. É uma teoria sobre o aprendizado infantil posta de pé nos anos 20 do século passado pelo psicólogo suíço Jean Piaget. A teoria do suíço deu credibilidade à concepção segundo a qual a construção do conhecimento pelas crianças é um processo diretamente relacionado à sua experiência no mundo real. Ponto. A aplicação prática feita nas escolas brasileiras tem apenas o mesmo nome da teoria de Piaget. O construtivismo tornou-se uma interpretação livre de um conceito originalmente racional e coerente. Ele adquiriu várias facetas no Brasil. Unifica-as o primado da realidade da criança sobre os conceitos básicos das disciplinas tradicionais. Traduzindo e caricaturando: como não faz frio suficiente na Amazônia para congelar os rios, um aluno daquela região pode jamais aprender os mecanismos físicos que produzem esse estado da água apenas por ele não fazer parte de sua realidade. Isso está mais longe de Piaget do que Madonna da castidade.

A experiência mostra que as interpretações livres do construtivismo podem ser desastrosas – especialmente quando a escola adota suas versões mais radicais. Nelas, as metas de aprendizado são simplesmente abolidas. O doutor em educação João Batista Oliveira explica: "O construtivismo pode se tornar sinônimo de ausência de parâmetros para a educação, deixando o professor sem norte e o aluno à mercê de suas próprias conjecturas". Por preguiça ou desconhecimento, essas abordagens radicais da teoria de Piaget são a negação de tudo o que trouxe a humanidade ao atual estágio de desenvolvimento tecnológico, científico e médico. Sua ampla aceitação no passado teria impedido a maioria das descobertas científicas, como a assepsia, a anestesia, as grandes cirurgias ou o voo do mais pesado que o ar. Sir Isaac Newton (1643-1727), que escreveu as equações das leis naturais, dizia que suas conquistas só haviam sido possíveis porque ele enxergava o mundo "do ombro dos gigantes" que o precederam. O conhecimento que nos trouxe até aqui é cumulativo, meritocrático, metódico, organizado em currículos que fornecem um mapa e um plano de voo para o jovem aprendiz. Jogar a responsabilidade de como aprender sobre os ombros do aprendiz não é estúpido. É cruel.

Em um país como o Brasil, onde as carências educacionais são agudas, em especial a má formação dos professores, a existência de um método rigoroso, de uma liturgia de ensino na sala de aula, é quase obrigatória. A origem latina da palavra professor deveria ser um guia para todo o processo de aprendizado. O professor é alguém que professa, proclama, atesta e transmite o conhecimento adquirido por ele em uma arte ou ciência. Nada mais longe da realidade brasileira, em que menos da metade dos professores é formada nas disciplinas que ensina. À luz das versões tropicais do construtivismo, essa deficiência é até uma vantagem, pois, afinal, cabe aos próprios alunos definir com base em sua realidade o que querem aprender. É claro que um modelo assim já seria difícil funcionar em uma sala de aula ideal, com um mestre iluminado cercado de poucos e brilhantes pupilos. Nas salas de aula da realidade brasileira, é impossível que essa abordagem leniente dê certo. Adverte o doutor em psicologia Fernando Capovilla, da Universidade de São Paulo (USP): "As aulas construtivistas frequentemente caem no vazio e privam o aluno de conteúdos relevantes".

Um conjunto de pesquisas internacionais chama atenção para o fato de que, em certas disciplinas do ensino básico, o construtivismo pode ser ainda mais danoso – especialmente na fase de alfabetização. Enquanto na pedagogia tradicional (a do bê-á-bá) as crianças são apresentadas às letras do alfabeto e aos seus sons, depois vão formando sílabas até chegar às palavras, os construtivistas suprimem os fonemas e já mostram ao aluno a palavra pronta, sempre associada a uma imagem (veja o quadro). A ideia é que, ao ser exposto repetidamente àquela grafia que se refere a um objeto conhecido, ele acabe por assimilá-la, como que por osmose. De acordo com a mais completa compilação de estudos já feita sobre o tema, consolidada pelo departamento de educação americano, os estudantes submetidos a esse método de alfabetização têm se saído pior do que os que são ensinados pelo sistema tradicional. Foi com base em tal constatação que a Inglaterra, a França e os Estados Unidos abandonaram de vez o construtivismo nessa etapa. O departamento de educação americano também o contraindicou para o ensino da matemática – isso depois de uma sucessão de maus indicadores na sala de aula.

O construtivismo ganhou força na pedagogia durante a década de 70, época em que textos de Piaget e de alguns de seus seguidores, como o psicólogo russo Lev Vygotsky (1896-1934), vários dos quais traduzidos para o inglês, foram descobertos nas universidades americanas. Foi a partir daí que a corrente se disseminou por escolas dos Estados Unidos e da Europa. No Brasil, virou moda. Uma década mais tarde, porém, tal corrente começaria a ser gradativamente abandonada nos países que a adotaram pioneiramente. Os responsáveis pelo sistema educacional daqueles países chegaram a uma mesma conclusão: a de que a adoção de uma filosofia que não se traduzia em um método claro de ensino deixava os professores perdidos, deteriorando o desempenho dos alunos. Hoje, são poucos os países ainda entusiastas do construtivismo. Entre eles estão todos os de pior desempenho nas avaliações internacionais de educação. Com seis de cada dez crianças brasileiras entregues a escolas que se dizem adeptas do construtivismo, é de exigir que diretores, professores, pais e autoridades de educação entendam como se atolaram nesse pântano e tenham um plano de como sair dele.

Fotos Ria Novosti/AFP e Farrell Grehan/Corbis

A anos-luz das origens
O suíço Jean Piaget (à dir.) e o russo Lev Vygotsky (à esq.): da teoria que eles
puseram de pé, o construtivismo das escolas brasileiras só tem o nome


Galera olha que legal!!!!


Sugeri a atividade ECOTESTE ao http://aturmado5a.blogspot.com.br/ e olha o resultado


valeu galera vocês foram demais........



Meio Ambiente (Atividade do Leitor)



Olá, queridos leitores.

Obrigado por acompanhar o nosso blog do 5 ano A. Nós estamos muito felizes com as visualizações.

Nós tivemos aula com o Gape sobre a importância da família. Nunca é bom ficar sozinho quando se tem horas difíceis.

Fizemos uma pintura sobre o Outono relacionada a Vivaldi (As 4 estações) que foi interrompida porque um aluno sujou a parede da quadra, mas ele pediu desculpas e disse que não faria mais isso.

Continuamos os nossos ensaios para a festa do Amor Fraterno. Amanhã homenagearemos as pessoas que mais amamos.

Eduardo, nós agradecemos por ter nos enviado a atividade sobre o meio ambiente. Adoramos as dicas de como cuidar da natureza.

Dos 18 alunos, 10 são Amigos da Natureza e 2 ganharam o troféu Porcalhão e os outros estão no caminho.

Nós também aprendemos a resolver problemas sem fazer contas e ampliar e reduzir figuras na malha quadriculada , e ampliamos a figura de um coração.

Em Língua Portuguesa aprendemos a diferença entre mal e mau. Mau é antônimo de bom e mal é antônimo de bem.

No laboratório de informática assistimos um vídeo das pinturas do Eliseu Visconti, que era um pintor que nasceu na Itália e veio pro Brasil com um ano de idade. Ele trouxe para o Brasil as técnicas do Impressionismo (Monet, Manet, Renoir, etc) E ele morreu com 69 anos.

Boa tarde a todos, e agora nós vamos estudar um pouquinho mais.









28 de abr. de 2013

BRASILEIRO COM MUITO ORGULHO, É UM DOS 4 FINALISTAS AO PRÊMIO DE MELHOR PROFESSOR DOS EUA

Brasileiro é um dos 4 finalistas ao prêmio de melhor professor dos EUA

Nome: Alexandre Lopes
Escola: Carol City Elementary School (Flórida)
O que faz: dá aulas de educação inclusiva na pré-escola

Alexandre Lopes foi eleito o melhor professor da Flórida em julho de 2012.Finalistas participarão de cerimônia na Casa Branca em abril deste ano.



O brasileiro Alexandre Lopes, que dá aulas para
crianças especiais na Flórida

O brasileiro Alexandre Lopes foi anunciado nesta quinta-feira (17) como um dos quatro finalistas ao prêmio de melhor professor dos Estados Unidos. A premiação anual inclui um processo de seleção com diversas etapas, Lopes, de 44 anos, dá aulas para crianças de três a cinco anos em turmas de educação inclusiva na escola Carol City Elementary, na Flórida. Natural de Petrópolis, no Rio de Janeiro, ele emigrou para os Estados Unidos em 1995.


O anúncio foi feito na tarde desta quinta-feira pelo Conselho de Chefes de Departamentos de Escolas Estaduais, uma organização sem fins lucrativos que reúne os secretários de educação dos estados americanos. Lopes afirmou, em seu perfil do Facebook, que recebeu a notícia com "orgulho e felicidade", e aproveitou para agradecer aos amigos pelo apoio. "Sou-lhes eternamente grato", disse ele.


O professor brasileiro, que é o quarto representante consecutivo da Flórida entre os finalistas, agora concorre com três professores do ensino fundamental II e ensino médio dos estados de Washington, Maryland e New Hampshire, que dão aulas de química, física, inglês e música.


Os quatro participarão de um encontro na capital dos Estados Unidos em abril, quando o anúncio do grande vencedor será feito em um evento na Casa Branca.


Desde julho, quando foi eleito o melhor professor da Flórida e passou a integrar o grupo de 50 competidores da etapa nacional, Lopes tem viajado pelo estado onde mora dando palestras para outros professores sobre sua metodologia na sala de aula e entrevistas a diversos meios de comunicação americanos. Doutorando da Universidade Internacional da Flórida, ele se especializou na educação especial para a primeira infância e, há oito anos, trabalha na escola Carol City Elementary, em Miami.


"É uma inclusão total e irrestrita, da maneira que eu gosto, com alunos deficientes, imigrantes, minorias... Como eu acho que a sociedade deveria ser", conta. Lopes considera sua abordagem "holística" e afirma que se envolve em todos os aspectos da vida de seus "aluninhos", como gosta de se referir às crianças que ensina, tanto da parte acadêmica quanto da emocional e da social. Para o brasileiro, isso significa incluir todos os membros mais próximos da família no processo escolar, muitos deles ainda se adaptando à notícia de que seus filhos são autistas.'Inclusão total e irrestrita'
As turmas para as quais o brasileiro leciona são heterogêneas. Parte dos alunos é autista e, como a Carol City Elementary fica em uma região de baixo poder aquisitivo, a maioria dos estudantes pertence a minorias dentro da sociedade americana. Alguns ainda são filhos de imigrantes e não têm o inglês como idioma nativo.


Aceitando a diversidade


Na sala de aula do brasileiro, porém, todos são iguais. "Eu não diferencio meus alunos. Procuro ser consistente para fazer com que meus alunos com autismo tenham os outros como modelo, e para fazer com que meus outros alunos aceitem todas as diferenças que existem na nossa sociedade", explica Alex, como é conhecido pelos alunos e colegas de trabalho. Suas técnicas variam de acordo com o conteúdo das aulas. Segundo ele, música e dança são dois elementos que predominam durante as atividades, mas a adoção da tecnologia também ajuda os pequenos estudantes a se expressarem.


Entre os equipamentos está uma tela que reproduz, ao toque de um botão, mensagens pré-gravadas na voz dele ou de um estudante. O instrumento é usado pelos alunos autistas para que eles possam comunicar o reconhecimento dos símbolos, um processo que, segundo Lopes, acontece nestas crianças de maneira diferente das demais.



Lopes usa tecnologia, instrumentos e música para transmitir conhecimentos a crianças de três a cinco anos 


Para aprender a construir palavras, os aluninhos usam blocos de madeira que representam cada letra e os unem e separam para formar sílabas, sempre atentos aos sons das palavras para compreender a relação entre as rimas e a formação das palavras com grafia parecida. "Isso serve para tirar a palavra do abstrato e torná-la uma coisa concreta, o que é muito importante para crianças com deficiência", explica.


Alexandre também digitaliza as páginas de livros, ocultando as frases escritas para reescrever a história a partir das imagens de forma coletva e, assim, conseguir tirar das crianças a linguagem construída durante as demais atividades.


A imigração, o atentado e a mudança


O início da vida adulta de Lopes não poderia ser mais distante de seu cotidiano atual, trabalhando sete horas por dia, cinco dias por semana, com um intervalo de 30 minutos para o almoço. No início da década de 1990, o hoje melhor professor da Flórida trocava Petrópolis pela capital fluminense para estudar produção editorial na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Naquela época, ele havia abandonado o sonho de criança de ser professor, já que sempre ouvia relatos de como a carreira exigia muito e pagava pouco.


Ele conta que arrumou um emprego na Pan American Airways para pagar o aluguel no Rio de Janeiro. Depois de formado, o então bacharel se apaixonou e decidiu se mudar para os Estados Unidos em julho de 1995. "Mas eu jamais deixei o Brasil. A vida me trouxe aos Estados Unidos, mas tenho muito orgulho da minha origem e de ser quem sou", diz.


Durante vários anos, Lopes seguiu trabalhando como comissário de bordo para várias companhias aéreas americanas, onde fazia traduções de inglês, português e espanhol nas rotas da América Latina. Mesmo com os benefícios e as muitas viagens que pôde fazer pelo mundo, ele afirma que sentia falta de estudar. "Eu queria algo que fosse um pouco mais recompensador, mas era difícil porque tinha que pagar as minhas contas", lembra.


"Jamais deixei o Brasil. A vida me trouxe aos Estados Unidos, mas tenho muito orgulho da minha origem e de ser quem sou"
Alexandre Lopes


Após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, sua empresa ofereceu pacotes de benefício a quem aceitasse se afastar do emprego e abrir mão do salário. Lopes, já com mais de 30 anos de idade, aproveitou a chance para buscar uma nova formação. Segundo ele, sua ideia original era se tornar professor de línguas estrangeiras, mas uma conselheira vocacional sugeriu, além do curso de educação, um curso introdutório em educação especial na primeira infância.


"Me apaixonei pela área e minha professora se apaixonou pelo meu trabalho. Ela me recomendou para uma bolsa de mestrado na Universidade de Miami", explica o professor, que foi aprovado no processo seletivo com bolsa integral e, assim que completou seus créditos e estágios obrigatórios, recebeu o convite para iniciar uma turma de educação inclusiva na Carol City Elementary, onde está desde 2005, com um salário mais baixo do que recebia quando era comissário de bordo.


Lopes agora equilibra o trabalho com a pesquisa de doutorado na Universidade Internacional da Flórida, onde também foi selecionado para estudar com bolsa integral, e o Projeto Rise, uma iniciativa americana em nível federal que estimula a formação continuada de professores de escolas com população carente no país.



Alex foi eleito o melhor professor da Flórida na última quinta-feira (12); à direita, ele recebe um beijo de seu pai, Enir Lopes, que viajou de Petrópolis a Miami para a cerimônia


Eleito entre mais de 180 mil docentes


Durante mais de seis meses, Lopes passou por uma série de longas e trabalhosas etapas para conquistar o título de melhor professor de toda a rede estadual da Flórida. O processo começou com uma votação entre os próprios colegas da escola em que ele trabalha, na região centro-norte do condado de Miami, o quarto maior dos Estados Unidos, com 25 mil docentes. Ele então preparou um material por escrito com dezenas de páginas, no qual explicava sua filosofia educacional, suas motivações e sua metodologia de ensino.


O documento foi avaliado na sua região e ele foi selecionado como um dos cinco finalistas, que receberam visitas em suas salas de aula de uma comissão com 13 examinadores e participaram de entrevistas. Lopes venceu a disputa e, no início do ano, passou a concorrer ao posto de melhor professor do condado. O resultado, também favorável ao professor petropolitano, saiu em fevereiro deste ano, junto com um carro 0 km, prêmios em dinheiro e uma bolsa de estudos, à qual ele abriu mão por já ter uma no doutorado.


A etapa estadual, que tem patrocínio da rede de lojas de departamento Macy's, exigiu novos artigos, visitas à sala de aula e entrevistas, além do envio de um vídeo apresentando o trabalho na escola e um encontro de três dias na cidade de Orlando com os mais de 70 professores dos condados e distritos especiais da Flórida.


Essas crianças são filhas desses indivíduos, mas elas também são parte da nossa sociedade, é injusto que deixemos esses pais sozinhos com o grande desafio que enfrentam"

Alexandre Lopes


Na entrevista final, o brasileiro lembrou aos examinadores que, naquele dia de junho, o planeta Vênus estava transitando em frente ao Sol, um fenômeno que só se repetirá daqui a um século. "Eu disse a eles que, quando isso acontecer, eu não vou estar mais aqui, meus aluninhos não vão estar mais aqui, mas a sociedade ensinada por eles e pelo meu ensino, sim. Depois disse a mim mesmo: 'que resposta mais tola!' Voltei para casa achando que não venceria", afirmou.


Lopes estava errado, e seu nome foi anunciado como melhor professor do estado na última quinta-feira. Assim como as exigências da competição, as recompensas da etapa estadual também são maiores, e incluíram surpresas e um prêmio de US$ 5 mil (mais de R$ 10 mil) aos cinco finalistas, além de US$ 10 mil (mais de US$ 20 mil) ao grande vencedor.


A fama, o dinheiro e as regalias que tem recebido nos últimos meses, porém, são honras menores para ele. "Eu tive uma vida muito feliz, de muitas alegrias. Mas as alegrias que eu encontro com o sucesso dos meus alunos não se comparam com nada que eu já experimentei", afirmou Lopes, que diz ter uma admiração especial pelos pais de alunos com deficiência. "Essas crianças são filhas desses indivíduos, mas elas também são parte da nossa sociedade, é injusto que deixemos esses pais sozinhos com o grande desafio que enfrentam."
http://g1.globo.com/educacao/noticia/2013/04/obama-entrega-premio-ao-professor-do-ano-nos-estados-unidos.html

27 de abr. de 2013

Você é professor, ou está professor?

SER PROFESSOR OU ESTAR PROFESSOR?







Por Lidia Maria Kroth


Até que ponto estará o professor realmente consciente do seu papel, dos seus direitos, deveres, responsabilidades e atividades inerentes à função?
A consciência de si, e da realidade concreta que o cerca, o conhecimento de seu papel frente a esta realidade, vão dar validade e significação à história do homem. No entanto, o homem nasce dentro de um mundo já interpretado e criado. Este fato propicia uma certa alienação e despreocupação com a análise e reflexão deste mundo.
Segundo Heloisa Lück (1982), “o homem se torna acrítico, mais receptor que transmissor, mais paciente que agente. É necessário interferir neste contexto. Sendo assim, cabe à educação estimular e promover a formação da consciência, ou seja, estabelecimento de identidade pessoal do homem e compreensão de seu relacionamento com o mundo. Este processo não pode ser considerado acabado e sim entendido como dinâmico e um constante “dever ser”. Deve despojar-se de preconceitos e subjetividade. “
A autora cita alguns elementos que interferem na formação da consciência:
- intencionalidade – predisposição do individuo de compreender, interpretar e explicar os fatos;
- capacidade perceptiva – quanto mais adequada e objetiva for a capacidade de percepção, maior será a correspondência da consciência com o fato real;
- operações mentais – determinam a superioridade, flexibilidade e nível de conscientização;
- historicidade e temporalidade – estabelecem o espírito da consciência e do ato consciente;
- julgamento moral – os valores formam parte primordial da consciência que a pessoa elabora de si e do seu mundo.
Mosquera (1978) afirma que “a vida autentica inicia quando nos negamos a permanecer na alienação e na desumanização e caminhamos rumo a uma vida consciente, autêntica e mais humana. O processo educativo deve ter como função primordial à formação da consciência do indivíduo, entendida como conscientização do homem enquanto homem e não orientado por uma ideologia política. Não se trata de doutrinação, mas sim ensinar a pensar e não, o que pensar. Deve possibilitar ao homem aumento de sua capacidade e liberdade de escolha.”
Conforme as citações acima, o homem tendo uma maior consciência de si torna-se um ser crítico, atuante e transformador do mundo que o cerca sendo importante a observação de tudo o que esta ao ser redor.
O sentimento de identidade do homem inicia quando ele concebe o mundo exterior como coisa separada e independente dele, quando começa a tomar consciência de si mesmo, como sujeito de suas ações, quando é capaz de dizer, EU SOU.
Na medida em que houver maior coerência entre os valores pessoais e expectativas sociais, a identidade profissional é mais consciente. Neste sentido, quanto mais clara e precisa a definição das metas da profissão, mais objetivo e definido será o desempenho deste profissional.
O posicionamento do professor deve incluir uma ética profissional, debatendo questões práticas, capazes de suscitar-lhe operações de pensamento que o desafiam e levam à reflexão e à pesquisa em busca de uma autêntica identidade apoiada em valores significativos.
Diversas experiências auxiliam no levantamento desta hipótese e acredita-se que o espaço existe, basta que os profissionais se disponham realmente. Cabe enfatizar que o desempenho do papel do educador faz com que sua proposta seja, efetivamente, na educação.
Em toda a ação do professor é necessária uma reflexão contínua sobre a realidade que o cerca, possibilitando-lhe um posicionamento profissional mais adequado. Ter sempre presente em suas atividades os princípios que servem de suporte ao processo de orientação, levando-o a uma ação mais consistente e coerente.
Se a escola é uma instituição que tem por finalidade ensinar bem à totalidade dos alunos que a procuram, têm por função fundamental mobilizar os diferentes saberes dos mesmos.
Partindo da condição comum de educadores, cada um desempenha tarefas específicas, capacitado pela habilitação específica, cujo sentido é dado pelos fins comuns.
A investigação sobre a realidade vivencial do aluno e sua percepção desta realidade deve ser o ponto de partida e o fio condutor do processo pedagógico.
O professor através da investigação sobre a realidade, percebe que no processo de ensino-aprendizagem estão em jogo inúmeras relações, compreende que as relações na escola não são um fim em si mesmas, mas meio para que o aluno aprenda e amplie o seu conhecimento sobre “relações de ajuda”, passando a trabalhar as diferentes relações, que podem influir para que o aluno aprenda.
O desenvolvimento de uma concepção crítica de educação comprometida com a realidade social e com sua transformação não prescinde do planejamento. Planejar envolve, em sua base, compreender a realidade em todos os seus desdobramentos, tanto de tempo, quanto de espaço.
É importante, ter em mente, que de nada valem as boas idéias, se não vierem a revestir ações que as ponham em prática.


Publicado em 04/09/2007
Lidia Maria Kroth - Pedagoga Orientadora EducacionalEscola Estadual de Ensino Fundamental Paraíba - POA - RS; Orientadora Educacional Escola Estadual de Ensino Fundamental Tancredo Neves POA - RS;Professora de 2 série do Ensino Fundamental.
Fonte:http://www.psicopedagogia.com.br


23 de abr. de 2013

PÓS GRADUAÇÃO



Nossa agenciadora aqui em Praia Grande Srª Sonia
tel contato (13)88162663

PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA E INSTITUCIONAL


A+
A-

Objetivo do curso

Formar especialistas para atuarem na instituição escolar e clínica, para o estudo dos processos de aprendizagem, realizar diagnóstico, intervenção e prevenção de problemas e dificuldades de aprendizagem, dentro de uma perspectiva institucional e ou clínica voltada para a formação de um trabalho preventivo junto às instituições.

Matriz Curricular

MódulosDisciplinasCarga Horária
Módulo 1INTRODUÇÃO À PSICOPEDAGOGIA E INCLUSÃO SOCIAL45 horas
Módulo 2O DIAGNÓSTICO: JOGOS, TESTES E PROVAS45 horas
Módulo 3TEORIAS E PRÁTICAS DA PSICOPEDAGOGIA INSTITUCIONAL45 horas
Módulo 4PROBLEMAS DE APRENDIZAGEM E FRACASSO ESCOLAR45 horas
Módulo 5A INTERVENÇÃO E AVALIAÇÃO PSICOPEDAGÓGICA45 horas
Módulo 6PSICOLOGIA DA APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO45 horas
Módulo 7CIÊNCIAS NEUROLÓGICAS45 horas
Módulo 8NEUROCIÊNCIA E APRENDIZAGEM45 horas
Módulo 9DEFICIÊNCIA INTELECTUAL45 horas
Módulo 10TRANSTORNOS GLOBAIS DO DESENVOLVIMENTO - TGD45 horas
Módulo 11COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA E/OU SUPLEMENTAR45 horas
Módulo 12FUNDAMENTOS BÁSICOS E TEORIA EM SAÚDE MENTAL45 horas
Módulo 13METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO60 horas

Planos de Pagamento

A taxa administrativa: R$ 150,00 

Valor do curso:

MATERIAL DIDÁTICO EM APOSTILA + ONLINE/AVA
a)
01x R$ 2.466,00
b)
05x R$ 493,00
c)
10x R$ 246,00
d)
15x R$ 164,00
MATERIAL DIDÁTICO ONLINE/AVA
a)
01x R$ 2.160,00
b)
05x R$ 432,00
c)
10x R$ 216,00
d)
15x R$ 144,00




















  • Duração Total: 600 HORAS   







  • Tipo de Formação: Pós-Graduação
  • Curso: Psicopedagogia clínica e institucional

OU 18 X DE 120,00