Páginas


Esta iniciativa consite em ações que possibilitem momentos de reflexão e construção pedagogica, abrangendo ainda propostas significativas para a prática cotidiana do educadores. De acordo com o contexto escolar e vivências as ideias e sugestões podem ser adequadas as necessidades reais nas expectativas de educadores e educandos
Mostrando postagens com marcador Mensagens. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mensagens. Mostrar todas as postagens

23 de mai. de 2013

MENSAGEM PARA REUNIÃO DE PAIS

OS PAIS DEVEM LIDAR COM OS SENTIMENTOS DOS FILHOS? 




Muitos pais apresentam dúvidas e ansiedades para lidar com o comportamento de seus filhos. No intuito de proteger a crianças acabam por impossibilitar que eles aprendam a enfrentar responsabilidades. Ter responsabilidade é necessário para o amadurecimento do ser humano. Os pais não podem querer evitar que o filho sinta tristeza, raiva, angústia, ansiedade, frustração e outras emoções que causem sofrimento. Estes sentimentos fazem parte da vida e tentar poupar seus filhos disso é estar prejudicando no enfrentamento de dificuldades no futuro. O papel dos pais perante estes sentimentos da criança é colocar-se a disposição para ouvir, orientar, conversar e não querer resolver ou menosprezar estes sentimentos que o filho apresenta. Outro aspecto importante que pode estar prejudicando a criança é quando esta vive em um ambiente extremamente crítico, pois uma situação em que poucos são os elogios e muitas são as críticas dificulta a crença em suas capacidades acarretando conseqüentemente um problema de auto-estima. Portanto é importante que os pais respeitem o ritmo da criança, não exigindo dela mais do que ela é capaz. As críticas devem ser construtivas, e não depreciativas, deve-se criticar o comportamento errado, e não a pessoa da criança, além disso, esta deve ser elogiada por suas realizações e não se deve fazer comparações entre filhos, pois cada um possui suas próprias capacidades. A grande dificuldade da maioria dos pais é encontrar um meio termo para lidar com seus filhos, nem superproteger (evitando sofrimento) e nem serem críticos demais. Devem, portanto, fornecer uma orientação adequada para que a criança consiga desde pequena, aprender estratégias que a possibilitem enfrentar os estressores da vida tanto presente como futura. Desse modo ela estará fortalecida para se tornar um adulto emocionalmente estruturado

MENSAGEM PARA REUNIÃO DE PAIS

CONSTRUINDO LIMITES 


Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos os erros de nossos progenitores. 
E com o esforço de abolir os abusos do passado, somos os pais mais dedicados e compreensivos, mas, por outro lado, os mais bobos e inseguros que já houve na história. 
O grave é que estamos lidando com crianças mais "espertas", ousadas, agressivas e poderosas do que nunca.
Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ter, passamos de um extremo ao outro. 
Assim, SOMOS A ÚLTIMA GERAÇÃO DE FILHOS QUE OBEDECERAM A SEUS PAIS E A PRIMEIRA GERAÇÃO DE PAIS QUE OBEDECEM A SEUS FILHOS. 
Os últimos que tiveram medo dos pais e os primeiros que temem os filhos. Os últimos que cresceram sob o mando dos pais e os primeiros que vivem sob o julgo dos filhos.
E O QUE É PIOR, OS ÚLTIMOS QUE RESPEITARAM OS PAIS E OS PRIMEIROS QUE ACEITAM QUE OS FILHOS LHES FALTEM COM O RESPEITO
Na medida em que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudaram de forma radical, para o bem e para o mal. 
Com efeito, antes se consideravam bons pais aqueles cujos filhos se comportavam bem, obedeciam as suas ordens e os tratavam com o devido respeito. 
E bons filhos, as crianças que eram formais e veneravam seus pais. 
Mas, a medida em que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram-se desvanecendo, hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, e, ainda que pouco, os respeitem. 
E são os filhos quem, agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem as suas idéias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver. Os papéis se inverteram, e agora são os pais quem têm de agradar a seus filhos para ganhá-los e não o inverso, como no passado. 
Isto explica o esforço que fazem hoje tantos pais e mães para serem os melhores amigos e "tudo dar" a seus filhos. 
Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo de seus pais, a debilidade do presente os preenche de medo e menosprezo ao nos ver tão débeis e perdidos como eles. 
Os filhos precisam perceber que, durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como LÍDERES capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter e de guiá-los enquanto não sabem para onde vão. Se o autoritarismo suplanta, a permissividade sufoca. 
Apenas uma atitude FIRME E RESPEITOSA lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas enquanto forem menores, porque vamos à frente LIDERANDO-OS e não atrás, carregando-os e rendidos à sua vontade. Temos que saber que SER FIRME É COMPLETAMENTE DIFERENTE DE SER AUTORITÁRIO OU ESTÚPIDO. 
Quando repreendermos uma criança, temos que fazê-lo com serenidade, sem descontrole emocional. E NÃO SE DEVE JAMAIS DIZER A UMA CRIANÇA: "VOCÊ É UM MENINO INSUPORTÁVEL" OU "VOCÊ É UM MENINO BURRO!" 
Isso pode ficar gravado no subconsciente da criança e causar problemas futuros. 
Deve-se dizer: "VOCÊ É UM MENINO MUITO BOM E INTELIGENTE, MAS ESTÁ FAZENDO UMA COISA ERRADA, QUE EU NÃO VOU PERMITIR". FAZER ISSO É ERRADO POR TAIS E TAIS RAZÕES . 
Tem que ficar claro que o motivo do castigo foi a ATITUDE da criança, não o que ela É. BATER NOS FILHOS ESTÁ FORA DE COGITAÇÃO. ISSO PODE DESTRUIR PARA SEMPRE A AUTO-ESTIMA DE UMA CRIANÇA E CRIAR UM SENTIMENTO DE INFERIORIDADE, QUE SE TRADUZ POR UMA FALTA DE PERSISTÊNCIA NOS ESTUDOS, NA BUSCA DE UM TRABALHO OU INCAPACIDADE PARA TOMAR DECISÕES E PLANEJAR A PRÓPRIA VIDA, QUANDO SE TORNAM ADULTOS . 
É assim que evitaremos o afogamento das novas gerações no descontrole e tédio no qual está afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino.
OS LIMITES ABRIGAM O INDIVÍDUO, COM AMOR ILIMITADO E PROFUNDO RESPEITO.